Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

09 de Fevereiro: Dia do Frevo.


Símbolos centenário da cultura pernambucana, o frevo, na era da música eletrônica, ainda consegue encantar uma grande quantidade de pessoas, seja pela sua músicalidade, pelos passos frenéticos de sua dança ou mesmo pelo sugestivo significado da própria palavra frevo, que, de uma maneira mais aceita, deriva da palavra ferver ou "frever".

No dia 09 de Fevereiro de 1907, a palavra frevo foi grafada pela primeira vez, por meio de uma matéria escrita pelo jornalista Oswaldo Oliveira no Jornal Pequeno que circulava pelas ruas do Recife. Um século depois, essa data passou a ser considerada como o dia do Frevo.

Como também sabemos, o frevo carrega em sua história uma longa influência de ritmos, sendo em um sentido mais amplo, uma mistura da marchas, das polcas e dos maxixes que eram tocados nos folguedos. Musicalmente o frevo tem três divisões: O frevo de rua, o frevo de bloco e o frevo canção. Além da riqueza de influências em sua musicalidade, o frevo também inclúi à sua história a influência dos elementos da capoeira, uma vez que, seus passos tiveram origem nos passos dos capoeiristas que saíam a frente dos blocos de carnaval com a finalidade de proteger os seus estandartes dos blocos rivais.

Visto a riqueza cultural incorporada a sua história, o frevo também é considerado um dos rítmos mais democráticos, pois, a sua música rápida e contagiante transmite alegria em qualquer local que sua música for tocada, seja nas ruas ou no salões.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Só mais um Silva

Eu ia escrever sobre o disco do Pink Floyd "The Wall". Mas não, vou escrever quando voltar do show do Roger Waters! :D
Nos anos 90 nascia o Funk carioca, do modo como conhecemos (e muitos não gostariam de conhecer, mas, fazer o que?) hoje. A diferença é que naquela época o funk ainda estava sobre uma influência muito maior do rap e de sua filosofia de crítica social. Era quase um rap com batida Miami Bass. Nem tudo era MC Serginho, Mr. Catra e Valeska Popozuda.
Em 96, o MC Bob Rum ficaria conhecido em todo território nacional através de um disco com vários funks e raps, o Rap Brasil. A música era Rap do Silva, a história de um Silva, pai de família, um cara maneiro, mas que sem qualquer explicação... Não vou fazer spoiler da música.
Em 2009 o grupo feminino de MPB, vencedoras do prêmio Tim de música, Chicas, gravaram também esse clássico do funk. Com um arranjo impecável e vozes quase angelicais, a música é simplesmente apaixonante.



Até do funk nasce boas obras. Assim brilhou a estrela do Silva.

* Agradecimento ao Tomaz que lembrou dessa música.
* Eu vou pro show do Roger Waters. To meio nas nuvens com isso ainda. E bem na frente ainda... Vai ser FODA!
* Uma boa produção transforma a música, né?


@proparoxitono

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

9/11

Todo sentimento gera boas músicas. E más também.
O trágico 11 de setembro tocou o mundo inteiro. E a música foi um dos escapes pra tanta tristeza. Nesse contexto, algumas pessoas fizeram as homenagens.

Alan Jackson - Where were you (when the world stop turning) - O cantor country americano tentou fazer algo que não soasse tão vingativo nem muito patriota. Disse que quis apenas mostrar o seu sentimento, que era igual o de tantos outros americanos. É uma das músicas mais lembradas da data pelos americanos. A prova que o povo lá também tem uma predisposição pro mau gosto sertanejo.

Bruce Springsteen - The Rising - Bruce usa passagens bíblicas para narrar a subida de um bombeiro nos prédios atingidos. Essa sim tem uma ótima letra, vale a pena, apesar dos lalala.

Beastie Boys - An Open Letter to NYC - Composta por três legítimos novaiorquinos, vale a pena pra quem gosta de Rap. É uma grande banda do estilo.

Ryan Adams - My Blue Manhattan - Mais uma obra do prodígio. Mais ninguém consegue compôr tão bem nesse velho estilo.

Rush - Peaceable Kingdom - A intenção era a música ser instrumental, mas o baterista Neil Peart compôs essa homenagem. Não falhou, de modo algum.

Gorillaz, D12 & Terry Hall - 911 - Claro e objetivo. Não é exatamente do estilo que fez os Gorillaz tão famosos, mas vale a pena.

Lily Allen - Him - A princesinha britânica não fala exatamente sobre os ataques, fala sobre toda essa guerra em nome de Deus, e diz que isso já acontecia muito antes daquele setembro.

Paul McCartney - Freedom - O beatle estava em NY no dia dos acidentes. Já no dia 12 escreveu essa canção. Prega a liberdade. Nada dos bons tempos dele, mas não é exatamente ruim.

Slayer - Jihad - A história de um suposto terrorista, momentos antes de um ataque. Cita o nome Mohamed Atta, um dos terroristas de 11 de setembro. Ótima, pro estilo que se propões. Jamais vai conquistar novos fãs pro Trash Metal.

Green Day - Wake Me Up When September Ends - Também podemos culpar o falecido Bin Laden por essa frase nos nicks de msn no dia 1º de setembro. Maldito terrorista.

E, por último mas muito menos importante, os Bee Gees brasileiros,
KLB - 11 de setembro - Não achei maiores informações sobre a belíssima canção, mas aparentemente 11 de setembro deve ser aniversário de um dos três. Maldito terrorista.



* Fico triste em saber que o maior marco histórico que "presenciei" tenha sido algo tão triste.
* Embora só choque tanto por ter sido nos EUA. Hiroshima e Nagasaki mereciam ser tão ou mais lembradas que esse ataque. E não é só porque o 9/11 é mais recente que é mais lembrado, é uma questão dos EUA, que influenciam todo o mundo, colocando-se na posição de vítima, uma vez na vida.
* Bem vinda a nova amiga do rei, Camila.

@proparoxitono

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Eu ouço vozes

Pra que instrumentos?

Dos mais variados instrumentos musicais existentes, ainda nenhum superou a natural voz humana. E com o super poder de síntese que me foi dado pelos deuses, vou apresentar 3 Bandas (ou grupos) que cantam A Capella, ou seja, utilizando apenas as vozes para fazer toda a música, inclusive a parte instrumental.

UC Men's Octet - Trata-se de um projeto, fundado em 1948, para alunos da Universidade da California, Berkeley. 8 homens cantando sucessos pops totalmente a capela. Com vídeos desde a formação de muito sucesso de 2002, em 2007 começou o grupo a fazer um grande sucesso no youtube, com músicas como Bohemian Rhapsody - Queen, um medley dos sucessos do Rei Leão, medley do Nirvana entre vários outros.

