Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Stripes





























Salve! Essa foto foi tirada aqui na Argentina numa exposição fantástica do Carlos Cruz-Diez (clique no nome para conhecer seu trabalho). Quem estiver planejando vir para Buenos Aires por agora, essa exposição está valendo MUITO a pena! É no MALBA (Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). Adiós!

Por @Belamello 
Mais fotos aqui!

08 de Outubro - Dia do Nordestino.

Enquanto alguns setores definem como mais uma data hipócrita presente em nosso vasto calendário de comemorações indevidas, outros segmentos afirmam que o dia 08 de outubro é uma homenagem bastante merecida para os milhares de nordestinos espalhados por todos os cantos do país. Contudo, podemos afirmar que, independente da forma de interpretação sobre a essência desse data, ainda falta muita discussão para chegarmos, de fato, a um consenso sobre a importância do povo nordestino na história do Brasil.

Infelizmente, o nordeste brasileiro, ainda é cenário de relevantes índices de exclusão social, miséria e subdesenvolvimento. E são por esses e outros motivos que o processo de emigração se tornou um acontecimento constante, principalmente no século XX, período em que vários nordestinos abandonaram suas casas, para "arriscar" uma vida mais dígna em outros estados brasileiros, principalmente em São Paulo e no Distrito Federal.


No entanto, também podemos concordar que, devido a essa onda migratória, as cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tiveram uma grande oferta de mão-de-obra disponível e consequentemente, se desenvolveram, tornando-se grandes centros econômicos, porém esse desenvolvimento veio acompanhado por muita miséria e exploração, e as vítimas normalmente eram as famílias nordestinas que se viam abandonados em uma terra estranha e distante de suas verdadeiras origens.

Mais uma vez, o suor do povo nordestino contribuiu para o crescimento econômico da nação, assim como ocorrera nos remotos tempos coloniais, onde o nordeste era o grande centro econômico e político da América lusitana, e devido as lavouras de cana-de açúcar, o Brasil torna-se o maior produtor mundial de açúcar nos séculos XVI e XVII. Além disso, não podemos deixar de ressaltar a grande relevância política que a região teve para o processo de emancipação brasileira, tanto com os anseios da Revolução de 1817, quanto pela gloriosa Confederação do Equador de 1824, onde os verdadeiros heróis de nossa história denunciaram o autoritarismo imperial.

E nesse contexto, nos deparamos com um grande dilema: protesto ou homenagem? Como podemos explicar o dia 08 de outubro? Segundo um estudo do governo federal, aproximadamente 30% da população paulista é composta por nordestinos que são remunerados com os menores salários, além de ter a maior jornada de trabalho. E são por questões como essas que precisamos repensar o nordeste brasileiro, ora, se a história do Brasil se confunde com a própria história do nordeste, se importantes cidades foram e ainda são construídas pelo sangue, suor e lágrimas dos nordestinos, porque ainda prevalece tamanha desvalorização e desrespeito ao povo nordestino?

Diante disso, não podemos deixar de concordar que tal homenagem cívica, somente se tornará válida, quando a realidade social do país for mais favorável, não somente para o nordestino, mas para o povo brasileiro, pois é esse que detém o poder originário sobre as diversas instituições públicas que regem os rumos na nação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Partido dos Trabalhadores - 30 posts, parte 3

Olá queridos e queridas, como vão?

Demorei (de novo) mas voltei... Isso já é uma constante, a demora, a volta... ainda bem que há sempre a volta =)

Pois bem, continuando a sequência dos 30 posts, faço a terceira parte sobre uma das partes mais importantes e conflituosas de minha vida adulta, o Partido dos Trabalhadores.


O PT entrou cedo na minha vida, ainda adolescente eu me interessei pelas ideias diferentes e por me desviar do senso comum. Procurei no PT o espaço para diálogo e debate que faltavam em minha vida de trabalhador assalariado e estudante secundarista. Encontrei.

Acontece que tudo que fiz no PT, foi realizado na minha cidade, Piracicaba, interior de SP.
Piracicaba, da qual eu já falei aqui no primeiro dos 30 posts, é uma cidade conservadora, provinciana. É uma cidade que não gosta muito do PT... e isso faz com que o próprio PT sofra por lá. Bata cabeça e seja acometido por uma síndrome de pequeno poder!
As pessoas ficam roendo o osso e pisando umas nas outras, para manter (ou conquistar, mas pouco conquistar) um pedacinho de um poder que não representa quase nada.

Isso traz prejuízos enormes para o grande projeto do Partido dos Trabalhadores. Projeto que agora só faço parte como um "torcedor" e simpatizante, pois, após 13 anos de partido, eu me desfiliei.

Reproduzo aqui a minha carta de desfiliação, onde conto um pouco a minha trajetória, meus rancores e minhas conquistas:

Ao Partido dos Trabalhadores, Diretório Municipal de Piracicaba.

Peço aos companheiros que, por favor, formalizem meu desligamento do Partido dos Trabalhadores, fazendo minha desfiliação.
Não sou mais residente em Piracicaba e pretendo seguir minha luta política em minha nova cidade de residência, sem mais estar atrelado ao PT e especialmente ao DM de Piracicaba.
Aos que aguardavam esse momento para julgar, difamar e até comemorar a situação, é o que basta saber.

Aos meus verdadeiros companheiros, tenho um pouco mais a dizer.
Me filiei ao PT no ano de 1998, na campanha vitoriosa de nosso companheiro e meu querido mestre, José Machado. Campanha onde, aos meus 16 anos, conheci figuras importantes na minha vida. Campanha que me levou a participar da Juventude do PT. Uma campanha muito dura, em que tínhamos rejeição aos demais candidatos, inclusive a nossa candidata a deputada estadual, que foi derrotada.
Foi a campanha eleitoral que me introduziu a política. Debates nas esquinas, enquanto entregava panfletos. Chuva na porta de escolas. Aleluia de madrugada. Fiscal para brigar por espaço nas seções e zonas eleitorais. Apuração no ginásio.
Depois de 1998, não deixei de participar de nenhuma campanha. Todas elas fazendo campanha para o PT. Todas elas na rua, com bandeira, com estrela no peito.

