Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eu (te) afeto, tu (me) afetas, ele (nos) afeta



Eba! Hoje é quarta-feira, meu dia de falar aqui no Zine. Gostei muito dos resultados da minha postagem anterior, de estreia, recebi bons comentários e tivemos boas reações. Professor gosta de interação, não gosta de falar sozinho!

Como professor eu já vivi felizes experiências, e gostaria de iniciar o post de hoje contando uma delas.

Já fui professor de crianças do ensino fundamental, jovens em um curso técnico, pessoas de todas as idades em cursos livres, jovens e adultos universitários, enfim, pessoas das mais distintas faixas etárias.

Ano passado, eu e outros quatro colegas de área executamos a disciplina Libras no curso de Letras da UFPE, na modalidade EaD. E entre as quatro turmas de alunos, fui eu visitar presencialmente a turma do Polo Trindade, uma cidade de 26 mil habitantes distante, distante 10 ou 12 horas de Recife.

A ida foi marcada por uma série de imprevistos, recebi uma orientação equivocada, peguei o ônibus errado e fui largado na beira da estrada, duas horas da madrugada, sozinho, no meio do nada, sem conhecer a cidade. Achei o hotel, e depois de dormir três horas, estava eu em pé para dar as aulas do sábado. Acreditem, foi traumático!

Chegando lá, encontrei a razão da minha viagem: os alunos. A turma em geral é composta por pessoas que moram longe do polo, vivem com quase nenhum dinheiro, enfrentam sérias dificuldades para conduzir seus estudos, mas lutam, superam esses desafios, e não reclamam de nada. E como alunos, nem se fala. Estudantes críticos, que aplicam a teoria que recebem da academia na sua vida prática. Sedentos por conhecimento.

Fiquei profundamente tocado depois do contato com esses alunos. Foi uma experiência transformadora, afinal estou acostumado com outra realidade, alunos que vivem uma condição financeira em geral favorável, morando em Recife, uma cidade grande onde se encontra tudo, e sempre temos aqueles alunos que não percebem essa diferença e vivem reclamando de tudo. Por mais que o professor se esforce para encontrar os melhores textos, planejar suas aulas da maneira mais eficaz possível, chegar na hora, respeitar, ser compreensível, chega aquele aluno espertinho e joga tudo isso no lixo. Se você é professor, sabe bem do que eu estou falando. Mas em Trindade encontrei alunos que fizeram a diferença. Conversei com eles por horas, ouvi muitas histórias, dei muita risada e por vezes segurei firme a vontade de chorar.

No domingo, dia de aplicar provas, pedi que todos ficassem na sala, pois lhes falaria por uns minutos. Então abri meu coração: dei-lhes algumas palavras de motivação, agradeci pela oportunidade e revelei o quão AFETIVA foi aquela viagem para mim. O professor que partia para Recife não era mais a mesma pessoa que chegou ali um dia antes.

E é isso que eu chamo de afetividade. Os seres humanos se relacionam, e ao relacionarem-se, afetam-se uns aos outros. Pai e filho, marido e esposa, professor e aluno, entre amigos, colegas de trabalho, e até aquele vizinho que você encontra no elevador de manhã. Somos autores de nossas vidas e de alguma maneira também da vida dos outros. A forma como eu passo pela sua vida, a forma como eu permito que você me afete, as barreiras que impedem que as pessoas se relacionem, tudo isso merece ser refletido. Nas palavras de Robert Musil, "tudo o que se pensa ou é afeto ou aversão".

Como estratégia de blogueiro para ganhar mais comentários e para inspirar a próxima postagem, fica a pergunta: como você tem afetado as pessoas ao seu redor? Tem se permitido ser afetado por elas? 

Abraços do Tabuh - http://twitter.com/tabuh



terça-feira, 14 de junho de 2011

Ginga

Acho que depois do (ótimo) post do nosso amigo Fábio, ficamos meio tímidos né? =D

Mas eu sou enxerida, e como já passa das 18h e o Fábio ainda não deu sinal da sua coluna de "Terça véspera do futebol" eu resolvi chegar junto e convidá-los à conhecer a GINGA.

A GINGA é uma revista online editada e divulgada pelo Centro de Design do Recife (meu trampo!), mas é feita por links que são enviados por curiosos, engajados ou simples passantes... Como temos essa característica (de compartilhar e construir um bem coletivo) bem forte, bem quente nesse Zine, achei bacana compartilhar (e fazer esse jabá) com vocês, e pedir que nos enviem links, sugestões de pauta para a próxima edição.

Estamos fechando o recebimentos de links para a 5ª edição. Edição essa em que eu estrearei com editora. \o/



Enquanto a GINGA 5 não sai, podem ir curtindo e conhecendo as outras edições.
Espero que vocês curtam um pouco essa iniciativa e colaborem com o que vocês acharem de legal por esse mundo infinito da internetxi!

Beijos e até mais, amigos do Rei! o/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu não sou o Rei! - um post direcionado aos meus parceiros de blog (e a quem mais interessar)

Olá meus queridos, tudo em paz?

Estou aqui, há alguns dias, tentando colocar a casa (o blog) em ordem e senti a necessidade de escrever sobre ele.

O Zine Pasárgada é um projeto antigo, que durante um bom tempo ficou só no quase... saiu das idéias e foi para o papel, virando um jornal e tendo esse blog como um apêndice do mesmo.
Acontece que o papel é caro, que a distribuição é complicada e que o tempo (ah o tempo) ele é curto demais... o projeto voltou para a gaveta.

Durante quase 2 anos esse blog ficou (entre idas e vindas) sendo depositário dos meus textos e rompantes cômicos, musicais, poéticos, entre tantos. Sem nenhuma sequência ou periodicidade, o blog seguiu como um blog qualquer (feito por uma pessoa qualquer).

Apesar de muita desorganização e sem nenhuma pretensão, as visitas giravam sempre acima de 10 por dia, sendo próximas à 40 nos dias em que havia textos novos (não tinha post todo dia).
Ou seja, por mais largado que fosse, haviam amigos sinceros, que gostavam de ler esse humilde Zine.

Até que, depois de muito pensar, resolvi tentar a volta para um modelo de Zine (FanZine, tão bem explicado pela Fernanada aqui.). Reunir ideias diversas e pontos de vista múltiplos. Era assim no jornal impresso, algo independente, despojado, zelando pela estética, mas querendo ser mais... voltamos, deu certo.

Estou realmente feliz com o resultado. No dia 04/06, completamos um mês do novo modelo do Zine. Colaborativo, com vários autores integrados, opinando, comentando, divulgando. Muitos nem mesmo se conhecem, mas, estão aqui, trabalhando juntos (espero que, se divertindo juntos também).

O blog tem hoje, uma média de 130 visualizações de página ao dia, fechando o mês com mais de 8000. Perto de blogs grandes, isso é muito pouco, mas, para um grupo de blogueiros amadores, que fazem isso nas horas vagas e da maneira que é possível, é muita coisa.

Outro resultado que me alegra, esse muito mais, é que quase todas as pessoas envolvidas voltaram a ser blogueiras! Seus blogs empoeirados voltaram a ter posts e estão surgindo projetos novos, novas divulgações, novas perspectivas. O aumento de acessos nos blogs pessoais dos colaboradores cresceu em quase todos os casos. A rede está funcionando. =D

Mas, enfim, e agora?
Primeiro, queria explicar algo que ainda não ficou muito claro e que as vezes gera um pouco de confusão: Eu não sou o rei!
É isso, não sou. Até já assumi minha condição de súdito por aqui.


O Zine Pasárgada é meu blog, não abri mão disso e ainda quero usá-lo para reflexões pessoais (como agora). Além disso, eu cuido dele diariamente, divulgando, acertando um errinho ou outro, cobrando esse ou aquele autor, incentivando, prometendo (cof, cof) e até postando textos de autores que não são familiarizados com o blogger. Mais que isso, ainda posto textos meus e quero manter pelo menos duas colunas semanais (se Deus quiser).