Van Canto - É até de se duvidar, mas são 5 vozes e uma bateria apenas. Não, não tem nenhuma guitarra ou baixo nas músicas deles. Uma banda alemã, voltada para o Heavy e Power Metal. Fez grandes covers de Metallica e Iron Maiden.

On The Rocks - Fundada pelo brasileiro Leonardo Silva e o americano Peter Hollens, também cantam músicas pop a capella. Fizeram muito sucesso na internet com a interpretação de Bad Romance, da Lady Gaga.


* Eu tenho impressão que o rapaz que canta o refrão do Bad Romance, do On the Rocks é o mesmo que fala no Medley do Nirvana, no UC Men's Octet.
* Aquela estrela se chama Capella. É a sexta mais brilhante do céu, a mais brilhante da constelação Auriga. Sabe o que isso tem a ver com a música? Nada.

@proparoxitono

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

King Jeremy, the Wicked

"Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu." Gênesis 3:6

8 de janeiro de 1991. O garoto Jeremy, de poucos amigos, tímido, que estava sempre triste, estava especialmente depressivo aquele dia. Ele já sabia o que ia fazer. Havia pegado suspensão um dia antes, junto com uma das suas poucas amigas, Lisa Moore. Ela estranhou quando ele trocou o final dos seus bilhetes que sempre dizia "responda" por "até mais tarde". Mesmo depois da suspensão, Jeremy estava atrasado. Chegou cabisbaixo na escola, como sempre. A professora o mandou pegar uma autorização do diretor pra ficar na aula, já que já eram mais de 9:30 da manhã. Ele saiu, às 9:45 ele estava de novo na sala:
- Senhorita, eu peguei o que fui buscar.
Ele não mostrou a autorização. Ele sacou uma .357 Magnum e, antes que qualquer aluno ou a professora pudesse ter alguma reação, suicidou na frente de todos seus colegas.
Jeremy Wade Delle, 15 anos, virou apenas uma pequena nota no jornal. Ninguém sabe o que exatamente o levou a isso, e jamais saberão.
Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, viu essa nota. Achou que era muito pequena pra algo tão grave, quis mostrar a história pro mundo. Afinal, ele próprio já havia passado por algo parecido. Um garoto chamado Brian, que Vedder havia brigado na 5º série, entrou na sua aula de oceanografia e atirou em vários colegas.

"Veio de um pequeno parágrafo em um papel, significando que você se mata e faz um sacrifício como forma de vingança. É só o que você vai conseguir, um parágrafo no jornal. Dezessete graus e nublado numa vizinhança suburbana. Esse é o começo do clipe, que é igual ao final do clipe, nada acontece… nada muda. O mundo continua e você se foi. A melhor vingança é viver e provar que você consegue. Seja mais forte que aquelas pessoas. E aí você poderá voltar."

Assim definiu Vedder.



* "Quando eu estava no ginásio, em San Diego, Califórnia, eu conheci uma pessoa que fez a mesma coisa, só que ele não se matou, mas acabou dando uns tiros numa turma de oceanografia. Eu me lembro de estar nos corredores e ouvir a respeito, e eu realmente havia implicado com o rapaz no passado. Eu era um quinto-anista bem rebelde e acho que brigamos ou algo assim. Então é um pouco sobre um garoto chamado Jeremy e é também um pouco sobre um garoto chamado Brian que eu conhecia mas não sabia quem era...a música, eu acho que diz muito. Eu acho que chega a algum lugar...e muitas pessoas interpretam de forma diferente e foi só recentemente que comecei a falar a respeito do verdadeiro significado e espero que ninguém se ofenda e acredite em mim, eu penso em Jeremy quando canto." Eddie Vedder
*Esse não foi o primeiro clipe da música. Antes, o fotógrafo Chris Cuffaro dirigiu um outro. A gravadora Epic recusou. Chris vendeu toda sua mobília e metade da sua coleção de guitarras pra financiar o clipe. E mesmo assim essa versão da gravadora ficou melhor.
*Reparem que no clipe (oficial, da gravadora) ninguém se mexe, só a banda, Jeremy e a professora, no final, quando vai pegar a maçã. É a única interação de personagens.
*A citação de Gênesis 3:6 aparece no clipe, refere-se à criação do pecado.
*Grunge is Alive!
*Perdão por não manter toda semana os posts. Mas sabe como é final de faculdade de direito, TCC, exame da ordem, estágio... Ta facio pa ninguem.

@proparoxitono

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Kansas


Os anos 60/70 foram, com certeza, os mais revolucionários da música.


Kansas, uma das responsáveis pelo sucesso do progressivo nos anos 70, embora fosse mais rock'n roll (como a atualmente famosa, graças a série Supernatural, Carry On my Wayward Son) que as outras do estilo, como Pink Floyd, Yes e Jehtro Tull. Era também adepta das músicas de 10 minutos (The Pinanacle, Song for Ameria), ou mais, como as outras bandas citadas. Manteve a essência psicodélica e de sons fora do comum.
A banda teve um começo conturbado. Dave Hope, Phil Ehart e Kerry Livgren com outras 4 pessoas montaram o Kansas. Então Ehart saiu, depois Hope e esses dois montaram uma outra banda, a White Clover. Então, já para essa nova banda, convidaram o Livgren, já que o antigo Kansas havia terminado. E já que eles se reuniram de novo, adotaram novamente o nome Kansas. Ainda contaram com Robby Steinhardt (o cabeludo do violino), Steve Walsh e Rich Williams.
Então, em 74 saiu o primeiro disco já de muito sucesso. A banda cresceu, fazia grandes shows. o que melhorou ainda mais dois anos depois, com o hit já citado Carry On My Wayward Son.
Ainda no começo da banda, em 77, no álbum Point of Know Return, veio a sua música mais famosa, a balada puxada por violinos (que é um instrumento bem estranho pra ser fixo numa banda de rock, mesmo sendo progressivo) Dust in the Wind. Essa música foi regravada pelos Scorpions, Muppets Baby e até a versão pseudo-sertaneja-hétero-gostosa da Ana Carolina, a Paula Fernandes, entre milhares de outras.
Já em 1980, Livgren encontrou Jesus. Hope também. Começaram numa coisa meio gospel, que Walsh não gostou e saiu. Então entra o Elefante na banda. John Elefante também tinha encontrado Jesus. Nessa época, Kansas já não atingia o grande público, mas o evangélico, apesar de ainda conseguir emplacar o clássico de tantas coletâneas da Som Livre, Play the Game Tonight.
Mas daí a banda começou a ruir. Só voltou em 1986, com Steve Morse (atualmente guitarrista do Deep Purple) na banda. Dessa vez não tinha um violinista. Dessa vez era Rock'n Roll mesmo. Infelizmente o feeling Hard Rock não emplacou nenhum sucesso.
Desde então, apesar de teoricamente ainda existir, o único bom momento do Kansas foi a gravação do disco Always Never the Same, com a London Symphony Orchestra, em 98, onde gravaram seus grandes sucessos e até uma música dos Beatles.
Tinha alguma coisa naquelas décadas. Mesmo os clássicos que sobreviveram a elas, nunca mais alcançaram o mesmo nível. Nem Pink Floyd, nem Rolling Stones, Deep Purple, Ozzy Osbourne ou qualquer outra banda clássica ou cantor de sucesso nos 60/70. Tinha alguma coisa mística no ar.