Em 1999 (se não me falha a memória), fomos à Brasília na “marcha dos 100 mil pelo Brasil”. Depois dessa, vieram outras viagens. Protestos, marchas, lutas.
Conheci figuras que mudaram minha vida. Seu Lima, Fausto Forti e Téo, Pablo e Vanessa, Ronaldo Almeida, Brasilino Paiva, Jeferson Goulart, César Nadoti, Dr. Alexandre, Edson. Essas viagens me renderam professores a quem entrego para sempre minha admiração e respeito, rederam amigos de lutas, de bares e de sonhos, me rendeu um irmão. Um verdadeiro irmão.
Foi por mim que fiquei no PT até hoje. Por minha vontade, crença e por minha ideologia. Também por mim, acredito que meu ciclo no PT acabou.
Por eles, sinto pesar em sair. Só por eles.

Foi em 2000 que conheci o verdadeiro PT. As lutas internas, as forças “ocultas”.
Em 2000, depois de mais uma campanha vitoriosa, vi a transformação de muitos militantes em vorazes devoradores de cargos. Houve declarações de guerra. Muita disputa. Eu, que entregava panfleto para o Machado e fazia faculdade de Geografia, virei estagiário na nova gestão do PT.
De estagiário para Coordenador de Políticas Públicas para a Juventude. De Coordenador para inimigo declarado de algumas figuras do nosso partido.

Foi na caça as bruxas da campanha de 2004, onde se buscavam culpados pela derrota, que fui chamado para a Comissão de Ética do Partido. Daquela Comissão de Ética só reconheço a autoridade do companheiro Cláudio Arruda, e não por ser falecido, mas por ser o único que buscava explicações e não simplesmente uma fogueira inquisidora.

Como creio que, da forma que apontei no início desse documento, só meus verdadeiros companheiros continuaram a leitura, posso dizer a vocês de peito aberto: Me acusaram de fazer campanha para o PSDB. Aos que estiveram nesses 13 anos ao meu lado, militando, debatendo, lutando... seria isso possível? Aos companheiros que já ouviram essa história contada por mim, seria possível que eu defendesse um amigo em um momento difícil? Pois, vocês sabem das respostas.

Acontece que, naquele momento, muitos pularam grudados em bóias. Outros nadaram até se afogar. Poucos ficaram junto do navio. Eu fiquei até vê-lo afundar de vez.
Ao ponto de em 2008, trabalhar voluntariamente e ser o único carro não remunerado a fazer aleluia de material na madrugada antes da eleição. Abandonaram o companheiro Boldrin. Derrota anunciada? Sim. Desistir por isso? Não. Na noite chuvosa, estávamos rodando a cidade toda, eu no meu carro, Ronaldo no dele. Terminamos depois da votação já estar aberta. Uma noite na rua, enquanto os inquisidores de quatro anos antes dormiam confortavelmente. Na manhã seguinte, rumamos para as seções, para trabalharmos de fiscal.

E o “mensalão”, que retirou do PT figuras importantes? No momento em que era preciso lutar e enfrentar, os dedos que apontaram em muitas situações, serviram para apontar para o partido, como se o partido fosse feito apenas por aqueles que estavam envolvidos nas questões. Muitos de nós assumimos o PT para nós. Somos o PT e por isso, não somos desses que cometem desses “deslizes”. Mas, quanta gente fugiu!

Pois é, quanto orgulho, quanta mágoa, quanta força desse PT. Tanto sentimento assim, só pode vir do amor mesmo. Estou aqui, escrevendo e olhando para minha carteira de filiação, amarela e com os dizeres: “orgulho de ser PT”.
Em alguns círculos sou chamado de “Fábio do PT”, vejam só.

Recentemente, voltando a Piracicaba, cidade onde militei e vida toda e onde ainda voto, fiquei sabendo que os vereadores aumentaram seus salários em 75%.
“Mas e o vereador do PT, votou contra?”, foi minha pergunta imediata. Mas a resposta foi negativa. Que vergonha. De novo a indignação.
Cidade dominada pelos tucanos, com uma única voz “nossa”, que se cala. Ou pior, que ecoa do lado de lá. Vai saber, já não me interessa.
Quando interessou, ouvi algumas pérolas, como uma que dizia: “você não é de Piracicaba, mora em Recife, o que quer falar?”. E uma outra, que dizia: “De que adianta isso? Reclamar para não mudar nada? Protestar não adianta, não resolve, só serve para tipos como você”.
Sabe o pior? Essas pessoas conseguiram minar a resistência dos poucos que podiam protestar contra esse abuso.

Pessoas como eu. Que ao tentarem mostrar sua cara no PT, são julgadas (com preconceito e ignorância, quase sempre).

Que seja. Estou com o coração e com a história política em Piracicaba, não com o corpo. Pois também não estarei mais com o voto.
Pessoas como eu, que ainda acreditam no povo e nas ruas, nas marchas e nas conquistas. Pessoas como eu não querem desistir.

Não sou morno, luto e vivo o que acredito e por isso mudarei minha atuação política. Saio orgulhoso do que fiz e conquistei e agradeço aos verdadeiros companheiros. Contem comigo.

Minhas últimas PT saudações vão para vocês,
Um abraço e que a luta continue.

Atenciosamente,
Fábio da Silva Paiva


então é isso...a luta continua!
e lutar é uma satisfação!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobre o retorno de saturno

Olá queridos.
Demorei para escrever de novo, não?
Andei trabalhando demais, sem muito fôlego para reflexões (uma das grandes estratégias do capitalismo, não?)

Queria contar pra vocês que na semana passada fiz 28 anos.