Contudo, a "piada" com o Pasárgada é relacionada a "um rei", alguém que manda muito e que tem poderes, alguém que seja soberano e que possa nos fazer desfrutar de coisas boas. Na poesia do Bandeira (relida pela Júlia aqui), o desejo dele é ir para o lugar onde ele é amigo do rei, onde terá facilidades, prazeres, etc.

Portanto, o trocadilho está relacionado ao lugar e não a pessoa. Nesse caso, vocês estão em Pasárgada e aqui vocês são amigos do rei, com felicidade e com (enorme) satisfação.
E eu, juntamente com todos, sou amigo do rei! Eu me sinto bem aqui, eu tenho prazer em estar aqui, ler, escrever, cuidar do blog... aqui eu sou amigo do rei.

Oras, mas porque esse mané está explicando o trocadilho?

A questão é que, não quero deixar a impressão de que sou dono ou coisa parecida. Sou um articulador e gostaria que todos que participam tenham sentimentos de "donos" em um espaço em que não há necessidade de donos.
E também porque em alguns momentos fui relacionado como o "rei", não é o caso mesmo.

Eu falhei com a coluna "Terça-Feira", por correria mesmo, não tive tempo de fazê-la (e há mais de uma semana eu ensaio para fazer esse post). Logo em seguida eu percebi que algumas colunas também não entraram. Não sei até que ponto há relação nisso, mas quero que não tenha alguma. Gostaria mesmo que cada um de nós tivesse autonomia e cuidado com "seu dia", seu tema e sua coluna. Desejo demais que o blog chegue em um nível de funcionamento que possa ser "automático", entendem?

E as colunas são bem visitadas! Não são poucas as pessoas que me cobraram pela de Terça, mas, tive mais cobranças pela de quinta e sexta, por exemplo. O pessoal já espera pela resenha de filmes do Thiago e pelas dicas de leitura do Rodrigo... outras colunas ainda estão se firmando, como a do Edson de domingo, a da Júlia também de sexta e a do Tabuh de quarta.

Bem, isso me leva a outro ponto da nossa organização.
Do momento em que o Pasárgada era um blog só meu (eu era o único amigo do rei, pobrezinho do rei) até agora (o rei tá cheio de amigos), crescemos muito! Já disse dos números e acho que todos estão sentindo isso nos seus blogs pessoais.

Ao convidar os autores, pedi a colaboração para a divulgação. Mas o modo de fazê-la talvez não tenha colado. Vou propor de novo, mas, caso haja alguma alternativa, basta deixar nos comentários a sua idéia.

O que eu havia pensado era que, UMA vez ao dia (no mínimo), os autores blogueiros desse Zine, entrassem aqui e, ao ver novas postagens, divulgassem em seus Twitteres (uau, que plural bonito), FacesBooks (esse ficou feio) e outros (orkuts, mySpaces, etc.).
É muito fácil, basta entrar e usar os botões no final das postagens. E, nos dias mais concorridos, temos 4 postagens, o record foram 5. Quer dizer que, normalmente os autores mandariam um ou dois Tweets por dia divulgando o blog e curtiriam um ou dois links no facebook. Isso não é nada demais e acreditem, faz muita diferença.

Nossa maior fonte de visitas é o Twitter (por isso é importante reforçá-lo) e depois o Facebook. Em terceiro lugar os blogs dos parceiros (acho que a recíproca é verdadeira).
Uma vez ao dia, entrar no blog e divulgar as postagens novas...bóra? Se todo mundo fizer, com TODAS as postagens, veremos os resultados em breve.

Os links dos blogs pessoais estão entrando sempre no Zine, além disso eu estou tentando dar RT nas propagandas dos blogs de todos os autores, além de visitá-los sempre.

O que me leva a citar duas coisas bem legais dos blogs parceiros:

Primeiro o da Paty (Patrícia Olandini, nossa psicóloga). No blog dela entram as postagens normais dela, mas quando ela posta no Pasárgada, ela faz um post de "propaganda", como esse aqui. Assim, quando alguém visita o PENSO LOGO EXISTO?, sabe que tem coisa nova dela por aqui.

A Ju (Villacorta) chegou a fazer algo parecido também uma vez, olha só.

Outro é o blog do Wallace, que colocou um banner do Zine por lá. Deem uma olhada aqui no ELOGIANDO UTOPIAS para ver, do lado esquerdo, um link bacana do nosso blog.
Já falei com o Wallace e ele disse que pode ensinar como fazer nos outros blogs.

São duas coisas legais que ajudam também e, mais do que isso, dão um caráter de integração aos blogs, e isso é muito importante.

Podia ser até mais! Como sugestão, acho que todo mundo podia "seguir" o blog de todo mundo e todo mundo poderia "follar" (há) todo mundo no Twitter. Eu já sigo todos vocês, estão todos na minha Time Line, porque não fazem o mesmo e se juntam no Twitter?
Assim quando alguém divulgar seu blog, rola um RT, quando alguém divulgar o Pasárgada a mesma coisa...facilita muito e aumentamos a rede e a visibilidade de todos. Poderíamos deixar nos coments os twitteres (gostei mesmo dessa)... mas como disse, é sugestão apenas.

Quero dizer que, apesar do enorme trabalho, eu separei em marcadores as quase 250 postagens do blog. A partir de agora temos marcadores de assuntos e colunas, portanto usem a vontade e criem as que acharem necessárias. Apenas alerto para não usarem a marcação "pessoal", pois nessa tag estão reunidos os meus textos, de quando o blog era só meu. Então, deixem ela só comigo, ok?

Mais uma: vou convocá-los para uma seleção de novos blogueiros. Somos uma equipe e espero que me ajudem a encontrar mais colaboradores. Pessoas interessadas, criativas e dispostas às "regras" do nosso blog coletivo.


Penso que precisamos de:
Alguém que fale sobre futebol e demais esportes (mais futebol);

Uma pessoa para falar sobre TV (aberta ou paga, de preferência das duas);

Acho que se rolar um jornalista bem humorado para falar das notícias da semana, seria bem legal também, mais ou menos nesse estilo aqui.

Um cristão e representantes de outras religiões, como budismo, judaísmo, espiritismo (que sejam progressistas, não fanáticos) para compor o time dos religiosos do blog;

Mais um poeta (não precisa ser profissa, basta ser bom!);

Mais artistas que produzam coisas para o blog (tiras, vídeos, desenhos, fotografias - tem que ser coisas inéditas como os textos);

E o que mais? Vocês teriam sugestões? Colunas, nomes, interessados...
Olha só, se alguém está lendo e se sente apto a entrar no time, entre em contato, estamos abertos a novos membros.

Para finalizar, vou reproduzir (mesmo sem autorização) algumas falas sobre o blog, que demonstram um pouco o que tá rolando e que me fizeram bem feliz com ele:

Lembro-me da Paty dizendo que, o mês de início das escritas dela no Zine foi o mês de "maior acesso" no "Penso logo existo?".

Também tem a conversa com o Thiago, que empolgado disse: "todo mundo por aqui tá sabendo do Pasárgada! Eu falo pra todo mundo, porque tá muito bom!"

E também do Rodrigo, que disse: "estou gostando muito de estar com vocês no Pasárgada, o blog está muito bom e dá até orgulho de divulgar".

O amigo Ed Wert, nosso poeta, que agradeceu a oportunidade pelo espaço e o Ronaldo, nosso "guru" das religiões afro, que se surpreendeu com a aceitação do nosso público (qualificadíssimo) ao assunto do Candomblé.

E por fim (enfim), a Ju Villacorta, que ontem me disse: "esse negócio de estar no Pasárgada tá muito bom, a frequencia no meu blog cresceu e a origem é do Zine".

Quero mesmo acreditar que isso é algo compartilhado por todos e que tudo pode melhorar e crescer.
Eu estou a disposição.

Espero mesmo que vocês, cada vez mais, possam sentir que são amigos do rei.

é uma enorme Satisfação.