* Isso foi o que restou do Kansas
* Kansas foi uma ideia oferecida por Tainá Oliveira

@proparoxitono

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Clube dos 27

Live Fast, Die Young and Leave a Good-looking Corpse
Viva rápido, morra jovem e deixe um cadáver bonito
Amy Winehouse foi a única pessoa da geração com o poder de virar lenda, de estar entre os grandes. Ela cantava bem, compunha maravilhosamente e ainda por cima era piradíssima. Como se já não fosse suficiente, morreu jovem, aos 27 anos. Numerologicamente falando, dizem que a causa do 27 é porque 2+7 = 9, o número máximo, depois disso retorna-se ao zero.
Muita gente ouviu falar dos que morreram aos 27 na televisão, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Brian Jones, mas essa não é toda a história do clube dos 27.
Tudo começou com uma morte em 1938. Robert Johnson, tocava blues. Das várias versões de sua morte, a que mais convence foi que morreu envenenado por estricnina, colocada no seu whiskey pelo dono do bar, porque Robert teria dado em cima da mulher dele. Robert, segundo Eric Clapton, foi o mais importante bluesman que já viveu, ele é uma lenda, e teve a vida cheia de lendas. Dizem que era um péssimo guitarrista, mas com um whiskey velho, um violão velho, um lucky strike na boca e uma gaita cromada, invocou o diabo e vendeu sua alma. O diabo pegou seu violão, afinou um tom a baixo e lhe devolveu. Então se tornou o maior de sua época. E pra piorar, Robert as vezes em suas apresentações, tocava de costas para o público. Os céticos dizem que era pra ninguém ver sua técnica no violão, que ele mesmo tinha inventado, mas há quem diga que é porque quando tocava, seus olhos ficavam vermelhos como o do diabo, então ele escondia. Músicas como Crossroad, Hellround on my trail e Me and The Devil Blues também colaboraram muito pra lenda. Robert Johnson morreu aos 27 anos, com apenas 29 músicas gravadas.
A lista conta com mais 40 músicos mortos com 27 anos, além dos já citados nesse post, mas vamos aos clichês e mais importantes.
Em 69 foi a vez de Brian Jones. Jovem, muito talentoso. Guitarrista dos Rolling Stones, até um mês antes de sua morte, quando o convidaram a sair da banda. Foi achado morto na piscina de um hotel, ninguém sabe direito o que aconteceu, dizem até que foi assassinado por Frank Thorogood. Grande instrumentista, tocou até cítara nas músicas dos Stones. Não era um grande compositor, mas os Stones devem muito mesmo a ele, com a quantidade de instrumentos que ele tocava maravilhosamente bem, que fizeram a banda na década de 60 estourar no mundo todo.
Em 70, Jimi Hendrix. O maior guitarrista de toda a história. Dizem que hoje em dia até encontra-se guitarristas mais virtuosos que Hendrix, mas eu duvido. Ele era Old School. Em um encontro dele com seu amigo Eric Clapton, dizem que pegou a guitarra do amigo e disse: Essa guitarra é pra mocinhas. A do Jimi tinham cordas muito mais duras, como as guitarras de blues mesmo, e ainda sim ele conseguia fazer o que fazia. Tocou guitarra com o dente, tacou fogo na sua guitarra só pra mostrar o The Who como se fazia uma quebradeira de verdade. Apesar de americano, montou sua banda onde o Rock fez mais história, nas terras da rainha. Em londres nasceu a The Jimi Hendrix Experience.
Um mês depois, Janis Joplin. Dona de uma das maiores vozes da história da música, conseguia colocar sentimento nelas como ninguém. Apesar do seu lado extremamente hippie, no sentido não higiênico da palavra (não que seja uma regra hippie não tomar banho, mas ela tinha disso), ainda foi considerada uma grande conquista amorosa por Serguei. Não era algo tão fácil, dizem que uma vez Jim Morrison, um dos maiores sex simbols do rock na época, gentilmente pediu um sexo oral pra ela e levou uma garrafada na cabeça. Já o Jimi Hendrix levou mais sorte...
Logo dali 1 ano, Jim Morrison. O gênio. Vocalista do The Doors, com um talento inegável para composições meio sombrias (a alegre Light My Fire não é dele, mas de Robby Krieger, o guitarrista do Doors, embora tenha tido colaboração de todos). No programa The Ed Sullivan Show, nos Estados Unidos, um produtor pediu pro Jim não cantar a frase "girl, we couldn't get much higher", para trocar por outra coisa. Engraçado que Jim deu uma ênfase especial justamente para esta frase. Depois, quando o Ed disse que o Doors jamais tocaria no programa dele de novo, ele simplesmente respondeu "We did Sullivan" (nós fizemos o Sullivan). Foi achado morto numa banheira em Paris. Ninguém sabe direito a causa de sua morte. Dizem assassinato, dizem que nem morreu, mas a versão mais provável foi que, já muito alto, confundiu heroína com cocaína e a cheirou (ou simplesmente queria saber se dava pira cheirar heroína), teve uma parada cardíaca instantânea.

E o que esses todos citados tem em comum, além da morte aos 27? J! Todos tem J no nome. Essa foi a chamada "A maldição do J", que acabou dando origem a lenda do "clube dos 27" mais tarde com o suicídio de Kurt Cobain. Agora Amy faz parte dessa história, dessa lenda que só vai ajudar a transformar ela na lenda das próximas gerações. Pena que não tinha J no nome.
* Nós sabemos, e adoramos, Amy.
* Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix ainda tocaram juntos. Maior encontro musical da história?
* Eu acho que o Kurt roubou pra entrar na lenda.
* Os maiores da história, com certeza.