- Meu Deus, sabe, assim, o medo de ficar velha? 

Dizem os astrólogos que os 28 anos é uma idade de extrema importância para a vida de uma pessoa.É, neste momento, que o planeta saturno completa um volta inteira no zodíaco e retorna ao ponto inicial do mapa astral na ocasião do nascimento.
Trata-se do temível "Retorno de Saturno"
O saturno retorna e as cobranças por mudanças internas profundas se renovam e se intensificam: "não é mais um tempo de ilusões e sim de definições"
***

Pensando em tudo que vivi nos últimos dois anos (fim do mestrado, fim de noivado, emprego novo, desafios novos e, por aí, vai...) resolvi  que queria comemorar meu aniversário em casa! Seria uma jeito "amigável" de dar boas vindas a Saturno.
Chamei amigos próximos: 15 confirmaram.

Fiquei feliz. Na minha cabeça, este dia de comemoração seria assim:

- Sabe, assim, todo mundo bebendo e ficando alegre?

Mas, na hora "H", pouquíssimas pessoas vieram.
Estava chovendo horrores em São Paulo.
A festa ficou por conta das pessoas da minha família que estavam presentes e alguns poucos amigos. 
O meu maior pesar, neste dia, foi não contar com a presença das minhas avós. Elas deixaram de vir, pois julgaram que seriam inconvenientes em meio a tantos jovens que estariam na festa.
(mas que não estavam)

Se eu pudesse materializar a sensação que tive em relação a tudo isso, seria esta:

Meio looser, né? Mas tudo bem.
Aceitar a vida é aceitar essas ocasiões também, incluindo a frustração e tristeza.

***

Sobre amizades, 28 anos e ser maduro:

Pensei muito se ia postar essa história.
A vida, hoje em dia, nos obriga a ser feliz, alegre e desejantes a qualquer custo, não?
E, se de repente, a gente precisar dizer que há tristeza e frustração também? Por que não?

Sei que este post mais parece uma história chata de uma página de diário. Mas resolvi escrevê-lo por que há muitos elementos que me fez pensar um bocado.

O primeiro deles é em relação à internet: 
Muitas das  pessoas mandaram mensagens se desculpando e explicando a ausência. Algumas mensagens por facebook e outras por celular: apenas uma pessoa ligou e ouviu a minha voz.
Hoje fica muito mais fácil  não nos responsabilizarmos pelo outro, quando se tem a vida do outro totalmente disponível em tempo real para conhecermos, mas não para estarmos junto.
Uma mensagem sempre basta e justifica tudo.
Honestamente, eu faço isso o tempo todo e está na hora de eu também estar com as pessoas de verdade, para além das relações frágeis que oscilam entre mensagens curtas e "curtir".

O segundo é em relação à maturidade: 
Eu entendi cada justificativa que me deram. Não fiquei com raiva, nem quis terminar a relação de amizade com ninguém. Só falei com toda-sinceridade-do-mundo tudo que senti.
Inclusive, já, em muitas ocasiões, deixei de vê-los por julgar ter coisas mais importantes para fazer. 
Alguns, até mesmo, deixei de conversar com frequência nas épocas em que estava namorando: o grande e velho erro dos amantes (deixar de lado as relações de amizade).

O terceiro e mais importante: sempre convidarei minha família antes de qualquer pessoa para uma futura festa. Com eles, tenho a certeza que sempre que me faltar carinho, haverá o ninho.

Pode vir Saturno, tô preparada.

domingo, 2 de outubro de 2011

Brasil, o país da... economia.


A 27a rodada do Brasileirão 2011, ocorrida neste último final de semana, foi quente. E muito. Confronto entre líder e vice-líder; o retorno aos gramados do centroavante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, contra um dos times que briga pelo título, entre outros. Porém, o que se espera de um jogo de futebol é óbvio: espetáculo, gol, FUTEBOL, no melhor sentido da palavra, e não apenas grandes craques em campo. Entretanto, o que se tem visto ultimamente é uma movimentação muito maior dentro dos clubes, internamente, do que do próprio time dentro do gramado. E essa última rodada provou que há muita expectativa , e pouca resposta dentro de campo, ao trabalho que é feito na parte administrativa dos clubes brasileiros, de uma forma geral.

Há alguns anos atrás, seria quase impossível imaginarmos que alguns craques do futebol brasileiro poderiam atuar no Brasil, mesmo com alguma bola ainda para gastar na Europa. E mais inimaginável ainda seria ver craques que surgiram do nada, e se tornaram o melhor jogador de seu time, encantando o país e o exterior com suas jogadas, casos como os de Neymar e Lucas, rejeitarem propostas da Europa e continuarem em seus clubes no Brasil. Todos nós sabemos que, o que banca o retorno de nossos craques, e a permanência de estrelas no país, são os patrocínios, poder de compra da população... ou seja: a certeza dos clubes de que seu investimento terá retorno; e tudo isso só é possível pelo bom momento que a economia brasileira vive. Para facilitar, basta pegar o exemplo de nossos hermanos argentinos: a economia do país vive um péssimo momento, e isso reflete nos clubes: River Plate na segunda divisão, craques saindo antes de estourarem em seus clubes, liga nacional sem nenhum poder. Antes, nossos jogadores tinham de escolher entre a felicidade no Brasil(vide Romário e Edmundo), ou a independência financeira(Ronaldo, Rivaldo...). Agora, eles têm os dois aqui mesmo.


Em consequência disso, podemos facilmente, nos dias de hoje, acompanharmos duelos entre craques como Luís Fabiano e Ronaldinho, Neymar e Ronaldinho, Neymar e Lucas, e alguns que ainda estão por vir, como Adriano ''Imperador''. O problema é: com as contratações, muita expectativa é criada para que esses jogadores arrebentem dentro de campo, mas muitas vezes, vemos atuações apáticas, tirando um ou outro lampêjo de genialidade de alguns. Os jogadores brasileiros melhoraram de nível? Os craques que voltam da Europa, hoje, voltam em um ritmo lento, e se surpreendem com a melhora dos jogadores brasileiros? Ou hoje em dia a composição tática do time vale muito mais do que um ou dois bons jogadores?