Love is in the air

E lá vai-se o dia dos namorados. Mas nunca é tarde pra uma trilha sonora romântica.
O romance é tema de 95% das músicas. Realmente, não há nada mais poético que o amor, mas muita gente confunde isso com músicas depressivas (olha o sertanejo aí!). Amores que não deram certo as vezes dão boas músicas, mas não confundam. Numa data como hoje, é melhor exaltar os amores que estão dando certo.
Hoje é dia de dizer pro(a) seu(ua) namorado(a) "Eu te amo!". Se você não consegue parar de amar a pessoa, I can't stop loving you - Van Halen. Notem o final da música, que diz "hey Ray, what you say is true, I can't stop loving you", ele está citando a homônima de Ray Charles, que será também uma ótima pedida se seu amor gosta do estilo Old Songs.
Diga pro seu amor que gosta estar junto, e que quer ficar assim pra sempre. Stand by me, na voz de John Lennon (lembrando que não é originalmente dele) pode parecer clichê. Mas o amor é clichê! Something, composição do também Beatle George Harrison, que segundo Frank Sinatra é "a música mais bonita já escrita", fica ainda mais bela na homenagem póstuma ao compositor, quando Paul McCartney e Eric Clapton a cantaram. Impossível errar com essa música. Se Frank Sinatra era apaixonado por essa música, Paul McCartney escolheu outra: God Only Knows, dos Beach Boys, que Sir Paul disse ser sua música predileta, a número 1 no seu top 10. Beach Boys também cantavam outra que é tiro certo em qualquer situação romântica, Wouldn't it be nice.
Diga ao seu amor que a vida é melhor na sua companhia. La vie en rose, da francesa Edith Piaf, transforma qualquer jantar numa cena de filme (assim como Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, da clássica cena da dança de tango do filme Perfume de Mulher. Mas aqui cairíamos no erro de usar músicas tristes em momentos felizes). Can't take my eyes off you entra na lista dos melhores clichês.
Porém, se você não está se importando com a letra das músicas pra trilha sonora, basta ela ter um feeling romântico, Always - Bon Jovi; Iris - Goo Goo Dolls; Love of my life - Queen; Let's just kiss and say goodbye - The Manhattan (com a voz mais romântica da história, Barry White); Creep - Scala (música original do Radiohead); E, por que não, Torturas de amor - Waldick Soriano, o mesmo cara que compôs Dama de vermelho e Eu não sou cachorro não. Mas Torturas de amor é linda, garanto.
Agora, se seu namorado(a) prefere sertanejo universitário, baixa um cd do Jorge e Matheus. E meus pêsames.



* Eu procurei um vídeo dessa música sem essas imagens, mas não achei. Perdão.
* Elvis Presley é um cara pra horas específicas: se você andou fazendo cagada, Always on my mind, e se ele ou ela anda muito ciumento, Suplicious Mind.
* Eu não falei quase de músicas brasileiras. Então, por que não colocam algumas nos comentários?

@proparoxitono

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre a “Marcha da Liberdade”, ou a Liberdade apenas.


Uma questão de opinião e a relação com a Constituição



“O povo não deveria temer seu governo, mas o governo deveria temer seu povo”. A frase utilizada no filme “V de Vingança” faz um chamamento interessante, principalmente depois da repreendida “Marcha da Maconha” ou “Marcha da Liberdade”. A questão não foi apenas a forma como foi (violentamente) repreendida, mas sim o fato de ter sido repreendida.

           Primeiro, era uma manifestação não-violenta e não feria a constituição maior desse país; na verdade, ao proibir-se a manifestação, feriu-se o artigo 5º, inciso IV,  que diz que ”é livre a manifestação do pensamento...”.
            Em seguida vem o fato de que, a meu ver, proibir-se a marcha foi uma decisão arbitrária, tomada por uma parte do sistema Judiciário extremamente monocrática. Ou seja, a vontade de um indivíduo sobrepôs-se à de uma parcela da sociedade.
            Outro fato importante e que não pode passar despercebido é a utilização do sistema policial para inibir os participantes e as marchas – diga-se de passagem, prática marcante durante o período da ditadura. O Estado, nesse caso, usa um de seus braços para, uma vez mais, servir ao seu próprio interesse, servir à maquina publica, ao invés de servir ao povo, que vem antes do Estado e é o motivo da criação deste..
            Quantas marchas e passeatas deixaram de ser feitas e quantos cidadãos deixam de participar pura e simplesmente por medo da represália policial?! É como se um dos fundamentos da União, contido no primeiro Artigo da Constituição Federal (inciso V, parágrafo único) que diz que “todo poder emana do povo...” não existisse. Se todo o poder emana do povo, que seja, então, feita a vontade popular, afinal, vivemos em um Estado Democrático de Direito.
            Sobre a maconha, muitos se dizem indiferentes – e me incluo nesse rol – sobre a sua liberação. Novamente, o que se questiona é o fato de se proibir e a forma como está sendo feito, e não o que é proibido. Nota-se também que substancias tão ou mais tóxicas e nocivas à sociedade, como cigarros e o álcool, que causam milhares de mortes por ano, são liberados.
            É obvio que sobre essas drogas outras questões implícitas acabam por se tornar protagonistas num cenário de tomada de decisão: o famoso Lobby, que mantém livre o uso do álcool e cigarro, e toda a corrupção advinda do trafico de drogas, que compra policiais, delegados, juízes e, talvez, é preferível nem saber o que mais.
            O celebre intelectual e ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, já se prostrou a favor da liberação, assumindo, inclusive, que já fez uso da substância. Como ele próprio disse, se nem em prisões de segurança máxima consegue-se coibir o uso da maconha, ainda mais em um espaço de liberdade.
            A proibição é obsoleta, e não podemos deixar que o lobby e a corrupção continuem governando o país. Cidadãos brasileiros, uni-vos.




Por Gabriel Fares, estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP.

sábado, 11 de junho de 2011

Das Igrejas aos Partidos Políticos: A Necessidade de Investir na Juventude Torna-se Discurso de Várias Instituições no Brasil.


Tendo em vista que a juventude se configura no país como grande parcela da população do Brasil, vários estudos foram realizados para traçar um diagnóstico preciso sobre o perfil do jovem brasileiro e a sua relação com a sociedade. Essas análises, favoreceram um amadurecimento das ações governamentais e não-governamentais sobre o público juvenil, principalmente, no que diz respeito ao conceito do próprio termo, juventude.

Esse entendimento sistematizado, refletiu, principalmente em políticas públicas de juventude, trazendo a tona a problemática juvenil para a abordagem institucional. Questões como educação, saúde, violência, cultura, trabalho, esporte, lazer e moradia, passou a ser debatido sobre a ótica de novos atores políticos, os jovens.

Organizados em diversas modalidades, como grêmios, diretórios acadêmicos, partidos políticos, grupos religiosos ou organizações comunitárias, os jovens passaram a influenciar na agenda pública de seus municípios, estados e até mesmo da união. Favorecendo uma maior politização dessa população e fazendo surgir novos espaços institucionais, como conselhos, secretarias, coordenadorias ou comitês inter-setoriais de juventude em diversos campos governamentais, mostrando assim que, as políticas públicas de juventude, mesmo sendo algo recente na história política brasileira, reflete uma conquista histórica de grande relevância para a população em geral.

Já não existe espaço para definições como: geração problema ou geração futuro, denominações comuns para os jovens, principalmente na década de 1990. Hoje, temos a PEC da Juventude (Proposta de Emenda Constitucional) que inclui o termo juventude na Constutuição Federal, refletindo assim ganhos relevantes para os jovens.

Pois bem, diante de todos esses fatos, podemos assim concluir que, os movimentos de juventude, durante a ultima década teve um amadurecimento político notório, sua capacidade de negociação junto ao poder público, ocasionou o surgimento de mecanismos relevantes para solucionar problemas como: violência, uso de drogas, transportes públicos, gravidez, desemprego e formação profissional. As organizações que representam os jovens, passaram a lançar um olhar sobre situações mais concretas que estão ao redor da juventude e conseguiu transformar tudo isso em proposta política, enfim, um ganho de proporções gigantescas.