@proparoxitono

segunda-feira, 11 de julho de 2011

13 de julho

Até o roquenrou tem seu dia!
Era 1985. Bob Gedalf se viu numa posição onde poderia deixar uma mudança real no mundo no seu legado. Sua vítima seria a fome na Etiópia. Então, usando de toda sua influência, organizou shows simultâneos em Londres e Filadélfia. Nomeou sua criação de Live Aid. Então, no dia 13 de julho algumas bandas tocaram nesse festival.
Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath, Phill Collins, Eric Clapton, Status Quo, Scorpions, Paul McCartney, Sting, Dire Straits, Madonna, Queen, David Bowie, B.B. King, Mick Jagger, U2 e Joan Baez. É, da pra entender porque esse hoje é o dia do Rock.
Não suficiente, 20 anos mais tarde o mesmo criador faz um segundo festival, o Live 8. Agora maior, com a intenção de que os países do G8 perdoem as dívidas dos países pobres, nova história foi feita. Em todos os países do G8 e na África do Sul, mais de 1000 músicos se mobilizaram. Como se isso por si só não fosse história suficiente, tivemos alí a última reunião do Pink Floyd, com David Gilmour e Roger Waters tocando juntos de novo. Diante do convite de Bob, Roger aceitou prontamente, desde que estivesse tudo bem para David, e por sorte, estava. Roger, já com uma voz rouca se mostrou muito empolgado tocando de novo com a banda que o tornou a lenda que é hoje.
Foram 4 dias de festival. Foram 4 dias que rolou de Snopp Dog a Paris Hilton, A-ha a Pink Floyd.
Bem, a Etiópia continua com fome e as dívidas não foram totalmente perdoadas, mas se a intenção era chamar a atenção pra causa, conseguiram. Tanto em 13 de julho de 1985 e nos 4 dias de junho de 2005, o mundo teve um foco, as bandas e sua causa. Essa é a história do Rock e o Rock fazendo história.


* Acreditam que o primeiro rock brasileiro foi cantado por Cauby Peixoto?
* E agora? Live 8 ou Woodstock?
* Quem ouvir sertanejo universitário dia 13 não vai pro céu.
* Bob Gedalf, o criador do festival, interpretou o Mr. Pink Floyd no filme The Wall.

@proparoxitono

terça-feira, 28 de junho de 2011

Terça-Feira: véspera do Futebol - 5

Olá queridos!

Eu disse que voltava hoje, não disse?! =)
E de volta com mais uma coluna clássica conhecida! =p

É o "Terça-Feira, véspera de Futebol" (todos chora)!
Foram várias terças sem o "Terça", e isso mostra o quanto é difícil manter uma coluna semanal, especialmente se ela depende de criatividade e de bom gosto (cof, cof), como é o caso de TODAS as colunas aqui do Pasárgada.

Pois bem, já disse no "Grandes Humoristas" que muitos foram os motivos para me deixar sem postar as colunas, alguns deles virarão posts, outros...esqueçam!

E, aqui estão dicas para essa terça-feira, na ânsia do futebol de quarta!
=D

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Como disse, pensei em uma nova forma para o Terça, então, dois blogs muito bons para passar seu tempo (em qqer dia, especialmente na terça).

Para começar, um parceiro do Pasárgada, representado aqui pela Maria Fernanda e em breve pelo Netão, o SOM ALTERNA!



O Som Alterna se propõe à cumprir seu nome, ou seja, divulgar o som que não está aí na grande mídia. Muita coisa de lá é conhecida de uma grande galera, afinal, maioria de nós é alterna (WHAT?). O lance é que o blog vai além das apresentações...

Muita coisa pode ser conhecida, mas também muita coisa é apresentada, explicada, contada, contextualizada e (AÍ SIM) disponibilizada para download!

Com um visual agradável e confortável (ou será que só eu me senti confortável?), o blog te dá imagens das capas (algumas outras também) e as músicas.

O Som Alterna é um blog bem cuidado e que, por ser difícil de fazer (ou você acha que é fácil garimpar qqer coisa?), tem um valor muito maior!

As músicas vão entrando por lá, de acordo com o tempo e o trabalho do pessoal do blog, mas já tem muita coisa e muita novidade.

Além disso, eu digo aqui que você, meu caro leitor e você minha cara leitora (é pô, você mesmo!), podem usar os coments, lá do Som Alterna, ou mesmo daqui do Pasárgada, para pedir algum som!
Sabe aquele artista que você viu tocando gaita de fole na programação da madrugada do canal comunitário? Então! Peça!

O pessoal do Som Alterna, que é gente boa demais, vai dar um jeito nisso! Certo? =D

Ah, pra chegar lá é só clicar AQUI ou do lado, aqui nos blogs recomendados. O link do Som Alterna sempre estará por aqui.


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E, fechando esse Terça, um blog que não é parceiro, mas que eu gostaria muito que fosse (quem sabe, né?).
Tô falando do Blog EBooksGrátis!

Com esse nome, não tem nem necessidade de explicar não é?
Não! Tem necessidade sim!

O pessoal do EBooks (acho que é um pessoal) faz exatamente isso que você está pensando (e querendo): disponibiliza livros em formato digital, para que você baixe e use!
A questão é que vão além disso!

Existem dicas de leitura, curiosidades, divulgações, entre outras coisas.
O chamariz (que palavra estranha!) maior é o download dos livros, claro, mas há mais que isso.

Logo de cara, hoje, você pode ver a reprodução de uma campanha publicitária feita para audioBooks, com imagens como essa que segue:

Um exemplo do quanto o blog é útil e legal: para você que como eu já leu vários dos livros "Primeiros Passos", o EBooks tem uma lista de mais de 40 títulos da série para baixar! Clica AQUI e confira.

E se você quer algum específico, basta fazer a busca no topo do blog para ver se tem por lá.

=D

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Entonces, boa terça a noite e uma feliz Quarta-Feira de futebol para vocês!

É uma enorme satisfação.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Se o sinhô não ta lembrado...


"Caramba, os amigos do rei não escutam música brasileira, não?"