Enquanto tentamos responder a essas perguntas, vamos acompanhando a acirrada disputa do Campeonato Brasileiro, que hoje tem 6 times que brigam para ser campeão, a 11 rodadas do fim... algo que nenhuma outra liga do planeta proporciona à seus torcedores. Devemos fazer a nossa parte agora: torcer, acompanhar nossos clubes, frequentar estádios, alimentar nossa paixão pelo esporte, pelo futebol, e sobretudo pelos nossos clubes, para que momentos como o de hoje no jogo São Paulo x Flamengo (que apesar de ter sido um jogo relativamente fraco tecnicamente, contou com público de 63 mil pessoas em uma tarde chuvosa, e que não contou com nenhuma briga dentro ou nos arredores do estádio, segundo a PM-SP) possam se repetir por muito mais vezes; e para que o futebol volte a ser visto como uma boa opção de lazer para famílias. Vale a pena para todos.
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Gostaria de me apresentar. Meu nome é Leonardo Lopes(@leoglopes), tenho 16 anos, e sou de Marília, interior de SP. O Fábio me convidou para escrever semanalmente no blog, me mostrou o projeto, e gostei bastante da ideia. Vou publicar textos aqui todo domingo/segunda-feira, sempre sobre futebol; ou uma análise entre o futebol e algo mais, como fiz nesse post. Espero que gostem!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eles não usam Black Tie

Salve amigos do Rei!



Advinha quem está de volta na praça! Não sou da ex-quadrilha da fumaça, mas tô na área.

Vim trazer notícias - e não são boas - do mundo e de nossa Terra Tupiniquim, mais conhecida como Brasil.

A coisa está feia, as pessoas estão cada vez mais distantes de serem “humanas”. Não há pedidos ou cobranças de desculpas. Ninguém mais se fala. Estão mais para animais.

Reflexo da falta de investimento em cultura e educação.

Percebe-se que a única diferença ente as pessoas e os macacos é a capacidade de compreensão e percepção da realidade. No mundo inteiro. O planeta está parecido com o dos macacos.

Em São Paulo, o Gov. Alckimin (PSDB-SP) anunciou que será incluso, na grade do ensino médio, a matéria de sociologia. Seria um motivo para comemorar. Seria, pois para isso, a carga horária de português e matemática (matérias em que os alunos têm mais dificuldades) serão reduzidas.

A produção artística (para as massas) se adaptou a essa realidade e os produtores de cinema, por exemplo, escolhem filmar HQs com um público já consolidado (tipo Capitão América, Homem Aranha e Batman) e não se arriscam em uma temática nova.

Na música acontece o mesmo. Gravadoras determinam como artista deve se vestir, o que falar e pagam as rádios para tocar suas músicas (o velho conhecido Jaba).
O rock já não é o mesmo. Acabou a atitude rock n´roll. No Rock in Rio 2011, os roqueiros são caretas e não usam drogas, mas escutam Cláudia Leite e Ivete Sem Galo. Ou seja, estão utilizando drogas pelo ouvido.

Os livros são escritos para entreter e não mais para reflexão.
As editoras reescrevem finais, cortam trechos, com objetivo de deixar o livro mais comercial.

No teatro a coisa ta feia, se comparada há 50 anos.
Hoje o público é impaciente e não aguenta mais que 1:30hs de peça.
A fórmula mágica do sucesso de público e bilheteria é uma comédia com atores globais. Peça que aborda a temática relacionada com a periferia, o modo de vida, o sistema, a polícia, não existem, pois não faz sucesso com o público.

Faltou continuidade da proposta do grande Gianfrancesco Guarnieri, que em 1950 apresentou “Eles não usam black tié”. Sim! O avô do Lucas Silva e Silva do Mundo da Lua escreveu uma peça onde, no lugar de cenários pomposos e figurinos luxuosos, havia apenas os elementos de cena indispensáveis e ao invés de personagens ricos e nobres, os operários e os moradores do morro foram os protagonistas. Pela primeira vez na história do Brasil, os conflitos da realidade brasileira ganhavam espaço na caixa cênica.

Guarniere foi pioneiro na temática social, escrevendo uma peça com preocupações ligadas à representação de uma camada específica da sociedade brasileira. A peça tem como tema as greves sindicais daquela época. O texto é um rico debate sobre as grandes verdades eternas, mas o legal mesmo são as reflexões sobre a condição humana.

Inovou trazendo para o palco problemas sociais e entrou para história. Sua peça virou livro e filme, este último estrelado pelo próprio Guarnieri, Fernanda Montenegro e grande elenco. Peça e filme trazem uma canção feita por Adoniran Barbosa.

A impressão que tenho é que, a arte em geral, está regredindo. Ficando mais careta.

Está ficando insuportável viver assim. Estou pensando em vir embora de vez, para pasárgada!

Não encontrei nenhum link para baixar o livro e nem o filme “Eles não usam Black Tie”.

Neste caso não tem jeito! Vá logo à biblioteca mais próxima de sua casa (se houver) e pergunte ao bibliotecário pelo senhor “Giafrancesco Guarniere”!

@BibliotecarioSP

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os 39 Anos da Morte de Helenira Rezende.

No dia 29 de Setembro de 1972, a estudante e militante do Partido Comunista do Brasil é morta pelo Exército na Guerrilha do Araguaia. Cercada, morre atirando e gritando: "Os companheiros me vingarão". Helenira Rezende está na lista dos 140 desaparecidos da Ditadira de 1964.