É válido ressaltar que, mesmo presente nos movimentos de resistência ao regime militar e na defesa pela redemocratização política do país, entre 1970 e 1980, as bandeiras políticas da juventude não estavam postas de forma tão clara, como também, o debate sobre o jovem, se configurava muito mais no âmbito da questão da criança e do adolescente do que na juventude propriamente dita. Contudo, a evolução do processo histórico, trouxe uma nova perspectiva favorável ao jovem brasileiro, conhecida como PPJ - Políticas Públicas de Juventude.

Enfim, hoje, a abordagem sobre a juventude mudou, as visões mudaram e a sociedade também sentiu esse impacto, prova disso é que a CNBB (Confederência Nacional dos Bispos do Brasil), já define tcomo um dos seus principais desafios, a busca por novos fiéis jovens. Avaliação essa feita pelos bispos na 49ª Assembléia, realizada em maio desse ano. Além disso, o político petista, José Dirceu, publica em seu site, um artigo que ressalta a importância de fortalacer as políticas de juventude no governo da presidenta, Dilma Roussef, tendo o jovem , cada vez mais como prioridade no país.

Enquanto isso, centrais sindicais como a CTB (Cetral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e CUT (Central Única dos Trabalhadores), criaram diretorias que tratam sobre a Juventude Trabalhadora, assim como a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) que existe a Secretaria de Jovens Trabalhadores Rurais e a CONAM (Confederação Nacional das Associações dos Moradores) que conta com a Diretoria de Juventude.

Enfim, toda essa conjuntura, nada mais é que um reflexo sobre a relevância política que a juventude brasileira vem tomando nos últimos anos, favorecendo assim uma nova perspectiva social para a população de 15 a 29 anos, que, mesmo contando com esses dados, bastante favoráveis, ainda se encontram em um notório grau de vulnerabilidade social em todas as regiões do país. Contudo, precisamos aproveitar de forma estratégica os momento político para mobilizar cada vez mais os movimentos juvenis brasileiros em torno das soluções racionais para os nossos problemas concretos, uma vez que, somente dessa forma que vamos construir um futuro favorável para os jovens que estão por vir.


Só dez por cento é mentira.


Ontem, 10.06, foi o "Dia da Língua Portuguesa".
Tal dia foi escolhido por ser a data de falecimento de Luiz Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses, é celebrado neste dia, também, o "Dia de Portugal".


E para homenageá-la, estou deixando por aqui a dica de um documentário que narra a "desbiografia" de um do maiores poetas em Língua Portuguesa que este país já viu.

[Deixarei de lado os portugueses, falaremos da Língua Portuguesa Brasileira]

A poesia de Manoel de Barros foi descoberta quando ele contava com 73 anos, Millôr Fernandes o lançou para a grande mídia nos anos 80 e disse: "Nasce um poeta aos 73 anos". Descoberta tardia, mas que não o impediu de se tornar um dos escritores mais lidos do Brasil.

O documentário SÓ DEZ POR CENTO É MENTIRA é a "desbiografia" oficial do poeta, uma vez que ele sempre se negou a falar de sua poesia na mídia, sequer deu entrevistas gravadas, apenas aceitou ser entrevistado por escrito, o filme é um presente para nós, é um mergulho nos versos do poeta, na sua vida e nas pessoas que o inspirou e as muitas e muitas que foram por ele inspiradas.

Quando nos deparamos com o título dado ao documentário, logo relacionamos ao que é o gênero documentário mesmo, uma vez que não há como tudo ser 100% verdade, porém, temos uma surpresa ao notar que, na verdade, o título é uma referência a como o poeta fala de sua poesia: "Noventa por cento do que eu escrevo é invenção, só dez por cento é mentira".

Fazer um documentário sobre ele não poderia ter sido uma idéia melhor, sua poesia é muito visual, nós a criamos através de imagens, ela nos incorpora [e isto não é exagero].

Além do "ser desbiografado" [já que quase tudo é invenção], a fotografia, trilha sonora e a maneira como é construído o argumento do filme, não deixam a desejar em nenhum momento. Para mim, virou um "filme de cabeceira", daqueles que temos que assistir sempre. Mesmo que você não seja lá muito fã de poesia, não deixe de assistir este documentário que mereceu os prêmios que ganhou.


Só Dez Por Cento é Mentira ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e os prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longametragem do V Fest Cine Goiânia 2009.



Não se poderia homenagear a NOSSA Língua Portuguesa de melhor maneira.


[Maria Fernanda] SOM ALTERNA e .poegrafar

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Marias, vadias e livres.

Pra cada virgem Maria, uma Madalena. E todas são vítimas.

Vítimas de um sistema social onde tudo ainda é novelizado, talvez por culpa das próprias novelas e romances e a dificuldade de distinguir isso da realidade (maldito bovarismo!), talvez laivos do maniqueísmo, talvez nada dessas coisas. Define-se, na maioria das vezes, as pessoas em dois pólos: mal ou bom, amigo ou inimigo, justo ou injusto, certo ou errado, moral ou imoral, religioso ou ateu, e, no caso nas mulheres, triste isso, ainda existe mais uma classificação.

Por mais que se negue, existe, e é só pensar em rodas de conversas compostas por homens, ou até mesmo por mulheres, observá-las e verá, que ou as classificam de putas ou de santas.

Colando da wikipédia, "O marianismo, no sentido sociológico, é compreendido como um estereótipo derivado do culto católico feito à Virgem Maria, e aparece na América Latina sobretudo, como "a outra face do machismo"". Deriva-se da visão bíblica da mulher casta, pura, submissa, recatada, "do lar", obediente e todo o valor que há nessa. A mulher perfeita segundo o cristianismo*. Em diversos trechos** do livro sagrado cristão está presente a desvalorização da mulher através de uma supervalorização do sacro. Parece confuso, mas alguns versículos podem ajudar a visualizar:
"Vocês, (…) mulheres, sejam submissas a vossos maridos, a fim de que, mesmo se alguns recusarem acreditar na Palavra, eles sejam convertidos, sem palavra, pela conduta de suas mulheres, levando em consideração vossa conduta pura e respeitosa" I Pe 3:1 (ler até o versículo 7)

De forma contrária, existem as "vadias". E ainda dentro do "quase maniqueísmo", quanto mais uma mulher faz sexo, pior é sua índole. Hoje, em tempos de "liberdade sexual", por mais que a mulher (em teoria) possa escolher seus parceiros e transar com quem bem entender, é obrigada a pagar o preço da rotulação ainda existente. A mulher que faz mais sexo, segundo essa lógica, é usada (porque claro, o homem usou e abusou dela sem que ela sentisse qualquer prazer e tenha feito isso por puro hedonismo. Ela nao tem esse direito!!!), portanto, tem menos valor. A mulher "vadia" é objeto, é provocativa, é vulgar, não merece respeito. Essa é a lógica do patriarcado!

E... o que o marianismo e as vadias tem em comum? As duas rotulações são feitas de forma a calar a mulher, arrancar a sua voz e, de forma ou outra, submetê-la ao domínio masculino. A partir desse pensamento, de "colocar a mulher em seu devido lugar", abre-se espaço pra outros diversos tipos de agressões. É mais fácil seguir a lógica do "cale-se" do que enxergá-las (enxergar-nos) como seres plurais, autônomos, etc, etc.

Basta. Somos plurais e, acima de tudo, livres. Livres em conduta e livres de rótulos. Ao menos em teoria. Cabe agora, não só a nós, transformar isso em realidade.

Citando uma blogueira, é estranho que "em plena era do tesão, minha libído ainda é subversão". 

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* É obvio que existem x outras religiões machistas, mas prefiro me prender àquilo que está mais próximo, porém, menos visível.

** Cl 3:18; I Tm 2:11-15; 1 Co 18:34; etc.

*** Confusão de idéias, mais uma vez. De qualquer forma, não acho que isso deslegitime o discurso, mas peço que tenham paciência. Isso acontece toda vez que resolvo abordar um novo assunto. Não quero ser impositiva, mas acho importante abrir espaço para esse tipo de reflexão.



**** Sobre a imagem: Lilith é chamada demônio. Segundo a Cabala, porém, teria sido a primeira mulher de Adão, não feita de costela, como Eva, mas da terra, como ele. Não aceitou sujeitar-se ao marido, e, por conta disso, foi "transformada" em demônio. É acusada também de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido, que, segundo meu próprio ver, nada mais é que a liberdade do livre-pensamento.

