E depois de tanto tempo, cá estou.
Pode parecer a mesma desculpa de sempre, mas realmente o final da graduação, os estágios e todos os relatórios estão quase levando embora minha sanidade mental. Quase.
Hoje vim até aqui pra indicar a leitura de um livro que terminei de ler nesta semana (confesso que a descoberta foi um pouco tardia, pois o livro foi lançado em 1982) que foi indicada por uma querida professora, orientadora de estágio.
O livro chama-se "Feliz Ano Velho", do autor Marcelo Rubens Paiva. Muitos já devem ter lido ou até ouvido falar. Mas super aconselho a leitura para aqueles que ainda não o conhecem.
O livro chegou até mim devido ao meu campo de estágio, onde atuo com deficientes físicos, atletas de um time de basquete sobre rodas. Quando entramos em contato com essa realidade, que muitas vezes está distante de nós, tudo começa a se transformar, principalmente nossas opiniões e visões. Marcelo sofreu um acidente aos 20 anos de idade, quando pulou em um lago e bateu a cabeça em uma pedra, quebrando a 5ª cervical (C5), que o deixou tetraplégico. O livro foi escrito 2 anos após o acidente, e Marcelo conta tudo aquilo que passou naquele momento, que foi de mudanças radicais em sua vida.
O livro é completamente envolvente pois o autor conta toda a sua história de aluno universitário, suas aventuras, suas músicas, tudo aquilo que faz um outro universitário se identificar também. O contraste de alguém super ativo, cheio de expectativas para o futuro e com planos interrompidos nos coloca numa posição de angústia e de uma intensa reflexão de nossa vida.
Mas atenção: cuidado para aqueles que são cheios de pudor, porque o livro é regado de palavrões!
Mas é impossível você não dar gargalhadas enquanto lê.
Adorei o livro, me senti dentro da história. A experiência, mesmo que seja apenas da leitura, de poder saber aquilo que acontece na vida de uma pessoa que sofre um acidente e descobre que nunca mais irá andar, nos faz olhar diferente para aqueles que por tanto tempo tratamos com diferença. Deficientes vivem, deficientes se divertem, deficientes têm problemas, deficientes são pessoas, iguais a todos nós mas com necessidades especiais.
Pra minha experiência não só acadêmica, mas de vida também, considero a leitura desse livro um grande aprendizado. A obra é classificada como "romance", mas eu particularmente a consideraria como algo muito mais do que isso, pois além dela ser romântica e nos envolver, ela te ensina que limites físicos não são limites de vida.
Alguns fatos relevantes:
- Marcelo Rubens Paiva escreveu alguns livros depois deste, já produziu e dirigiu peças de teatro. Inclusive esta obra teve adaptações para o teatro e para o cinema, em 1987.
- É filho do deputado federal Rubens Paiva, que desapareceu durante a ditadura militar e não teve sua morte confirmada. Até hoje seu corpo está desaparecido.
- Marcelo produz até hoje, e faz publicações para o jornal Estadão.
Dados do livro:
Autor: Marcelo Rubens Paiva
Ano de publicação: 1982
Editora: O livro já foi publicado por várias editoras, e hoje em dia não está mais disponível. Porém, consegui a versão digitalizada neste link para quem tiver interesse.
Fica super a dica.
Abç... Patrícia. ( Blog | Twitter )
Zine Pasárgada foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.
O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.
O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.
Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
um pouco de poliamor
Um esboço, ou melhor, uma introdução - totalmente pessoal - ao poliamor:
Me aflinge que a idéia de amor - somente idéia, pois de fato ninguém o
consegue definir de forma concreta - também por ser um conceito abstrato
- ande tão junta daquilo que se chama de ciúmes. O enciumar acontece a
partir do momento em que a atenção que cremos que deveria ser nossa
passa a ser de outro. Mas é uma crença boba. Ciúmes está diretamente
ligado com posse, percebe? Tendemos a acreditar que quando sentimos
afeto por alguém, o alvo do afeto se torna pertence nosso. É essa idéia
que deve ser desconstruída. Um carinho sincero, sem obrigações, sem
cobranças, espontâneo como deve ser é muito mais honesto e consegue se
aproximar muito mais de uma idéia de relação saudável - coisa que os românticos vivem dizendo almejar.
Ninguém é de ninguém, é impossível controlar a afetividade - que está ligada a também emoções que não se concretizam - de forma plena. Desse modo, relaçõeS saudáveiS, concomitantes, se tornam possíveis a partir do momento que abrimos mão de nossa possesão, essa mania de querer demais aquilo que nunca será alcançado - expectativas realizadas através de exclusividade sentimental e entrega amorosa total. Sem opressão, sem possessão, com a única cobrança sendo a transparência e o respeito, assim! E tudo me indica que respeito se aproxima muito mais de liberdade do que de ardência em ciúme.