Helenira Rezende nasceu em São Paulo no dia 19 de Janeiro de 1944, estudou na USP e era filiada ao partido Comunista do Brasil (PCdoB). Na Universidade era conhecida pela grande liderança que exercia entre os estudantes. Em 1968, Helenira era Vice-Presidenta da União Nacional dos Estudantes e foi presa junto a 800 estudantes no famoso Congresso de Ibiúna (30º Congresso da UNE). Foi por meio do movimento estudantil que ela passou a viver intensamente a vida política do país.

Após outras prisões, Helenira Rezende passou muito tempo vivendo na clandestinidade, antes de ir para o Araguaia, com objetivos de participar da guerrilha revolucionária organizada pelo Partido Comunista. A sua coragem, despertou muito ódio nos militares, que desde a época dos protestos estudantis. E foi em 1972, quando estava com 28 anos que a marxista foi morta a golpes de baioneta, depois de metralhada nas pernas e torturada, ela foi enterrada na localidade de Oito Barraca.

Lenira para uns... Preta para os colegas da USP... Nira entre os familiares, Fátima para os companheiros do Araguaia... Helenira foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Era das Mulheres.

Sem dúvidas, essa semana foi muito relevante para as mulheres de todo o país, uma vez que, ocorreram uma sequência de fatos que corroboraram ainda mais com o avanço das lutas políticas das mulheres brasileiras por maior participação nos vários espaços de relevância política e consequentemente na busca por políticas públicas direcionada ao gênero.

Na ultima terça feira (20/09), após 99 anos de história, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (URPE) elegeu a primeira reitora, Maria José de Sena foi eleita por uma quantidade expressiva de votos, tanto dos estudantes, quanto dos professores e funcionários da instituição. Um dia após esse fato, o Brasil foi expectador da vitória da deputada pernambucana, Ana Arraes na eleição para o Tribunal de Contas da União, assim, pela primeira vez na história política brasileira, uma mulher será ministra do TCU. O interessante é que nesse mesma semana, a presidenta Dilma Roussef foi a primeira mulher a abrir uma reunião da Organização das Nações Unidas.

Diante desse quadro, podemos então avaliar que os avanços das mulheres nos espaços políticos vem se concretizando cada vez mais e consequentemente, as mulheres estão acumulando mais força para garantir políticas públicas voltadas para o fim de uma série de problemáticas que as mulheres brasileiras estão vulneráveis há vários séculos no país.

Esse fortalecimento e participação ativa da mulher nos espaços públicos do Brasil é de grande relevância para construirmos uma nação, cada vez mais, democrática e plural. Como sabemos, o histórico de exclusão social das mulheres no Brasil é grande e ainda permanece em vários setores. A violência e a discriminação ainda são mazelas que paíram sobre a vida das várias mulheres brasileiras em todas as regiões.

Contudo, para que as mudanças sociais ocorram, tanto na estrutura, quanto na cultura política do país é necessário apoiarmos cada vez mais, a presença das mulheres brasileiras nos espaços de intervenções políticas e de comando, uma vez que, somente dessa forma é que as políticas públicas serão construídas, em detrimento do conservadorismo e preconceito.

Não precisamos fazer uma viagem longa no tempo para avaliarmos que as mulheres não tinham poder de escolha/decisão em nada nas suas vidas, nem o marido podiam escolher, limitando-se a serem escolhidas e até a serem passadas para outro se o marido assim o entendesse. As suas obrigações eram venerar o marido, educar e criar os filhos, cuidar da casa e manter-se submissa ao seu marido.

No entanto, é somente por meio de muita organização, mobilização e participação das mulheres nos diversos espaços políticos, que o debate sobre o gênero poderá tomar novas proporções, garantindo assim, novos direitos civis para as mulheres e uma transformação em nossa cultura política patriarcalista.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Caverna do Dragão

Recebi de uma amiga, e achei um barato para compartilhar com vocês!
Logo menos volto com os desenhos, agora em perspectiva!


@tah_rox - Perder-se também é caminho.




Caverna do Dragão =
 = Mestre dos Magos ou Gerente geral: Responsável por te colocar nas maiores enrascadas, sempre aparece do nada, pergunta umas paradas nada a ver, não tem reposta para nenhuma de suas perguntas, nunca ajuda e por ele você não sai nunca da Caverna do Dragão. Dizem que ele tem um poder e conhecimento ilimitado, mas você nunca vai ver em utilização. Se é que é verdade mesmo...
Estagiária / Terceirizada = Uni: Só faz volume no grupo, não tem nenhuma habilidade especial, não sabe falar (nem escrever), precisa ser salva a toda hora colocando a equipe toda em perigo. Na verdade ninguém sabe porque ela está ali, e sempre tem um que quer se sacrificar para ajudá-la.
Gerente = Vingador: Como se não bastasse o Mestre dos Magos para encher o saco, o Vingador (que não tem nada a ver com você ou com seus problemas) vem toda hora te torrar a paciência, aumentando suas tarefas (ou enrascadas) e tentando te aterrorizar com prazos e atividades que você não pode cumprir. Na verdade a função principal dele ninguém sabe direito, mas é um dos seres mais temidos da Caverna do Dragão, que sempre aparece na hora errada e quando aparece você sabe que vem encrenca...
Equipe Planejadores = Eric, Diana e Presto: Tem um que sempre quer se defender de tudo quanto é bucha (com o escudo) e está sempre reclamando por isso, outro que é obrigado a fazer mágica para cumprir a demanda (com o chapéu), e no final todo mundo acaba tendo que pular todos os processos (com o bastão) para o sistema voltar a funcionar....
Programadores = Hank, Sheila e Bobby: Sempre precisa conseguir fazer qualquer coisa (arma, defesa, corda) com apenas um arco e flecha e tem sempre um novato que vem e acaba quebrando tudo o que funcionava perfeitamente (com o tacape). E a Sheila? Digamos que sempre tem um que desaparece quando mais se precisa...
Produção= Tiamat: No fundo, só quer ter um pouco de sossego. É gigante e poderoso. A Uni (estagiário) acha que ele vai acabar com ela, por isso morre de medo e perde a voz perto dele, o Vingador (Gerente) que se acha o maioral, também treme na base e acaba cedendo a tudo o que ele pede, o Mestre dos Magos (GG) não ajuda em nada mesmo, só fica perguntando coisas sem sentido e some quando se precisa dele, e sempre sobra para o resto que  se f*#% para vencê-lo a qualquer custo... E depois, com todo mundo cansado e sem paciência, o Mestre dos Magos e o Vingador voltam para trazer mais um desafio antes de te deixar voltar para casa...