Julia
http://meusfigos.blogspot.com

One Piece

Por Talita [Blog]


Esboços... sempre ficam lindos quando finalizados. :) Prometo que posto tão logo eu conseguir terminar de pintá-lo. Aquarela é terrível de usar! E peço desculpa pela qualidade da imagem, todavia minha câmera está na UTI.



  • Lápis 2B

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dentro das Normas.

E aí, tudo bom povo?

Olha, eu venho dessa vez, compartilhar com vocês um link bem bacaninha pra quem tem uma monografia, uma dissertação, um projeto de graduação... essas coisas da vida acadêmica, por fazer.

O link é esse aqui!!



Essa semana eu entreguei a primeira etapa do meu projeto (feliz!), e ainda tenho a segunda (e mais complexa) parte por fazer, para me graduar no fim deste ano. Daí durante a construção deste, eu achei esse link bem legal, ele é dinâmico e facilitador para quem precisa seguir as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, que pra quem já teve que encará-las alguma vez na vida, sabe que é chatinho. =x

Bom, é isso. Até mais, e espero que seja útil para alguns de vocês.
Beijo!

Eu to lá no Miudezas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Espirante

Ed Wert

O tempo
Passou por aqui
Deixou um beijo
Um fim
E se foi num torvelim
Eu pensava
Vem e me devora
Nada me faz jurar
A vida
Um momento
Você!
Me devora ardentemente
Mas ela sabe arder...

Dia dos Namorados - e dos solitários também


Fotos: cenas do filme “Idas e Vindas do Amor”

Vai chegando o dia dos namorados e a pessoa começa a colocar nas redes sociais aquela típica piadinha repetitiva: “Pra que essa preocupação em passar o dia dos namorados com um namorado? Por acaso você passa o dia do índio com algum índio?”

Obviamente, a pessoa que postou isso está solteira, precisa arranjar uma boa desculpa para consolar-se. Não ganhará presentes, mas também não gastará dinheiro para comprar presentes para ninguém. Dirá ela: “dia dos namorados nada, esse é mais um dia do comércio, onde as lojas estão lucrando com os relacionamentos. Tô fora.”

E chegado o dia, ela talvez se lembre do dia dos namorados do ano passado ou retrasado, “eu estava com fulaninho, ou com beltraninha, foi tão legal aquele jantar, a troca de presentes, a noite de amor, ainda lembro o cheiro de seu perfume... Ops! Parei! Melhor não pensar muito.”

Outro dia eu almoçava com um amigo casado e uma amiga divorciada. O assunto era a dificuldade dos relacionamentos. Dias antes eu já tinha ouvido o desabafo da mesma amiga, citando o peso da solidão, a vontade de ter um cobertor de orelha, uma companhia na vida, e por ai vai. E durante o almoço meu amigo começa a se queixar de algumas características de sua esposa, das dificuldades de seu relacionamento, e coloca a frase: “vida a dois é MUITO complicada” (releia a frase anterior com uma grande ênfase no MUITO, imaginando uma careta semelhante à de quem chupa uma rodela de limão). Foi ai que coloquei: “a vida a dois é complicada, se comparada a quê?”. Sim, porque a vida de solteiro também tem suas dificuldades. Obviamente que estar solteiro não é sinônimo de sentir-se só. A solidão pode ser companheira inclusive de homens e mulheres conhecidos por seus aparentes “relacionamentos perfeitos”. Pode-se sentir só estando rodeado de pessoas. Não me refiro a isso. Mas vamos assumir, todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, everybody's looking for something, e o seu objetivo quando sai para a balada provavelmente não será uma busca solitária de prazer com a porta do banheiro trancada. As pessoas não estão prontas para estarem sozinhas.

Mas ai eu recebo a ligação de outra amiga, na segunda-feira. Sim, porque eu não sei o que está escrito na minha testa, mas as pessoas sempre me procuram para falar de suas conquistas, ficadas, transas, cagadas, segredos, decepções. Se eu juntasse tudo, daria um bom livro – e minha morte, obviamente. Sim, a ligação da amiga! “Amigo, o Rodriguinho é meu número!” Ela acabou de conhecê-lo, mas ele já é Rodriguinho, com inho no final. E nessa hora o eixo da terra faz um barulho, semelhante ao do freio de uma locomotiva; o mundo pára, não tem mais vento, não tem mais ruído algum: eu vejo diante de mim toda a história que vou ouvir. As pessoas assistem tanta televisão, tantos filmes, tantas séries, que montaram o arquétipo de namoro, com todas as suas características predeterminadas, todas as reações programadas. Vejo diante de mim o futuro brilhante dos dois – e as ligações imensas que ela fará para mim, onde durante noventa por cento do tempo o assunto será o Rodriguinho. Vejo também as consultas que receberei depois de alguns meses de namoro, quando ouvirei que Rodrigo tem umas características estranhas, e daí para o fim do relacionamento – e o aparecimento de Rogerinho – são dois ou três passos. Sabe o que estraga qualquer relacionamento entre duas pessoas? Elas mesmas. As pessoas não estão prontas para estarem juntas.



Bem, este é meu texto de estréia no Zine Pasárgada, onde eu começo mostrando uma das características dos meus escritos, especialmente do perfil que pensei adotar quando escrever aqui. Sou cheio de perguntas! Quero trazer reflexões, mas não respostas. Ninguém precisa concordar, estamos aqui para aprender uns com os outros. E pra terminar, estando você solteiro(a) ou casado(a), não vou dar feliz dia dos namorados para ninguém. Me arretei! Mas desejo que você saiba dosar a companhia da solidão. Que você saiba conviver pacificamente com você mesmo para ser uma companhia melhor para os outros. 

Beijo nas crianças. Tchau.

Tabuh

 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não ao Ato Médico!

Você sabe o que é o Ato Médico?
O Ato Médico é um Projeto de Lei criado em 2006, o qual determina que cabe aos médicos o direito de realizar o diagnóstico das doenças (nosológico) e a prescrição terapêutica (tipo de tratamento), dando a 340 mil médicos a exclusividade de exercer atos privativos de 3 milhões de profissionais da saúde (biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, profissionais da educação física, psicólogos, técnicos em radiologia e terapeutas ocupacionais).

Isso significa que todos estes profissionais serão dependentes do encaminhamento médico para conseguir exercer sua profissão. Como futura psicóloga, e uma futura dependente da classe médica, me sinto indignada com este Projeto de Lei, assim como muitos destes outros profissionais.

E sempre me faço a seguinte pergunta: Como podemos depender de profissionais da área da saúde, que está cada vez pior? Sabemos que a luta pela melhoria desta área não é recente, e que mesmo assim ela passa desapercebida pelo governo e até pelos profissionais que nela estão inseridos!

Você confiaria seu diagnóstico a um médico de um Posto de Saúde, que mal lhe atende e se julga conhecedor o suficiente destas outras áreas para poder encaminhá-lo? Passei 5 anos da minha graduação estudando aquilo que a MINHA profissão demanda para que eu consiga ser uma boa psicóloga, e mesmo assim acredito que seja pouco para aprender e reter tudo aquilo que é necessário para a vida profissional. E continuo a me questionar se um médico, em sua graduação aprende e toma conhecimento de tudo o que é passado à estes profissionais durante sua formação (lembrando o 1º parágrafo onde é mencionado "3 milhões de profissionais da saúde").

Ainda me indigno em ver médicos encaminhando pacientes ao psiquiatra, não sabendo fazer a simples distinção entre o tratamento psicológico com o tratamento psiquiátrico apenas por se tratar da área "psi", ou simplesmente a "preferência" em encaminhar seus pacientes aos colegas de classe e assim continuar produzindo a dependência destes em medicamentos farmacêuticos, o qual também, para mim, está se tornando uma grande máfia. Mas este, seria um outro assunto.