Clássicos. Sempre os clássicos. Não se tornam clássicos à toa, tem que ter classe.
Sou um preconceituoso linguístico assumido, prezo pelo bom português. Mas o português correto é sempre necessário? Sinceramente, os erros dos Demônios da Garoa são o grande diferencial, é o que faz desse grupo o maior clássico da música popular brasileira, e Adoniran Barbosa um dos maiores compositores desse país, pois tem a linguagem popular.
Eles estão no Guinness Book Brasileiro como o grupo vocal mais antigo ainda em atuação. Desde 1940 até hoje. Já com uma certa fama nas rádios paulistas desde o início, o grande sucesso veio com as composições de Adoniran Barbosa. Homem simples de São Paulo, com seu português nada correto compôs grandes sambas, até hoje muito lembrados e cantados por gerações. Ou alguém aqui não sabe cantar Trem das 11? Um trem que realmente existia, e realmente ia para Jaçanã. Ruim é saber que Adoriran, o compositor, não morava lá. Era apenas uma licença poética. O bairro foi parar na música porque rima com "manhã", e Adoniran achava o nome bonito.
Adoniran era uma pessoa que adaptava a vida para a sua arte. Arnesto, que se chamava Ernesto, nunca furou a roda de samba. "Se não tem mancada, não tem samba", justificou o compositor. Um dia ele encontrou seu amigo Mato Grosso, que, triste, contou que o prédio que morava seria demolido para fazer uma outra construção mais moderna. Assim nasceu a Saudosa Maloca, um palacete assobradado onde moravam Adoniran, Mato Grosso e o Joca. Por mais que revolte a indiferença na época que a política de São Paulo tinha com sua arquitetura, na contra mão das grandes cidades europeias que as mantiveram para a identidade da cidade, a música não pode ser considerada como de protesto, afinal, quando Mato Grosso quis gritar, por cima ele disse "os hómi ta com a razão, nois arranja outro lugar", mas só se conformaram quando Joca falou "Deus da o frio, conforme o corbertô".
Porém, Iracema pode sim ser considerada uma música de protesto. Iracema morreu atropelada por uma máquina, pelo "progréssio", como diria o próprio compositor. Música composta a partir de uma nota de jornal, Adoniran construiu toda uma história de uma mulher (que não era assim, uma Amélia, porque essa sim era mulher de verdade) que morreu as vésperas de seu casamento. Há quem diga que, na verdade, isso foi uma história para parafrasear sua própria vida, de uma mulher que o abandonou, e "morreu" pra ele.
Tiro ao Álvaro e As Mariposa são os símbolos maiores do português "rebelde" do compositor. E em todas as músicas, a marca inconfundível do violão de 7 cordas de Ventura Ramirez no arranjo das músicas dos Demônios da Garoa.



* Trem das Onze conquistou também a Itália.
* Só eu achei que o arranjo da Elis Regina para a Saudosa Maloca acabou com a música?
* Falando em 5ão Paulo...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu e eu mesmo

No dia 20/06/1987 nascia uma pessoa. Pessoa essa que eu costumo a chamar de "Eu".
É, hoje é meu aniversário. E graças a tal data, resolvi liberar meu egocentrismo e falar de, adivinhem só, Eu mesmo! As minhas músicas favoritas e que fizeram a trilha sonora da minha vida.



Seja no futebol ou na música, Clássico é clássico e vice-versa. Não existe nada melhor que um clássico. Uma música que atravessa gerações não pode ser ruim. Seja clássico do rock, folk, pop, sertanejo e até funk. Mas, especialmente no caso do rock, entre as décadas de 40 e 80, provavelmente por causa de alguma divindade que resolveu passar por essa Terra, a coisa é ainda mais forte.
Todos conhecem Pink Floyd, mas não sua obra e sua verdadeira grandiosidade. Fundado por Syd Barrett (1946-2006), um jovem gênio da música que enlouqueceu aos 21 anos, provavelmente pelo excesso de LSD (reza a lenda que ele colocava um já na xícara de café, de manhã). Depois que, ao vivo num programa de TV americano, ele simplesmente não se mexeu diante das câmeras, ele foi ensaiar com a banda e descobriu que ele não estava mais nela. Não saiu do jeito mais honroso possível, mas não poderia receber homenagem melhor da banda, Shine On You Crazy Diamond (Crazy Diamond era seu apelido) é a homenagem mais linda que ele podia receber.
Nem todos que ouvem Another Brick in the Wall conhecem todo o disco, The Wall, que se torna uma obra totalmente diferente e maravilhosa quando ouvido inteiro, os dois discos, numa pegada só. Quem tiver a chance, deveria assistir o show do Roger Waters, ex-baixista e lider da banda, em Berlim, ano 1990. Participações especiais como Scorpions, Cyndi Lauper, Sinéad O'Connor e muitos outros.
Assim como aquele que eu considero como o maior disco de todos os tempos, Dark Side Of The Moon. Algumas fontes colocam ele como o disco mais vendido de todos os tempos. Nunca um disco liderou por tanto tempo a Billboard top 200. Não tem como eu citar uma música apenas do disco, ele deve ser ouvido inteiro, com o maior carinho do mundo. O disco merece.
Tem banda que já nasce uma super banda. Esse era o caso do Led Zeppelin. Pra se ter uma base, o menos lembrado deles, John Paul Jones, era o produtor da banda, e especialista em 15 instrumentos. Eu não sei se sei o nome de 15 instrumentos. Led Zeppelin foi muito além de Stairway to Heaven (o maior plágio da história). Nenhuma banda influenciou tanto o Rock and Roll quanto essa. Com rocks de riffs marcantes como Rock and Roll, Black Dog, Whole Lotta Love e Immigrant Song, músicas mais calmas como D'yer Mak'er, outras mais instrumentais como No Quarter e Dazed and Confused (a clássica que Page toca guitarra com o arco de violino), até músicas românticas como Thank You. Essa banda é demais.
E os Beatles? Não existe um ser humano no lado ocidental do mundo que nunca tenha ouvido. Apesar de mais pop, a banda consegue ser genial na montagem de seus discos. Abbey Road foi um fim digno para a banda. Sgt Peppers and the Lonely Heart Club Band, um marco na história dos Beatles, quando eles deixaram de ser a banda genial de um rock que já existia pra ser a banda genial de um rock que eles mesmos inventaram. Assim como em Magical Mistery Tour, disco que faz jus ao nome, é mágico (principalmente na versão americana do disco)!
Das músicas mais lindas que já ouvi, Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, ta no Top 3 fácil, acompanhando Drift Away, na versão dos Rolling Stones (e não Rolling Stones e Beatles, como dizem internet a fora. Eles não tocaram essa música juntos, na época da gravação, os Beatles já tinham se separado). Das românticas, I can't stop loving you, do Van Halen é sempre a primeira que me vem a cabeça. Good Vibrations, dos Beach Boys, tem vibrações únicas, tente escutá-la com um fone de ouvido e perceberá.
Enfim, poderia escrever dias sobre os grandes clássicos. Mas como diriam os fabulosos e criativos publicitários de super mercados, o aniversário é meu e quem ganha é vocês! Não, não vou fazer nenhuma promoção, mas esses clássicos são eu presente vocês. Se não gostaram, devolvam que eu aceito.