Maldito Futebol Clube

Um filme para quem gosta de futebol!


Michael Sheen vive o controverso técnico britânico Brian Clough nesta trama ambientada entre o fim dos anos 60 e começo dos 70. Após conseguir colocar o time de segunda divisão Derby County no patamar dos grandes da Inglaterra, o técnico é convidado para treinar o rico e difícil clube Leeds United, substituindo seu arqui-rival, Don Revie (Colm Meaney), que acabara de ser convocado para comandar a seleção inglesa. Clough não conta mais com os conselhos de seu amigo de longa data e auxiliar técnico Peter Taylor (Timothy Spall) e assume uma difícil tarefa: comandar um time totalmente fiel ao seu antigo treinador e que, para piorar, acaba de ser esculachado pelo próprio Brian Clough em uma entrevista. A narrativa do filme costura o passado do técnico e sua campanha de vitórias ao lado de Peter Taylor com a sua ligeira experiência à frente do Leeds United. Clough fica no Leeds por apenas 44 dias, onde é despedido por seu trabalho sem sucesso. 


Não conhecia esta história, e o mais legal é quando você acha que Clough acaba derrotado no fim de sua carreira, mas descobre a história maravilhosa que construiu depois! E também a bonita amizade entre o técnico e seu amigo Peter, que terá seus desentendimentos e reconciliação.
A ambição também toma conta do drama, contando a história de um técnico que assume um time por uma vingança pessoal. 
Pra quem gosta de futebol, vai gostar também desse filme. O elenco é espetacular!
O charme inglês também é encantador! (rs)

Maldito Futebol Clube (The Damned United – 2009)
Direção: Tom Hooper
Roteiro: Peter Morgan baseado em livro de David Peace
Elenco: Michael Sheen, Timothy Spall, Colm Meaney, Mark Bazeley, e Jim Broadbent

Abç... Patrícia ( Blog | Twitter )

sábado, 17 de setembro de 2011

Grandes Humoristas - Final

Aê Manolos e Manolas, como estão?

Enfim, como prometido, o fim dessa grande seleção de Humoristas reconhecidos por todos que eu gosto! =p

Pois bem, a cada um desses 6 posts da série, eu justifiquei o porquê da escolha de cada um dos humoristas (comediantes) que apresentei... e dessa vez não será diferente.

Pois, vamos aos dois últimos que eu acho dignos de aparecer nessa série (ao menos por enquanto).
E o penúltimo é:

Rafinha Bastos!
E sim, eu sei que a patrulha do politicamente correto e os defensores de "tudo e todos" vão logo discordar (e fiquem a vontade). Claro, isso aqui não é um prêmio nem nada parecido, então, eu só justifico o motivo de eu achar que Rafinha é hoje um dos grandes humoristas do país... e é justamente por ele NÃO respeitar as convenções dos politicamente corretos!
Se pensarmos nos Trapalhões (colocados aqui com honras), o Rafinha é fraco demais! Claro, claro, outra época, outros "valores"... enfim, ainda assim é fraco perto de tantas coisas já feitas antes (e muito, muito engraçadas).

Pois, eu acho que o Humor é uma arte... e o artista que faz a diferença é justamente o que rompe com as convenções, quaisquer que sejam! E isso, ninguém pode negar que ele faz. Ofensivamente, brutalmente, mas faz... e como faz.

Sobre Bulliyng


Sobre o "meio ambiente"


Sobre um pequeno time de futebol de São Paulo


Sobre ele mesmo


Ou sobre tudo junto...


Então, usando de sensos comuns e de alguns jargões, somados a palavrões e uma teatral indignação, ele acaba fazendo comédia... e é isso, só isso!
E eu acho muito legal quando não se consegue separar o que é sério do que é piada, como nessa entrevista da Revista Isto é, em que ele fala sério... ou não.

Sei que muita gente discorda, mas, para mim, fazia tempo que não aparecia um cara como ele... assim como, faz tempo que não aparece um cara como esse último, pra fechar com chave de ouro!

Marcelo Adnet!
E eis que então, um cara que consegue fazer humor, só humor (ou todo o humor)...
Ele imita, faz personagens e tipos, faz criticas, faz piadas... é roteirista, ator, diretor... e por aí vai...

E aí o cara, com classe, tira sarro de pastor na TV


Jogador de futebol


Nas imitações, aproveita pra tirar um sarro de gente chata, como o Arnaldo Jabor


E consegue, com uma cena, virar ídolo da esquerda cult, com o eleitor da elite brasileira


E, pra finalizar, tem a participação dele no "Esquenta" da Rede Globo... aliás, nesse último vídeo tem o motivo da emissora dos Marinho estar doida atrás do cara... e ele já disse não algumas vezes...o cara tem estrela!


.
Pois bem, agora é o fim!