Em 2008, foi estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que os convênios médicos deveriam disponibilizar sessões com psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais, e a partir disso, oferecer 12 consultas grátis durante o ano. Mas aí entramos numa grande contradição (usarei o exemplo do atendimento psicológico): 12 consultas ao ano, significa 1 consulta ao mês, o que irá tornar o trabalho do psicólogo totalmente limitado, sendo que muitas vezes é necessário um acompanhamento com o paciente pelo menos 1 vez na semana. E para que este paciente possa ter acesso à estas 12 consultas gratuitas, é estipulado que um médico (seja de qualquer especialidade) DETERMINE que o mesmo necessita de um atendimento psicológico, o qual ainda será avaliado pela auditoria do convênio (esse detalhe pode não ser repetido em todos eles).

E assim, nos dias atuais onde "supomos" a liberdade de cada profissão, nos deparamos com esta centralização de "poder" dentro da área da saúde.

*
Você também pode participar da luta contra a aprovação desta Lei acessando o link "Diga Não ao Ato Médico" e enviando uma carta aos senadores do seu estado. Neste link você também pode conhecer o que determina o Projeto de Lei nº 7.703/2006. E também conhecer a história dessa luta.
*

Assim, expresso mais uma vez essa minha indignação e a necessidade que nós, profissionais da saúde, temos de reverter esta vergonhosa situação.
Abç... Patrícia ( Blog | Twitter )

I Can Make It Better!


Na vida, e na música principalmente, originalidade é 99% da coisa. MAS, as vezes, por que não aproveitar algo que já existe?
Quem não se anima quando ouve uma música que gosta, cantada por outro artista? Em alguns casos, os covers ficam melhores que os originais! Não é regra, mas acontece. Em casos extremos, chega a ser chocante quando descobrimos que aquela música, não é daquele(s) artista.
Você sabia que Killing Me Soflty não é da Roberta Flack? E Don't Let Me Be Misunderstood não é do Santa Esmeralda, nem do The Animals. A primeira foi gravado pela primeira vez por Lori Lieberman, a segunda foi gravada pela primeira vez por Nina Simone, numa versão quase depressiva, em um contraste gigante com a famosa versão disco apresentada pelo Santa Esmeralda. E uma outra versão que vale a pena ser citada aqui é a da brasileira Camisa De Vênus, cantando junto com o épico Eric Burdon, vocalista do The Animals. Não vou falar dos compositores agora porque vou fazer um post especial pra eles.
Existem muitos tipos de covers. Existem aqueles que simplesmente fazem a música exatamente como a original, só muda mesmo a voz do vocalista. E nesse caso não há exemplo melhor que Easy, originalmente do The Commodores, mas genialmente gravada por Faith No More.
Porém tem aqueles que dão uma total repaginada na música. É o jeito mais fácil de estragar, mas também as vezes a salva. É o caso de Baby One More Time, da Britney Spears, gravada pelos escoceses Travis. E menção especial para I Will Survive, original de Gloria Gaynor, e honrada pelo Cake.
Há também as músicas traduzidas. Qual fã de Eric Clapton não quis chorar e fugir do mundo quando Wonderful Tonight foi gravada pela dupla Leandro E Leonardo? Pior foi quando Still Loving You, clássico dos Scorpions, foi difamada por Cleiton E Camargo, virando Meu Anjo Azul. Eu tenho certeza que se os Cranberries soubessem o que o Calcinha Preta fez com a lindíssima Ode To My Family ia rolar uma treta internacional. E a mesma banda foi vítima de novo, com Linger, que esses mesmos gênios da música brasileira transformaram em Não Vale A Pena. Não mesmo. Mas nem tudo são trevas. Quando Il Divo gravou Un-break My Heart, famosa na voz de Toni Braxton, foi muito bom. Marvin, dos Titãs, é na verdade música da banda americana The Chairman of the board. E a banda Soda Stereo, tem duas versões de um dos seus sucessos, Da Musica Ligera. Da Música Ligeira, dos Paralamas do Sucesso, e A Sua Maneira, do Capital Inicial.
E existem ainda as mudanças de estilo musical. Impossível não citar Sambô e Hardneja Sertacore. A primeira canta clássicos do Rock como Janis Joplin e U2 numa versão samba, e a segunda os maiores clássicos do sertanejo numa versão Hardcore. Ainda tem esse cara, Daniel Pohl, que ta fazendo sucesso no youtube com as coisas mais trashs que fazem sucesso por aqui.


* A música mais regravada da história foi Yersterday, de Paul McCartney.
* Pros mais rockeiros, vale muito a pena conhecer o disco Tribute To The Gods, do Iced Earth e Nativity In Black, várias bandas numa homenagem ao Black Sabbath.
* Agradecimento especial ao Emerson "Semelhante", que me deu de presente o CD gravado por ele intitulado I Can Make It Better, só de covers.


@proparoxitono

domingo, 5 de junho de 2011

Cápsula do Tempo

To devendo esse post há pelo menos uma semana. =x
Ai minha gente, mas é muita coisa na vida das pessoas, e desse blog né? Disputadíssimo! Tem dia com 5 posts. (UAU!)

Mas vamos lá...
É assim, eu sigo um blog muito especial o 365Nuncas (não sei se vocês já viram, mas dêem uma conferida depois.) que deu essa dica semana passada, eu acho.



A Cápsula do Tempo. É, a gente escreve pra gente mesmo daqui a 10 anos! (Massa né?)
Eu ainda não parei pra escrever pra mim, confesso. Por que eu quero me achar agradável, bonita, inteligente quando eu olhar pra 10 anos atrás, e quero poder chegar perto da pessoa quer serei daqui a 10 anos, hoje. Entende? =P

Conheço gente que já fez algo parecido, só não era on-line, era o lance de escrever uma carta e enterrar, esconder, trancar... e só abrir depois de alguns anos. Eu num sei se isso daria certo comigo, prefiro escrever pra esse, que me manda um email depois. ;)

Daí a dinâmica do site é bem simples, você registra o seu email (que terá que ser o mesmo daqui a 10 anos!!), e escreve. Eles vão guardar bem guardadinho, e você receberá um email, de você mesmo, na data que ele informa assim que você se cadastra no site. Nem é muita coisa que você tem que escrever, eu que sou meio lesa e ainda não fiz o meu.

Bom espero que vocês curtam esse diálogo (com você mesmo). :]

Um Beijão e boa semana (ou década!) pra nós!
Mais de mim no Miudezas.

sábado, 4 de junho de 2011

e você? já foi ao teatro hoje?


O "Teatro Para Alguém" é a primeira companhia brasileira a exibir peças teatrais ao vivo pela rede.
Desde 2008, toda criação do grupo é pensada para exibição via internet.

Evidente que nada substitui o ato de estar em uma sala de exibição, porém, essa inovação surge (acredito) tanto para que a linguagem teatral se torne mais acessível (exceto alguns lugares, ir ao teatro é bastante caro), quanto para mostrar que é possível sim ter o teatro dentro de outros espaços que não o palco. A nós, resta aproveitar.
Vale a pena conferir as peças já encenadas e assistir, ao vivo, as quais virão por aí.

Assim ficou fácil "ir ao teatro" todos os dias.

[www.teatroparaalguem.com.br]







Maria Fernanda do SOM ALTERNA

Eixo das Cores


Detalhe da engrenagem da Maria Fumaça de Ouro Preto / Mariana, Minas Gerais.
Local e data: Estação Ferroviária de Mariana, 2010.
Por: Natália Gonçalves
Mais fotos de Natália AQUI.

E por falar em cores...

  • Lápis 2B
  • Lápis Aquarelável (Faber Castel)



Por Talita, do BLOG

Os Desafinados

 
Um filme que se destaca pelo enredo, pelo elenco maravilhoso, que mescla jovens talentos com atores consagrados, trilha sonora perfeita, tendo como pano de fundo o cenário político brasileiro, mesclando a década de 60, com os dias de hoje.
Na década de 60 um quarteto de jovens músicos e compositores, vão para Nova York em busca de sucesso, lá fundam um grupo chamado OS DESAFINADOS. Eles integram o movimento que lançou a Bossa Nova.