* Se Dark Side Of The Moon é o maior disco de todos os tempos, A Night At The Opera, do Queen, é o segundo.
* Freddie Mercury é o maior vocalista de todos os tempos.
* Jim Morrison é o maior Rock Star de todos os tempos.
* Pulse, do Pink Floyd, é o maior show de todos os tempos.
* Beethoven é Heavy Metal.
* Não posso deixar de citar Angra, que foi a banda que me levou pro mundo Rock e Metal.
* Sabbath Bloody Sabbath, do Black Sabbath e God of the Thunder, do Kiss, foram os primeiros clássicos que ouvi incansavelmente. Formaram quem sou hoje.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Love is in the air

E lá vai-se o dia dos namorados. Mas nunca é tarde pra uma trilha sonora romântica.
O romance é tema de 95% das músicas. Realmente, não há nada mais poético que o amor, mas muita gente confunde isso com músicas depressivas (olha o sertanejo aí!). Amores que não deram certo as vezes dão boas músicas, mas não confundam. Numa data como hoje, é melhor exaltar os amores que estão dando certo.
Hoje é dia de dizer pro(a) seu(ua) namorado(a) "Eu te amo!". Se você não consegue parar de amar a pessoa, I can't stop loving you - Van Halen. Notem o final da música, que diz "hey Ray, what you say is true, I can't stop loving you", ele está citando a homônima de Ray Charles, que será também uma ótima pedida se seu amor gosta do estilo Old Songs.
Diga pro seu amor que gosta estar junto, e que quer ficar assim pra sempre. Stand by me, na voz de John Lennon (lembrando que não é originalmente dele) pode parecer clichê. Mas o amor é clichê! Something, composição do também Beatle George Harrison, que segundo Frank Sinatra é "a música mais bonita já escrita", fica ainda mais bela na homenagem póstuma ao compositor, quando Paul McCartney e Eric Clapton a cantaram. Impossível errar com essa música. Se Frank Sinatra era apaixonado por essa música, Paul McCartney escolheu outra: God Only Knows, dos Beach Boys, que Sir Paul disse ser sua música predileta, a número 1 no seu top 10. Beach Boys também cantavam outra que é tiro certo em qualquer situação romântica, Wouldn't it be nice.
Diga ao seu amor que a vida é melhor na sua companhia. La vie en rose, da francesa Edith Piaf, transforma qualquer jantar numa cena de filme (assim como Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, da clássica cena da dança de tango do filme Perfume de Mulher. Mas aqui cairíamos no erro de usar músicas tristes em momentos felizes). Can't take my eyes off you entra na lista dos melhores clichês.
Porém, se você não está se importando com a letra das músicas pra trilha sonora, basta ela ter um feeling romântico, Always - Bon Jovi; Iris - Goo Goo Dolls; Love of my life - Queen; Let's just kiss and say goodbye - The Manhattan (com a voz mais romântica da história, Barry White); Creep - Scala (música original do Radiohead); E, por que não, Torturas de amor - Waldick Soriano, o mesmo cara que compôs Dama de vermelho e Eu não sou cachorro não. Mas Torturas de amor é linda, garanto.
Agora, se seu namorado(a) prefere sertanejo universitário, baixa um cd do Jorge e Matheus. E meus pêsames.



* Eu procurei um vídeo dessa música sem essas imagens, mas não achei. Perdão.
* Elvis Presley é um cara pra horas específicas: se você andou fazendo cagada, Always on my mind, e se ele ou ela anda muito ciumento, Suplicious Mind.
* Eu não falei quase de músicas brasileiras. Então, por que não colocam algumas nos comentários?

@proparoxitono

segunda-feira, 6 de junho de 2011

I Can Make It Better!


Na vida, e na música principalmente, originalidade é 99% da coisa. MAS, as vezes, por que não aproveitar algo que já existe?
Quem não se anima quando ouve uma música que gosta, cantada por outro artista? Em alguns casos, os covers ficam melhores que os originais! Não é regra, mas acontece. Em casos extremos, chega a ser chocante quando descobrimos que aquela música, não é daquele(s) artista.
Você sabia que Killing Me Soflty não é da Roberta Flack? E Don't Let Me Be Misunderstood não é do Santa Esmeralda, nem do The Animals. A primeira foi gravado pela primeira vez por Lori Lieberman, a segunda foi gravada pela primeira vez por Nina Simone, numa versão quase depressiva, em um contraste gigante com a famosa versão disco apresentada pelo Santa Esmeralda. E uma outra versão que vale a pena ser citada aqui é a da brasileira Camisa De Vênus, cantando junto com o épico Eric Burdon, vocalista do The Animals. Não vou falar dos compositores agora porque vou fazer um post especial pra eles.
Existem muitos tipos de covers. Existem aqueles que simplesmente fazem a música exatamente como a original, só muda mesmo a voz do vocalista. E nesse caso não há exemplo melhor que Easy, originalmente do The Commodores, mas genialmente gravada por Faith No More.
Porém tem aqueles que dão uma total repaginada na música. É o jeito mais fácil de estragar, mas também as vezes a salva. É o caso de Baby One More Time, da Britney Spears, gravada pelos escoceses Travis. E menção especial para I Will Survive, original de Gloria Gaynor, e honrada pelo Cake.
Há também as músicas traduzidas. Qual fã de Eric Clapton não quis chorar e fugir do mundo quando Wonderful Tonight foi gravada pela dupla Leandro E Leonardo? Pior foi quando Still Loving You, clássico dos Scorpions, foi difamada por Cleiton E Camargo, virando Meu Anjo Azul. Eu tenho certeza que se os Cranberries soubessem o que o Calcinha Preta fez com a lindíssima Ode To My Family ia rolar uma treta internacional. E a mesma banda foi vítima de novo, com Linger, que esses mesmos gênios da música brasileira transformaram em Não Vale A Pena. Não mesmo. Mas nem tudo são trevas. Quando Il Divo gravou Un-break My Heart, famosa na voz de Toni Braxton, foi muito bom. Marvin, dos Titãs, é na verdade música da banda americana The Chairman of the board. E a banda Soda Stereo, tem duas versões de um dos seus sucessos, Da Musica Ligera. Da Música Ligeira, dos Paralamas do Sucesso, e A Sua Maneira, do Capital Inicial.
E existem ainda as mudanças de estilo musical. Impossível não citar Sambô e Hardneja Sertacore. A primeira canta clássicos do Rock como Janis Joplin e U2 numa versão samba, e a segunda os maiores clássicos do sertanejo numa versão Hardcore. Ainda tem esse cara, Daniel Pohl, que ta fazendo sucesso no youtube com as coisas mais trashs que fazem sucesso por aqui.


* A música mais regravada da história foi Yersterday, de Paul McCartney.
* Pros mais rockeiros, vale muito a pena conhecer o disco Tribute To The Gods, do Iced Earth e Nativity In Black, várias bandas numa homenagem ao Black Sabbath.
* Agradecimento especial ao Emerson "Semelhante", que me deu de presente o CD gravado por ele intitulado I Can Make It Better, só de covers.


@proparoxitono

sábado, 4 de junho de 2011

Os Desafinados

 
Um filme que se destaca pelo enredo, pelo elenco maravilhoso, que mescla jovens talentos com atores consagrados, trilha sonora perfeita, tendo como pano de fundo o cenário político brasileiro, mesclando a década de 60, com os dias de hoje.
Na década de 60 um quarteto de jovens músicos e compositores, vão para Nova York em busca de sucesso, lá fundam um grupo chamado OS DESAFINADOS. Eles integram o movimento que lançou a Bossa Nova.