Foram poucos e bons (ao menos pra mim)... e ao ver a Dani Calabresa tão "escanteada" durante o último vídeo, pensei em fazer uma nova série, dessa vez com mulheres do humor... fica aí, pra qqer dia desses, ok?

abraços,

Foi uma grande satisfação!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

um pouco de poliamor

Um esboço, ou melhor, uma introdução - totalmente pessoal - ao poliamor:


Me aflinge que a idéia de amor - somente idéia, pois de fato ninguém o consegue definir de forma concreta - também por ser um conceito abstrato - ande tão junta daquilo que se chama de ciúmes. O enciumar acontece a partir do momento em que a atenção que cremos que deveria ser nossa passa a ser de outro. Mas é uma crença boba. Ciúmes está diretamente ligado com posse, percebe? Tendemos a acreditar que quando sentimos afeto por alguém, o alvo do afeto se torna pertence nosso. É essa idéia que deve ser desconstruída. Um carinho sincero, sem obrigações, sem cobranças, espontâneo como deve ser é muito mais honesto e consegue se aproximar muito mais de uma idéia de relação saudável - coisa que os românticos vivem dizendo almejar.

Ninguém é de ninguém, é impossível controlar a afetividade - que está ligada a também emoções que não se concretizam - de forma plena. Desse modo, relaçõeS saudáveiS, concomitantes, se tornam possíveis a partir do momento que abrimos mão de nossa possesão, essa mania de querer demais aquilo que nunca será alcançado - expectativas realizadas através de exclusividade sentimental e entrega amorosa total. Sem opressão, sem possessão, com a única cobrança sendo a transparência e o respeito, assim! E tudo me indica que respeito se aproxima muito mais de liberdade do que de ardência em ciúme.

Acho que estou me tornando livre. E percebendo que os outros também o são.
No fim, ninguém é de ninguém, não é mesmo? 

*

 Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, me reapresento. Meu nome é Julia, sou feminista, poliamorista e dona de uma espiritualidade incerta. Não odeio homens, creio em relações monogâmicas (é... rs) e não sou satanista. Obrigada, e terei prazer em conversar com qualquer um que se interesse pelos assuntos em pauta =)
 Beijo!




http://meusfigos.blogspot.com

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ira

Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.

Mahatma Gandhi






[@tah_rox] Perder-se também é caminho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sem título


 Por @belamello 
 Mais fotos aqui!

Relembrar o fato ou a dor?

Eu imagino que a maioria já esteja um pouco enfadada a ouvir ou ler coisas a respeito dos 10 anos do atentado às torres gêmeas, ocorrido em 11/09/2001. E com certeza ainda iremos ver muito sobre esse dia, devido ao grande patriotismo e a grande dor do povo norte-americano.
Porém, assistindo todas as homenagens que foram feitas não só no país, mas ao redor do mundo e também de ver a dor da lembrança para aqueles que ficaram, me fiz a seguinte pergunta: Isso se consiste em relembrar o fato ou a dor?

Algumas coisas acabam sendo um pouco contraditórias na nossa atualidade. A morte que é um destino a qual ninguém pode fugir, acaba sendo tratada de formas diferentes. Hoje podemos todos perceber, o quanto as pessoas possuem o medo da velhice, a não-aceitação dessa fase natural da vida e o "medo" das mudanças que ela carrega, e estão fugindo cada vez mais fisica e psiquicamente, se escondendo atrás de fórmulas estéticas fantásticas, que transformam uma senhora de 60 anos em uma mulher de 40. E isso é cada vez mais normal no nosso mundo, onde as pessoas enxergam este fato como um culto à beleza, ao estar e se sentir bem. Porém, isso acarreta num sentimento jovem que faz a pessoa continuar negando seus 60 anos de idade. Essa busca desenfreada pela juventude e a negação do envelhecimento, se camuflou como busca apenas da beleza. E isso faz com que nos convençamos mesmo que só estamos indo atrás disso. Mas envelhecer significa estar se aproximando da morte, e o homem desaprendeu a lidar com ela. A medicina (salvo muitos casos) também está ai para nos mostrar isso.
Após esse fato cada vez mais crescente de distanciamento que estamos estabelecendo com a morte, enganando nós mesmos que sempre teremos nossos 20 e poucos anos, pensei após tantos anos vendo a dor dos familiares e amigos e a grande homenagem às vitimas do 11 de setembro, o quanto o ser humano está entrando em contato com estas mortes. É aí que entra a posição contraditória que mencionei. Ele foge mas busca a dor que ela traz, ao mesmo tempo, e sem perceber.
Há quantos anos vemos todas as vítimas sendo lembradas e choradas?
Acredito que o fato deva sim ser lembrado por muito tempo, assim como temos a história e a memória de grandes acontecimentos mundiais. Mas será que é o fato que está sendo lembrado até agora ou a dor dessas pessoas? Uma dor que parece nunca ter fim. Um luto que NÃO quer ser elaborado, e que é relembrado todos os anos.
Algumas questões realmente me intrigam. A dificuldade de aceitação e de relação com a morte está aí: fugimos dela porque não a queremos, não a suportamos, mas quando ela chega, não nos conformamos e acabamos entrando sempre em contato com a dor que ela proporciona. E nisso se encontra a grande dificuldade do ser humano em aceitar e lidar com a morte.

A cada oportunidade que tenho de pensar sobre como o ser humano se relaciona com esta questão, fico mais intrigada. Por que precisa essa "não-aceitação" significar uma dor incessante?

Não estou questionando o fato do atentado, pois isto entraria em questões políticas que fogem ao meu alcance, mas penso na dor que é constantemente lembrada, sentida e cutucada, não permitindo então que sofrimento e angustia possam se libertar para que cada um possa seguir sua vida em frente, diminuindo talvez esse peso que carrega há tantos anos.
Ouvi na TV esses dias a triste comparação da cascata que construíram no lugar das torres com as lágrimas incessantes dos que ficaram. Que triste vida será essa? O quanto dói carregar este sofrimento?


Acredito, na minha concepção, que o fato deve ser lembrado, tanto pelo fato histórico e TAMBÉM pelas pessoas inocentes que morreram nesta data. Mas a dor das pessoas e este luto eterno, definitivamente, não irão mudar o mundo. A indignação não significa ação.
E termino também, com outro questionamento: Será que mostrar ao mundo um fato tão triste enfatizando o sofrimento causado, para que ele não aconteça novamente, irá realmente fazer o homem deixar de lado sua ambição e lembrar da existência do outro?