Elenco
Rodrigo Santoro (Joaquim), Selton Mello (Dico), Ângelo Paes Leme (Davi), Cláudia Abreu (Glória), André Moraes (PC), Alessandra Negrini (Luíza), Jair Oliveira (Geraldo), Vanessa Gerbelli (Dora), Charlis Fricks (Caio), Genésio de Barros (Davi - no presente), Arthur Kohl (Dico - no presente), Antônio Pedro (PC - no presente), Bene Silva (Geraldo - no presente), Augusto Madeira (Manolo), Cacá Amaral (Almirante), Michel Bercovitch (Leon), Renato Borghi (Cônsul Carlos José), Kevin Gall (Oficial da imigração), Daniel Lentini (Assistente de direção de Dico), Haythem Noor (Taxista indiano), Craig DiFrancia, Teddy Sears, Regina Remencius.
Direção de Walter Lima Jr. Lançamento (Brasil): 2008

Curiosidades
- O orçamento de Os Desafinados foi de R$ 7 milhões.
- Foi gravado nos estúdios Renato Aragão, recém-adquiridos pela Rede Record, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

Nota do Baú:
Um filme para ser visto e revisto, a maestria como vai surgindo no filme temas relacionados a política, boemia, amizade, envolvendo o público, com música de primeira qualidade, texto, direção perfeitos, uma atuação de primeira, como não poderíamos esperar diferente, tendo base no elenco escalado. Imperdível!!!
 
Thiago do Santos, do Blog:
Baú do Thiago

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nascimento da Umbanda

"Sou apenas um caboclo brasileiro"

"Se é preciso que eu tenha um nome digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminhos fechados para mim. Venho trazer a Umbanda, religião que harmonizará as famílias e que perdurará até o final dos séculos..."

"Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade..."

"Nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos os que souberem menos e a nenhum viraremos as costas ou diremos não"


Com estas palavras, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, incorporado em seu médium Zélio Fernandino de Moraes, que na época contava com 17 anos, fundou a religião de Umbanda, tendo se manifestado dentro da recém fundada Federação Espírita de Niterói, no dia 15 de Novembro de 1908.

No dia seguinte, na casa da Família Moraes, o Caboclo se manifesta fundando ali a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Nossa Senhora acolheu Jesus em seus braços, a Umbanda haveria de acolher os filhos seus. No mesmo dia se apresentou Pai Antônio e juntos, o Caboclo e o Preto Velho, marcaram as duas principais linhas a se manifestar na Umbanda. Logo viriam as Crianças, a Linha de Ogum, os Exus sob doutrina e outros que se mesclam nestas linhas que trabalham juntas.

A influência kardecista na tenda seria grande, contando inclusive com uma “mesa branca” para os trabalhos de desobsessão. Zélio de Moraes dedicou todos os dias de sua vida à Umbanda até o ano de 1975, quando se deu o seu desencarne.


Durante os seus 67 anos de trabalho voltado para a Umbanda, Zélio fundou dezenas de Tendas e ajudou a fundar centenas delas. Das tendas fundadas por ele, que se mantinham sob seu comando indireto, continua ativa ainda a Tenda Espírita São Jorge, sob o comando do Sr. Pedro Miranda, também presidente da União Espírita de Umbanda do Brasil, que já se chamou Federação Espírita de Umbanda do Brasil, a primeira Federação da nossa religião fundada em 1939 por orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Muito se fala sobre a origem da palavra Umbanda, podemos citar aqui pelo menos três prováveis origens: Pode ter vindo do kimbundo, língua falada em Angola, onde significa a arte de cura ou a prática espiritual do Sacerdote-Xamã Kimbanda. Alguns acreditam que a palavra teria vindo do sânscrito Aumbhandã, traduzido por conjunto das Leis de Deus. Há ainda uma teoria mais popular e até simpática para o significado da palavra onde o Um é Deus e a Banda somos nós, logo Umbanda seria nós e Deus, ou a Banda do Um.

Sendo assim todo dia 15 de novembro, podemos dizer a religião genuinamente brasileira, que hoje conta com mais de 100 anos e em pura atividade.

Ronaldo Almeida é religioso do Candomblé

Favela


Amigos do Rei!
Hoje vou dar uma de cineasta brasileiro e falar sobre a favela.

Ela está presente em todas as cidades brasileiras. Normalmente neste lugar, a cada 10 casas, 5 são botecos, 3 são igrejas evangélicas e 2 são boca de fumo.

No fim de semana, os carros com os porta-malas aberto tocam o funk proibidão e as piriguetis em volta, dançam com a mão no joelho balançando a bunda com a roupa mais apertada possível.

É uma terra sem lei, onde anda-se de moto sem capacete e sem habilitação. Por falar em lei, lá a polícia não precisam de mandato para invadir sua casa e você não precisa ser ladrão para ser preso, pois o flagrante é forjado. Desigualdade no Brasil tem cor. o cotidiano da favela é difícil, mas se você tem a pele negra as coisas podem piorar.

Mas se até no lixão nasce flor, porque lá seria diferente? É na “saudosa maloca”, o berço do samba, idolatrado pelos sambistas e esquecido pelos políticos brasileiros, que a revolução começa surgir. No dia 21 de maio deste ano inaugurou no Parque Santo Antônio (extremo sul da Z/S de São Paulo) a “Biblioteca Para Todos”. Trata-se te uma iniciativa não governamental (claro) de incentivo a leitura e promoção da cultura. Confira aqui a reportagem.

Os autores do livro “Cabeça de Porco” (Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athayde) se diferenciaram dos demais escritores que abordaram esse o assunto porque não romantizaram o bandido. Eles realizaram uma pesquisa em diversos estados brasileiros sobre os jovens na vida do crime e suas razões. O livro traz também um conjunto de pesquisas e registros etnográficos sobre juventude, violência e polícia.

Se você tem um Kindle e leu esse post até aqui, parabéns!!! Clique aqui e baixe o livro sem pagar um centavo (aliás, acho que vou falar sobre direitos autorais no próximo post). Mas se você não tem o Kindle, paciência, a tendência é o preço cair com o tempo. Se conseguir, leia na tela do seu PC mesmo, mas neste caso, recomendo o papel.

Sou o @bibliotecariosp e estou aqui para abrir as portas da biblioteca do Zine Pasárgada toda sexta-feira!

Boa leitura!

Androcentrismo cotidiano e implícito


Quando eu ainda namorava, algumas coisas me irritavam profundamente, não só no relacionamento em si, mas da perspectiva pela qual os de fora o caracterizavam. Ou melhor, como ME caracterizavam.

Me ditavam "Ju do Rafa". Não por eu ser alguém apagada no nosso relacionamento, por ser omissa ou submissa (e mesmo que fosse), e sim por culpa da noção de patriarcado que parece ser instrínseca à nossa sociedade.

Ser identificada como pertencente à alguém é algo que eu aprendi a não aceitar. Sou uma pessoa, um conjunto de memórias, experiências, características próprias e peculiares e, por mais fútil que seja pautar alguém por isso, características físicas minhas. Sou identificada facilmente por eu mesma, não preciso que me encham de "tags" de posse.

Que me chamem de "Ju, a gorda", "a chata", "a melancólica", "a radical", mas nunca como propriedade de outrém. Se tem alguém a quem eu pertenço é a minha própria natureza, essência e consciência.

Precisa começar a brotar em nós, todas e todos, a ideia da emancipação. Minha essência e meu corpo são o MEU jardim. Sua essência e seu corpo são o SEU jardim. Por mais que dois jardineiros se encontrem e resolvam contemplar o do outro, mutuamente, o jardim nunca deve deixar de ser de quem é.

O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro.
William Shakespeare

Eu não sou a Ju de ninguém. Eu não sou a extensão de ninguém.
http://meusfigos.blogspot.com

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E por falar em manga, ou melhor... mangá!

Por Talita [Blog]

Sou suspeita para comentar sobre esse estilo de desenho visto que é meu favorito (notável, não?)... particularmente falando, acredito que seja o estilo que melhor consegue expressar emoções.



