Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

King Jeremy, the Wicked

"Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu." Gênesis 3:6

8 de janeiro de 1991. O garoto Jeremy, de poucos amigos, tímido, que estava sempre triste, estava especialmente depressivo aquele dia. Ele já sabia o que ia fazer. Havia pegado suspensão um dia antes, junto com uma das suas poucas amigas, Lisa Moore. Ela estranhou quando ele trocou o final dos seus bilhetes que sempre dizia "responda" por "até mais tarde". Mesmo depois da suspensão, Jeremy estava atrasado. Chegou cabisbaixo na escola, como sempre. A professora o mandou pegar uma autorização do diretor pra ficar na aula, já que já eram mais de 9:30 da manhã. Ele saiu, às 9:45 ele estava de novo na sala:
- Senhorita, eu peguei o que fui buscar.
Ele não mostrou a autorização. Ele sacou uma .357 Magnum e, antes que qualquer aluno ou a professora pudesse ter alguma reação, suicidou na frente de todos seus colegas.
Jeremy Wade Delle, 15 anos, virou apenas uma pequena nota no jornal. Ninguém sabe o que exatamente o levou a isso, e jamais saberão.
Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, viu essa nota. Achou que era muito pequena pra algo tão grave, quis mostrar a história pro mundo. Afinal, ele próprio já havia passado por algo parecido. Um garoto chamado Brian, que Vedder havia brigado na 5º série, entrou na sua aula de oceanografia e atirou em vários colegas.

"Veio de um pequeno parágrafo em um papel, significando que você se mata e faz um sacrifício como forma de vingança. É só o que você vai conseguir, um parágrafo no jornal. Dezessete graus e nublado numa vizinhança suburbana. Esse é o começo do clipe, que é igual ao final do clipe, nada acontece… nada muda. O mundo continua e você se foi. A melhor vingança é viver e provar que você consegue. Seja mais forte que aquelas pessoas. E aí você poderá voltar."

Assim definiu Vedder.



* "Quando eu estava no ginásio, em San Diego, Califórnia, eu conheci uma pessoa que fez a mesma coisa, só que ele não se matou, mas acabou dando uns tiros numa turma de oceanografia. Eu me lembro de estar nos corredores e ouvir a respeito, e eu realmente havia implicado com o rapaz no passado. Eu era um quinto-anista bem rebelde e acho que brigamos ou algo assim. Então é um pouco sobre um garoto chamado Jeremy e é também um pouco sobre um garoto chamado Brian que eu conhecia mas não sabia quem era...a música, eu acho que diz muito. Eu acho que chega a algum lugar...e muitas pessoas interpretam de forma diferente e foi só recentemente que comecei a falar a respeito do verdadeiro significado e espero que ninguém se ofenda e acredite em mim, eu penso em Jeremy quando canto." Eddie Vedder
*Esse não foi o primeiro clipe da música. Antes, o fotógrafo Chris Cuffaro dirigiu um outro. A gravadora Epic recusou. Chris vendeu toda sua mobília e metade da sua coleção de guitarras pra financiar o clipe. E mesmo assim essa versão da gravadora ficou melhor.
*Reparem que no clipe (oficial, da gravadora) ninguém se mexe, só a banda, Jeremy e a professora, no final, quando vai pegar a maçã. É a única interação de personagens.
*A citação de Gênesis 3:6 aparece no clipe, refere-se à criação do pecado.
*Grunge is Alive!
*Perdão por não manter toda semana os posts. Mas sabe como é final de faculdade de direito, TCC, exame da ordem, estágio... Ta facio pa ninguem.

@proparoxitono

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Kansas


Os anos 60/70 foram, com certeza, os mais revolucionários da música.