E o luto sempre fica, sem elaboração alguma, e sem acharmos que precisamos disso.
Abç... Patrícia ( Blog | Twitter )

9/11

Todo sentimento gera boas músicas. E más também.
O trágico 11 de setembro tocou o mundo inteiro. E a música foi um dos escapes pra tanta tristeza. Nesse contexto, algumas pessoas fizeram as homenagens.

Alan Jackson - Where were you (when the world stop turning) - O cantor country americano tentou fazer algo que não soasse tão vingativo nem muito patriota. Disse que quis apenas mostrar o seu sentimento, que era igual o de tantos outros americanos. É uma das músicas mais lembradas da data pelos americanos. A prova que o povo lá também tem uma predisposição pro mau gosto sertanejo.

Bruce Springsteen - The Rising - Bruce usa passagens bíblicas para narrar a subida de um bombeiro nos prédios atingidos. Essa sim tem uma ótima letra, vale a pena, apesar dos lalala.

Beastie Boys - An Open Letter to NYC - Composta por três legítimos novaiorquinos, vale a pena pra quem gosta de Rap. É uma grande banda do estilo.

Ryan Adams - My Blue Manhattan - Mais uma obra do prodígio. Mais ninguém consegue compôr tão bem nesse velho estilo.

Rush - Peaceable Kingdom - A intenção era a música ser instrumental, mas o baterista Neil Peart compôs essa homenagem. Não falhou, de modo algum.

Gorillaz, D12 & Terry Hall - 911 - Claro e objetivo. Não é exatamente do estilo que fez os Gorillaz tão famosos, mas vale a pena.

Lily Allen - Him - A princesinha britânica não fala exatamente sobre os ataques, fala sobre toda essa guerra em nome de Deus, e diz que isso já acontecia muito antes daquele setembro.

Paul McCartney - Freedom - O beatle estava em NY no dia dos acidentes. Já no dia 12 escreveu essa canção. Prega a liberdade. Nada dos bons tempos dele, mas não é exatamente ruim.

Slayer - Jihad - A história de um suposto terrorista, momentos antes de um ataque. Cita o nome Mohamed Atta, um dos terroristas de 11 de setembro. Ótima, pro estilo que se propões. Jamais vai conquistar novos fãs pro Trash Metal.

Green Day - Wake Me Up When September Ends - Também podemos culpar o falecido Bin Laden por essa frase nos nicks de msn no dia 1º de setembro. Maldito terrorista.

E, por último mas muito menos importante, os Bee Gees brasileiros,
KLB - 11 de setembro - Não achei maiores informações sobre a belíssima canção, mas aparentemente 11 de setembro deve ser aniversário de um dos três. Maldito terrorista.



* Fico triste em saber que o maior marco histórico que "presenciei" tenha sido algo tão triste.
* Embora só choque tanto por ter sido nos EUA. Hiroshima e Nagasaki mereciam ser tão ou mais lembradas que esse ataque. E não é só porque o 9/11 é mais recente que é mais lembrado, é uma questão dos EUA, que influenciam todo o mundo, colocando-se na posição de vítima, uma vez na vida.
* Bem vinda a nova amiga do rei, Camila.

@proparoxitono

domingo, 11 de setembro de 2011

Tô chegando (com um certo brilho no olhar)

Pessoas queridas,

Estou escrevendo a primeira vez por aqui, minha gente: que emoção!
Confesso que quando o Fábio me convidou para fazer parte do blog dos amigos do rei  fiquei um tanto reticente (...) :

- Mas Fábio, sobre o que eu vou escrever aqui?

Comecei, então, a acompanhar as postagens da galera e li textos muito legais sobre filmes, política, fatos pessoais e também me emocionei com fotos muito bem tiradas e sensíveis.
De algum modo - para além do assunto ou tema já estabelecido - as pessoas, aqui, escreviam sobre o que gostavam e isso parecia bastar. 

Eu sou psicóloga, mestre em psicologia social. Moro em São Paulo e atuo na construção e no fortalecimento da saúde pública de qualidade e para todos. Pensei, então, que podia falar sobre meu cotidiano de trabalho e das belezas e dos desafios de alguém que ainda acredita na mudança. 
Mas daí, pensei que seria muito maçante escrever semanalmente sobre algo que ocupa, pelo menos, 40 horas da minha miudinha semana.

- Melhor não, pensei.

Podia, também, fazer uma espécie de coluna interativa, ao estilo "Fala que eu te escuto", onde eu tentaria responder perguntas das pessoas de um jeito engraçado.
Mas daí eu percebi que isso não daria certo de modo algum:  sabe o tipo de pessoa que não nasceu pra ser cômica? Então, essa pessoa sou eu.
Gente, o que eu posso fazer? 
Eu não sei nem, ao menos, contar uma piada de português!
Esquece.

Então resolvi que vou falar de mim.
Frida Kahlo  foi uma pintora muito famosa (e meio doida) por pintar quadros (chocantes, é bem verdade!) que retratavam sua própria vida e as coisas que sentia: muitos deles eram auto-retratos com cores e símbolos que representavam seu país de nascimento, o México. 

Esse quadro, um dos que mais gosto, se chama "As duas Fridas".

Chamada pelos críticos de  "surrealista", Frida rebatia dizendo que nunca pintou sonhos e, sim, sua própria realidade.
"Pinto a mim mesma pois sou o assunto que melhor conheço", disse ela.

Pois estou aqui, meus queridos, para compartilhar um pouco do meu olhar sensível com vocês.
Uma tentativa de trocar com vocês o modo como vejo e sinto o mundo, como escuto palpitar corações, como encaro as possibilidades e também a dureza de viver num mundo tão voraz: carente e tão repleto de sentido, ao mesmo tempo.

Nos vemos em breve, então.

Com carinho.