Mangá é o nome dado às histórias em quadrinhos de origem japonesa. A palavra surgiu da junção de outros dois vocábulos: man, que significa involuntário, e gá, imagem. Os mangás se diferenciam dos quadrinhos ocidentais não só pela sua origem, mas principalmente por se utilizar de uma representação gráfica completamente própria. Pra começar, o alfabeto japonês se compõe de ideogramas que não só representam sons, mas também idéias. Assim, em um mangá o texto em geral, mas principalmente as onomatopéias, fazem parte da arte. 

A ordem de leitura dos mangás também é diferente daquela que estamos acostumados. Um livro japonês começa pelo que seria o fim de uma publicação ocidental. Além disso, o texto é disposto da direita para a esquerda (clique aqui para ver a forma correta de se ler um mangá). Outra característica peculiar dos mangás é que eles são publicados em volumes de mais ou menos 200 páginas cada, o que permite aos autores criar histórias mais longas e aprofundadas. Dessa forma, em um mangá é comum ver várias páginas só de imagens, sem diálogos, e também ações que se desenrolam por muitos quadrinhos e abordadas por diferentes pontos de vista.

Amarelo Manga - 2003

Foto: Internet

Guiados pela paixão, os personagens de Amarelo manga vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto.

Elenco:
Matheus Nachtergaele (Dunga)
Jonas Bloch (Isaac)
Dira Paes (Kika)
Chico Diaz (Wellington)
Leona Cavalli (Lígia)
Conceição Camarotti
Cosme Prezado Soares
Everaldo Pontes
Magdale Alves
Jones Melo

Premiações:

- Ganhou o prêmio de melhor fotografia, no 7º Festival de Cinema Brasileiro de Miami, 2003.
- Prêmio da Conferederação Internacional dos Cinemas de Arte e Ensaio como melhor filme do Fórum do Festival Internacional de Berlim, 2003.
- Levou nada mais nada menos do que 10 prêmios para casa, no XIII Cine Ceará, 2003, nas seguintes categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Matheus Nachtergaele), melhor atriz (Dira Paes), melhor roteiro, melhor fotografia, melhor edição, melhor trilha sonora, melhor direção de arte e melhor figurino, que recebeu também um prêmio de R$15.000,00.

Curiosidades:
- O filme, que ganhou o prêmio do Minc (MInistério da Cultura) para filmes de baixo orçamento, custou R$ 500 mil.

Trilha Sonora:
  1. Defunkt (Lúcio Maia/Jorge Du Peixe/Pupillo/Jr. Areia)
  2. Acordando (Lúcio Maia/Jorge Du Peixe/Ganja Man)
  3. Dollywood (Lúcio Maia e Jr. Areia)
  4. Tempo Amarelo (Nação Zumbi)
  5. A Entidade (Lúcio Maia e Jorge du Peixe)
  6. Lígia (Fred Zero Quatro)
  7. Kanibal (Lúcio Maia e Fernando Catatau)
  8. Gafieira no Avenida (Lúcio Maia/Jorge Du Peixe/Jr. Areia)
  9. ...E o Boi Deitou (Lúcio Maia)
  10. Amarelo Manga (Otto/BNegão/Apolo 9)
  11. Nebuliza (João Carlos/Ganja Man/Daniel Bózio)
  12. O Fim (Lúcio Maia)
Fonte: Internet (Meu Cinema Brasileiro, Wikipédia, google)


Eu estouro umas pipocas por aqui às quintas-feiras.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Já não é mais

Ed Wert


Já não é mais
Enganar o que se faz
Já não é mais
A questão de ser capaz
Impedir de ser feliz
Solitude meu rapaz
Fugir do amor que o atingiu
Já não é mais
Aproximar-se e sorrir
Já não é mais
Liberdade que alucina
O sujeito circunspeto
A mão encarnada
Já não é mais
Drogas, sexo e Rock and Roll
O que preocupa
É desamor
Já não é mais
O instinto quem faz
Já não é mais
Saberemos jamais...


.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Terça-Feira: véspera do Futebol - 4

Aê manolada (Manolas e Manolos), tudo em paz?

De volta com o Terça-Feira, véspera de futebol, uma tentativa de te mostrar alguma coisa pra fazer na noite em que não tem futebol na TV (e não tem nada que preste, mas isso não é só na terça, enfim...)

Cá estou para fazer vocês perderem algumas horinhas dessa noite.

Mais uma vez inspirado pelo @AnoesEmChamas , coloco aqui conteúdo do blog deles, juntando o que eles chamam de "Curando o Tédio", uma série de jogos on-line. A diferença para outros jogos, é que esses são bem simples, mas não menos divertidos.

Vamos lá:


O primeiro (aqui) , é um jogo "musical". Basta clicar nos quadradinhos da imagem para compor seu som mecânico. É divertido uma, duas, três... não mais que isso, depois irrita! Mas, vale a pena brincar um pouco =)

O segundo (aqui), é um dos meus favoritos! Não é aconselhável a "moralistas" ou aqueles que acreditam que jogos violentos fazem mal para as pessoas (pff). É um jogo bem simples, de disputa de gatilho (qual o gatilho mais rápido?). Você escolhe seu atirador e joga com o mouse. Basta posicionar na direção de onde quer o tiro e atirar com o botão esquerdo (clicando). Depois de pegar a manhã, fica muito legal. Bônus para acertar as garrafas hein? =D

O terceiro, que eu também gosto muito, é um de carro (aqui). A diferença é que é um jogo de carro com ZUMBIS! Seu objetivo e dirigir entre zumbis, atropelando, pegando moedas e tudo mais! Muito divertido! =)
Os comandos são as setas do teclado (pra frente, correndo sempre). Cuidado com o combustível.

Para "amenizar", um jogo nada violento. O curve ball (aqui), que é um jogo antigo, mas que está repaginado. Basta usar o mouse, mexendo e clicando quando a bolinha tiver perto. Depois de umas 3 jogadas você já vai conseguir criar estratégias de jogo (eu demorei umas 4, talvez você consiga na primeira, o gênio!) =)

Finalizando, vou linkar aqui um jogo "geográfico", que eu gosto muito (cof, cof).
Também muito simples de jogar, apenas com o mouse. Você será testado em seus conhecimentos dos lugares e dependendo de como se sair, vai passando de fase! O jogo está aqui!

E chega por hoje.
Bom futebol pra vocês amanhã! =)
Torçam pelo SANTOS, há!

.

é sempre uma satisfação.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estréia com Super Banda


Deixem eu me apresentar: Edson Vinícius, paranaense, estudante de direito, conhecido do Fábio de algum lugar obscuro da internet. Convidado pra escrever nessa maravilhosa Zine, vejo uma oportunidade de voltar a escrever. Obrigado pela chance.
John Lennon foi o vocalista e guitarrista, Eric Clapton guitarrista, Keith Richards, que embora seja guitarrista dos Rolling Stones de profissão e pai de pirata nas horas vagas*, assumiu o baixo, e Mitch Mitchell, baterista da banda The Jimi Hendrix Experience, estava com as baquetas da banda. Essa banda era The Dirty Mac.
Não, realmente não foi exatamente uma banda de verdade. The Dirty Mac fez uma única apresentação, no especial Rolling Stones Rock and Roll Circus, comandado pelo pé-frio Mick Jagger (deve ser por isso que foi a única apresentação), que foi ao ar na TV inglesa em 1968. Escolheram tocar o bom e velho blues na apresentação, a primeira música foi Yer Blues (White Album), dos Beatles. Os outros Beatles que me perdoem, mas a versão Dirty Mac ficou espetacularmente mais maravilhosa.
Mas nem só de Mick Jagger se fizeram as trevas da Super Banda. Yoko Ono, aquela (insira um palavrão de sua preferência aqui), estava lá marcando presença. A música foi Whole Lotta Yoko, que também participou o violinista Ivry Gitlis. E a maravilhosa letra consistia, literalmente, apenas em gemidos. Bem, estamos no Planeta Terra. Aqui, nada é perfeito. Quer prova maior que essa?
Um encontro desses jamais poderia passar em branco. Isso é arte, é história! Não poderia começar escrevendo sobre qualquer coisa, né?

*Pra quem não lembra, Keith Richards interpretou o pai do Jack Sparrow, no filme Piratas do Caribe 3

@proparoxitono