Elenco
Rodrigo Santoro (Joaquim), Selton Mello (Dico), Ângelo Paes Leme (Davi), Cláudia Abreu (Glória), André Moraes (PC), Alessandra Negrini (Luíza), Jair Oliveira (Geraldo), Vanessa Gerbelli (Dora), Charlis Fricks (Caio), Genésio de Barros (Davi - no presente), Arthur Kohl (Dico - no presente), Antônio Pedro (PC - no presente), Bene Silva (Geraldo - no presente), Augusto Madeira (Manolo), Cacá Amaral (Almirante), Michel Bercovitch (Leon), Renato Borghi (Cônsul Carlos José), Kevin Gall (Oficial da imigração), Daniel Lentini (Assistente de direção de Dico), Haythem Noor (Taxista indiano), Craig DiFrancia, Teddy Sears, Regina Remencius.
Direção de Walter Lima Jr. Lançamento (Brasil): 2008

Curiosidades
- O orçamento de Os Desafinados foi de R$ 7 milhões.
- Foi gravado nos estúdios Renato Aragão, recém-adquiridos pela Rede Record, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

Nota do Baú:
Um filme para ser visto e revisto, a maestria como vai surgindo no filme temas relacionados a política, boemia, amizade, envolvendo o público, com música de primeira qualidade, texto, direção perfeitos, uma atuação de primeira, como não poderíamos esperar diferente, tendo base no elenco escalado. Imperdível!!!
 
Thiago do Santos, do Blog:
Baú do Thiago

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estréia com Super Banda


Deixem eu me apresentar: Edson Vinícius, paranaense, estudante de direito, conhecido do Fábio de algum lugar obscuro da internet. Convidado pra escrever nessa maravilhosa Zine, vejo uma oportunidade de voltar a escrever. Obrigado pela chance.
John Lennon foi o vocalista e guitarrista, Eric Clapton guitarrista, Keith Richards, que embora seja guitarrista dos Rolling Stones de profissão e pai de pirata nas horas vagas*, assumiu o baixo, e Mitch Mitchell, baterista da banda The Jimi Hendrix Experience, estava com as baquetas da banda. Essa banda era The Dirty Mac.
Não, realmente não foi exatamente uma banda de verdade. The Dirty Mac fez uma única apresentação, no especial Rolling Stones Rock and Roll Circus, comandado pelo pé-frio Mick Jagger (deve ser por isso que foi a única apresentação), que foi ao ar na TV inglesa em 1968. Escolheram tocar o bom e velho blues na apresentação, a primeira música foi Yer Blues (White Album), dos Beatles. Os outros Beatles que me perdoem, mas a versão Dirty Mac ficou espetacularmente mais maravilhosa.
Mas nem só de Mick Jagger se fizeram as trevas da Super Banda. Yoko Ono, aquela (insira um palavrão de sua preferência aqui), estava lá marcando presença. A música foi Whole Lotta Yoko, que também participou o violinista Ivry Gitlis. E a maravilhosa letra consistia, literalmente, apenas em gemidos. Bem, estamos no Planeta Terra. Aqui, nada é perfeito. Quer prova maior que essa?
Um encontro desses jamais poderia passar em branco. Isso é arte, é história! Não poderia começar escrevendo sobre qualquer coisa, né?

*Pra quem não lembra, Keith Richards interpretou o pai do Jack Sparrow, no filme Piratas do Caribe 3

@proparoxitono

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A esquecida do Cinema




Por estarmos mais habituados a ler imagens do que a ler sons, quando vamos ao cinema, nosso foco, na maioria das vezes, é o que vemos e não o que ouvimos.
A trilha sonora tem, quase sempre, um papel secundário quando o assunto é esse ou aquele filme, mas por que é, então, que quase sempre saímos do cinema com o tema-canção do filme na cabeça? Por que imagem e som caminham juntos. A trilha sonora tem tanta importância quanto seu correspondente visual, uma completa a outra para que os efeitos desejados pelo diretor sejam (hipoteticamente) alcançados.
Mesmo na época do cinema mudo, orquestras, pianistas e outros músicos criavam canções que eram executadas no momento em que os filmes eram projetados. O próprio Charles Chaplin compunha trilhas sonoras para acompanhar suaas projeções, tamanha era sua preocupação em relação aos sigficados que o filme teria com ou sem determinadas músicas.

Não é à toa que, muitas vezes, quando nos lembramos de determinado filme, o primeiro elemento que nos vem à cabeça é a música que o marcou:
Nos Embalos de Sábado à Noite (1977) fez da canção “Stayin’ Alive” - Bee Gees um clássico, Dirty Dancing – Ritmo Quente (1987) consagrou “The Time of My Life” - Bill Medley e Jennifer Warnes, assim como Titanic (1997) com “My Heart Will Go On” - Celine Dion, entre muitas outras, marcaram produções cinematográficas.

Deixando de lado as canções já consagradas pelo cinema (e que todos conhecem), temos, abaixo, cinco filmes atuais que, a meu ver, tem trilhas sonoras marcantes e tão importantes quanto os próprios filmes:

Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (O Fabuloso Destino de Amelie Poulain – 2001, Jean-Pierre Jeunet)– Todas as canções do filme foram compostas por Yan Tiersen e são, igualmente, maravilhosas e facilmente reconhecíveis em qualquer lugar.

(500) Days Of Summer (500 Dias com Ela – 2009, Marc Webb)– “US”, Regina Spektor. O filme conta com uma trilha sonora que vai de The Smiths à Carla Bruni, mas a canção mais marcante é esta da Spektor, quando se ouve, não tem como não se lembrar de Tom querendo Summer desesperadamente.

La science des Rêves (Ridiculamente traduzido para “Sonhando Acordado” no Brasil – 2006, Michel Gondry) – “I Sing, I Swim”, Seaber. Não foi à toa que o filme ganhou o prêmio UCMF de melhor trilha sonora em Cannes.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças – 2004, Michel Gondry) – “Everybody's Gotta Learn Sometimes” interpretado por Beck. Joel: I can't see anything that I don't like about you. Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me. Joel: Okay. Clementine: [pauses] Okay.

Into the Wild (Na Natureza Selvagem – 2007, Sean Penn) – A trilha sonora foi composta por Eddie Verder, vocalista do Pearl Jam. Dispensa comentários.

E para você? Quais são as canções mais marcantes do cinema?




Maria Fernanda - SOM ALTERNA e .poegrafar

sábado, 7 de maio de 2011

Eu lhes trago música!