Kansas, uma das responsáveis pelo sucesso do progressivo nos anos 70, embora fosse mais rock'n roll (como a atualmente famosa, graças a série Supernatural, Carry On my Wayward Son) que as outras do estilo, como Pink Floyd, Yes e Jehtro Tull. Era também adepta das músicas de 10 minutos (The Pinanacle, Song for Ameria), ou mais, como as outras bandas citadas. Manteve a essência psicodélica e de sons fora do comum.
A banda teve um começo conturbado. Dave Hope, Phil Ehart e Kerry Livgren com outras 4 pessoas montaram o Kansas. Então Ehart saiu, depois Hope e esses dois montaram uma outra banda, a White Clover. Então, já para essa nova banda, convidaram o Livgren, já que o antigo Kansas havia terminado. E já que eles se reuniram de novo, adotaram novamente o nome Kansas. Ainda contaram com Robby Steinhardt (o cabeludo do violino), Steve Walsh e Rich Williams.
Então, em 74 saiu o primeiro disco já de muito sucesso. A banda cresceu, fazia grandes shows. o que melhorou ainda mais dois anos depois, com o hit já citado Carry On My Wayward Son.
Ainda no começo da banda, em 77, no álbum Point of Know Return, veio a sua música mais famosa, a balada puxada por violinos (que é um instrumento bem estranho pra ser fixo numa banda de rock, mesmo sendo progressivo) Dust in the Wind. Essa música foi regravada pelos Scorpions, Muppets Baby e até a versão pseudo-sertaneja-hétero-gostosa da Ana Carolina, a Paula Fernandes, entre milhares de outras.
Já em 1980, Livgren encontrou Jesus. Hope também. Começaram numa coisa meio gospel, que Walsh não gostou e saiu. Então entra o Elefante na banda. John Elefante também tinha encontrado Jesus. Nessa época, Kansas já não atingia o grande público, mas o evangélico, apesar de ainda conseguir emplacar o clássico de tantas coletâneas da Som Livre, Play the Game Tonight.
Mas daí a banda começou a ruir. Só voltou em 1986, com Steve Morse (atualmente guitarrista do Deep Purple) na banda. Dessa vez não tinha um violinista. Dessa vez era Rock'n Roll mesmo. Infelizmente o feeling Hard Rock não emplacou nenhum sucesso.
Desde então, apesar de teoricamente ainda existir, o único bom momento do Kansas foi a gravação do disco Always Never the Same, com a London Symphony Orchestra, em 98, onde gravaram seus grandes sucessos e até uma música dos Beatles.
Tinha alguma coisa naquelas décadas. Mesmo os clássicos que sobreviveram a elas, nunca mais alcançaram o mesmo nível. Nem Pink Floyd, nem Rolling Stones, Deep Purple, Ozzy Osbourne ou qualquer outra banda clássica ou cantor de sucesso nos 60/70. Tinha alguma coisa mística no ar.



* Isso foi o que restou do Kansas
* Kansas foi uma ideia oferecida por Tainá Oliveira

@proparoxitono

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu e eu mesmo

No dia 20/06/1987 nascia uma pessoa. Pessoa essa que eu costumo a chamar de "Eu".
É, hoje é meu aniversário. E graças a tal data, resolvi liberar meu egocentrismo e falar de, adivinhem só, Eu mesmo! As minhas músicas favoritas e que fizeram a trilha sonora da minha vida.