Acho que estou me tornando livre. E percebendo que os outros também o são.
No fim, ninguém é de ninguém, não é mesmo?
*
Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, me reapresento. Meu nome é Julia, sou feminista, poliamorista e dona de uma espiritualidade incerta. Não odeio homens, creio em relações monogâmicas (é... rs) e não sou satanista. Obrigada, e terei prazer em conversar com qualquer um que se interesse pelos assuntos em pauta =)
Beijo!
http://meusfigos.blogspot.com
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Ira

Mahatma Gandhi
[@tah_rox] Perder-se também é caminho
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Formatação
Ed Wert
Uma certa saudade
É o que eu sinto
De você
Já, tão cedo
Como a luz da manhã
Fico feliz
A vida terna
Eterno momento
Isso!
Sente que a vida é bela
Que está em você
E você nela
Então, divirta-se...
Amores
Maldades
Amar
Traz saudades
É surpresa
Sabemos o que virá?
Fica bem, fica feliz...
Uma certa saudade
É o que eu sinto
De você
Já, tão cedo
Como a luz da manhã
Fico feliz
A vida terna
Eterno momento
Isso!
Sente que a vida é bela
Que está em você
E você nela
Então, divirta-se...
Amores
Maldades
Amar
Traz saudades
É surpresa
Sabemos o que virá?
Fica bem, fica feliz...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Love is in the air
E lá vai-se o dia dos namorados. Mas nunca é tarde pra uma trilha sonora romântica.

O romance é tema de 95% das músicas. Realmente, não há nada mais poético que o amor, mas muita gente confunde isso com músicas depressivas (olha o sertanejo aí!). Amores que não deram certo as vezes dão boas músicas, mas não confundam. Numa data como hoje, é melhor exaltar os amores que estão dando certo.
Hoje é dia de dizer pro(a) seu(ua) namorado(a) "Eu te amo!". Se você não consegue parar de amar a pessoa, I can't stop loving you - Van Halen. Notem o final da música, que diz "hey Ray, what you say is true, I can't stop loving you", ele está citando a homônima de Ray Charles, que será também uma ótima pedida se seu amor gosta do estilo Old Songs.
Diga pro seu amor que gosta estar junto, e que quer ficar assim pra sempre. Stand by me, na voz de John Lennon (lembrando que não é originalmente dele) pode parecer clichê. Mas o amor é clichê! Something, composição do também Beatle George Harrison, que segundo Frank Sinatra é "a música mais bonita já escrita", fica ainda mais bela na homenagem póstuma ao compositor, quando Paul McCartney e Eric Clapton a cantaram. Impossível errar com essa música. Se Frank Sinatra era apaixonado por essa música, Paul McCartney escolheu outra: God Only Knows, dos Beach Boys, que Sir Paul disse ser sua música predileta, a número 1 no seu top 10. Beach Boys também cantavam outra que é tiro certo em qualquer situação romântica, Wouldn't it be nice.
Diga ao seu amor que a vida é melhor na sua companhia. La vie en rose, da francesa Edith Piaf, transforma qualquer jantar numa cena de filme (assim como Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, da clássica cena da dança de tango do filme Perfume de Mulher. Mas aqui cairíamos no erro de usar músicas tristes em momentos felizes). Can't take my eyes off you entra na lista dos melhores clichês.
Porém, se você não está se importando com a letra das músicas pra trilha sonora, basta ela ter um feeling romântico, Always - Bon Jovi; Iris - Goo Goo Dolls; Love of my life - Queen; Let's just kiss and say goodbye - The Manhattan (com a voz mais romântica da história, Barry White); Creep - Scala (música original do Radiohead); E, por que não, Torturas de amor - Waldick Soriano, o mesmo cara que compôs Dama de vermelho e Eu não sou cachorro não. Mas Torturas de amor é linda, garanto.
Agora, se seu namorado(a) prefere sertanejo universitário, baixa um cd do Jorge e Matheus. E meus pêsames.
* Eu procurei um vídeo dessa música sem essas imagens, mas não achei. Perdão.
* Elvis Presley é um cara pra horas específicas: se você andou fazendo cagada, Always on my mind, e se ele ou ela anda muito ciumento, Suplicious Mind.
* Eu não falei quase de músicas brasileiras. Então, por que não colocam algumas nos comentários?
@proparoxitono
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