É assim, eu não sei vocês, mas eu não sei fazer NADA sem um "trilha sonora" (mentira até tem coisa que a gente esquece da música, mas com ela é sempre melhor.) ;P
Daí eu pensei que, ta faltando uma musiquinha pra felicidade desse blog, e aqui eu vou deixar dois links que estão sempre comigo (quando rola uma internet legal.) =D

O 1º é esse aqui: http://www.stereomood.com/ - Onde você escolhe o clima, ou a atividade que você ta fazendo e ele faz uma seleção de musicas bem legal, de acordo com o seu humor.
Obs: A grande maioria das musicas são gringas, mas são sempre muito boas. E você pode participar da construção desse banco de músicas infinito.

E o 2º é esse: http://grooveshark.com/ - Esse é mais pessoal, ele é um "buscador" de músicas e artistas do mundo todo, e aí você interage com o sistema, e pode compartilhar o que você ta ouvindo em qualquer rede social, além de pode criar suas próprias listas de músicas.
Obs: Você não é obrigado a criar um perfil, mas ele fica mais dinâmico quando você tem um.

Não sei se vocês já os conheciam, mas vim aqui humildemente trazer a minha contribuição ao Pasárgada.
Espero que gostem.
Para saber mais de mim, é só me procurar no Problemas Miúdos

Até mais.
Abraço.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Começamos!



Agora é pra valer. A volta do Zine Pasárgada está confirmada, com tudo!

O retorno, à primeira postagem e à proposta de mudar, foi muito positivo e, mais uma vez, confirmei o carinho pelo blog (que agradeço de novo).

Somos até o momento 7 blogueiros, unidos por aqui, autônomos e em grupo.
Aos poucos as caras vão aparecendo e nossa proposta toma corpo!

Então, recomeçamos! Amanhã já tem postagem...e que seja assim por muito tempo.
E, para possíveis futuros interessados, leiam o post anterior e comuniquem-se com a gente!
=)

.
Para marcar esse momento, relembro a primeira postagem do blog, que foi o editorial do Jornal impresso (idéia inicial do Zine), em agosto de 2007:

"O Zine Pasárgada nasceu de uma vontade e de uma necessidade. A vontade era fazer movimento influente e participativo na cultura literária, cinematográfica, quadrinística, musical, entre tantas. Um movimento que chamasse atenção e fosse produtivo e que ao mesmo tempo agradasse aos olhos e aos intelectos.

A necessidade era de fazer o mesmo movimento, mas que nesse processo existisse espaço para incluir “sangue novo”. Para fugir do vício dos espaços que gotejam sempre as mesmas idéias, personagens e opiniões.

Eis então Pasárgada! Um espaço alternativo de divulgação de idéias, pessoas, tendências, estilos, parceiros... Sem pretensão de ser um jornal, sem diminuir a importância de um Fanzine...

Que sejamos todos os protagonistas deste momento."

Amém!

é sempre uma satisfação!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quase Nada

Sempre gostei dessa canção do Zeca Baleiro, com letras da poetiza Alice Ruiz.

Faz parte do disco "Líricas", belíssimo de cabo a rabo, com canções absurdamente lindas, como "nalgum lugar", que é um poema de E. E. Cummings, traduzido e musicado, "blues do elevador", uma balada de ode a solidão, e "brigitte bardot", uma solene e delicada tentativa de tradução do sentimento intraduzível da saudade. (clique nos títulos, ouça e/ou baixe)



O interessante desse álbum, é que no final do encarte, Zeca Baleiro conta a história de cada uma das canções... o que lhe inspirou, de onde tirou as letras e até as melodias.

Logo que comprei o disco e vi isso, me incomodou.
Estranho saber disso tudo...

As músicas, no geral, são feitas com sentimentos e histórias de cada compositor em um momento específico e único. Isso não é novidade.

A questão é que, como as poesias, após publicadas, já não pertencem mais ao autor. Essas são dos leitores (no caso das musicadas, dos ouvintes), que se apropriam delas para si e para os outros...

Como o cara, que escolhe sua trilha sonora do carro, e seus caronas reconhecem as músicas como sendo as "do carro do fulano".

Ou os casais, que elegem uma música para marcar como deles. Alguma letra que retrate a busca pelo amor, o encontro, ou mesmo uma desventura qualquer dos amantes em questão.

Uma canção que te lembra de alguém, já não é uma canção de determinado artista, mas sim, da pessoa a qual ela traz lembranças.

A música que te lembra a infância, é aquela que foi sua em um momento de diversão, e hoje é sua em nostalgia.

Quem é o compositor, de quem é a versão, em que albúm ou em que ano foi publicada... pode até ser importante, curioso, relevante... mas não muda o essencial, a música é sua (ou dela, ou nossa)!

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Bem... hoje me lembrei da canção do Zeca e de seu CD (que estou ouvindo), além do detalhe no encarte...

Essa letra tem algo especial pra mim, nesse momento muito mais...

saca só a letra:



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Quase Nada

De você sei quase nada...

Pra onde vai, ou porque veio?
Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho...

Será um atalho ou um desvio?

Um rio raso, um passo em falso?

Um prato fundo pra toda fome que há no mundo?

Noite alta que revele, um passeio pela pele.
Dia claro madrugada...
De nós dois, não sei mais nada!

Se tudo passa, como se explica, o amor que fica nessa parada?
Amor que chega sem dar aviso, não é preciso saber mais nada!

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e curioso, carregado de meu significado para essa canção, fui, cheio de dedos, ver o que Zeca Baleiro havia dito sobre ela...

e eis que: "... uma canção sobre as incertezas do amor."

Grande Zeca, nessa concordamos.


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quase tudo de satisfação.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pequeno Mapa do Tempo

Belchior

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Eu tenho medo e medo está por fora! O medo anda por dentro do teu coração...

Eu tenho medo de que chegue a hora, em que eu precise entrar no avião.

Eu tenho medo de abrir a porta, que dá pro sertão da minha solidão.
Apertar o botão: cidade morta!
Placa torta indicando a contramão...

Faca de ponta e meu punhal que corta,
E o fantasma escondido no porão.

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo que Belo Horizonte, eu tenho medo que Minas Gerais...

Eu tenho medo que Natal, Vitória,
Eu tenho medo Goiânia, Goiás,
Eu tenho medo Salvador, Bahia,
Eu tenho medo Belém do Pará.

Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo.

Eu tenho medo... eu tenho C eu digo A

Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife,
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá,
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza!

Medo Fortaleza, medo Ceará

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo e já aconteceu. Eu tenho medo e inda está por vir.

Morre o meu medo! E isto não é segredo: Eu mando buscar outro lá no Piauí!

Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí!

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O gênio, fanhoso, poeta!

por ora, não me tragam mais medo.