Seja no futebol ou na música, Clássico é clássico e vice-versa. Não existe nada melhor que um clássico. Uma música que atravessa gerações não pode ser ruim. Seja clássico do rock, folk, pop, sertanejo e até funk. Mas, especialmente no caso do rock, entre as décadas de 40 e 80, provavelmente por causa de alguma divindade que resolveu passar por essa Terra, a coisa é ainda mais forte.
Todos conhecem Pink Floyd, mas não sua obra e sua verdadeira grandiosidade. Fundado por Syd Barrett (1946-2006), um jovem gênio da música que enlouqueceu aos 21 anos, provavelmente pelo excesso de LSD (reza a lenda que ele colocava um já na xícara de café, de manhã). Depois que, ao vivo num programa de TV americano, ele simplesmente não se mexeu diante das câmeras, ele foi ensaiar com a banda e descobriu que ele não estava mais nela. Não saiu do jeito mais honroso possível, mas não poderia receber homenagem melhor da banda, Shine On You Crazy Diamond (Crazy Diamond era seu apelido) é a homenagem mais linda que ele podia receber.
Nem todos que ouvem Another Brick in the Wall conhecem todo o disco, The Wall, que se torna uma obra totalmente diferente e maravilhosa quando ouvido inteiro, os dois discos, numa pegada só. Quem tiver a chance, deveria assistir o show do Roger Waters, ex-baixista e lider da banda, em Berlim, ano 1990. Participações especiais como Scorpions, Cyndi Lauper, Sinéad O'Connor e muitos outros.
Assim como aquele que eu considero como o maior disco de todos os tempos, Dark Side Of The Moon. Algumas fontes colocam ele como o disco mais vendido de todos os tempos. Nunca um disco liderou por tanto tempo a Billboard top 200. Não tem como eu citar uma música apenas do disco, ele deve ser ouvido inteiro, com o maior carinho do mundo. O disco merece.
Tem banda que já nasce uma super banda. Esse era o caso do Led Zeppelin. Pra se ter uma base, o menos lembrado deles, John Paul Jones, era o produtor da banda, e especialista em 15 instrumentos. Eu não sei se sei o nome de 15 instrumentos. Led Zeppelin foi muito além de Stairway to Heaven (o maior plágio da história). Nenhuma banda influenciou tanto o Rock and Roll quanto essa. Com rocks de riffs marcantes como Rock and Roll, Black Dog, Whole Lotta Love e Immigrant Song, músicas mais calmas como D'yer Mak'er, outras mais instrumentais como No Quarter e Dazed and Confused (a clássica que Page toca guitarra com o arco de violino), até músicas românticas como Thank You. Essa banda é demais.
E os Beatles? Não existe um ser humano no lado ocidental do mundo que nunca tenha ouvido. Apesar de mais pop, a banda consegue ser genial na montagem de seus discos. Abbey Road foi um fim digno para a banda. Sgt Peppers and the Lonely Heart Club Band, um marco na história dos Beatles, quando eles deixaram de ser a banda genial de um rock que já existia pra ser a banda genial de um rock que eles mesmos inventaram. Assim como em Magical Mistery Tour, disco que faz jus ao nome, é mágico (principalmente na versão americana do disco)!
Das músicas mais lindas que já ouvi, Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, ta no Top 3 fácil, acompanhando Drift Away, na versão dos Rolling Stones (e não Rolling Stones e Beatles, como dizem internet a fora. Eles não tocaram essa música juntos, na época da gravação, os Beatles já tinham se separado). Das românticas, I can't stop loving you, do Van Halen é sempre a primeira que me vem a cabeça. Good Vibrations, dos Beach Boys, tem vibrações únicas, tente escutá-la com um fone de ouvido e perceberá.
Enfim, poderia escrever dias sobre os grandes clássicos. Mas como diriam os fabulosos e criativos publicitários de super mercados, o aniversário é meu e quem ganha é vocês! Não, não vou fazer nenhuma promoção, mas esses clássicos são eu presente vocês. Se não gostaram, devolvam que eu aceito.



* Se Dark Side Of The Moon é o maior disco de todos os tempos, A Night At The Opera, do Queen, é o segundo.
* Freddie Mercury é o maior vocalista de todos os tempos.
* Jim Morrison é o maior Rock Star de todos os tempos.
* Pulse, do Pink Floyd, é o maior show de todos os tempos.
* Beethoven é Heavy Metal.
* Não posso deixar de citar Angra, que foi a banda que me levou pro mundo Rock e Metal.
* Sabbath Bloody Sabbath, do Black Sabbath e God of the Thunder, do Kiss, foram os primeiros clássicos que ouvi incansavelmente. Formaram quem sou hoje.