Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

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quinta-feira, 8 de março de 2012

O Futebol Feminino no Brasil



8 de Março, Dia Internacional da Mulher. A data vem ganhando mais importância a cada ano que se passa, e as mulheres, que antes eram criadas e educadas para servirem a seus maridos, hoje estão brigando ''de igual para igual'' com homens por um emprego, por exemplo. E mais: entre as seis maiores potências do mundo, duas são presididas por mulheres (Alemanha, com Angela Merkel, e Brasil com Dilma Rousseff). Pelo visto, as mulheres atingiram a tão sonhada liberdade e igualdade que os homens desfrutam há muito tempo. Já no campo do esporte, especificamente no futebol, não há muito o que comemorar. O futebol feminino ganhou um enfoque maior do que tinha há uma década atrás, e hoje tem mais prestígio junto a sociedade, o que eliminou, em parte, o preconceito que havia com essa modalidade praticada por mulheres, já que uma das verdades universais há algum tempo atrás era a de que ''futebol é esporte pra homem''. Mas infelizmente, ainda falta muito para as mulheres se igualarem aos homens no mundo do futebol.

Seleção Brasileira de Futebol Feminino, duas pratas em Olimpíadas, diversos títulos continentais e com ótimas jogadoras defendendo a amarelinha. Mas o país parece simplesmente ignorar tais fatos. Mesmo com Marta em grande fase desde 2004, o Brasil não tem uma Liga Feminina de Futebol. Existem times... mas a CBF, que neste caso deveria se responsabilizar por tais competições, não organiza um simples torneio que dure toda a temporada. Pior: um dos grandes times femininos do Brasil, o Santos, fechou a ala feminina de futebol do clube para diminuir as despesas, a fim de conseguir honrar os 3 milhões mensais que Neymar ganha. Isso bem na hora em que o futebol feminino estava engrenando no país. Desculpas não faltam: empresários e investidores reclamam que o investimento feito na modalidade não dá lucro, clubes dizem que o futebol feminino não chama tanto a atenção dos torcedores, que não leva público aos estádios, que o custo do futebol masculino não permite ao clube gastar com ''supérfluos'' como o futebol feminino. Uma pena.

Sereias da Vila: Mesmo ganhando tudo, time feminino foi fechado.

Em consequência disso, nós torcedores, somos obrigados a torcermos pelas nossas mulheres (que muitas vezes demonstram muito mais raça com a amarelinha do que os homens) somente a cada 2 anos, quando há uma Olimpíada, ou Copa do Mundo, já que não podemos vê-las pela televisão regularmente ou nos estádios, pois atuam em países que realmente as valorizam, como Suécia, Suíça, Dinamarca, Japão. E a falta de investimento, somada ao preconceito que ainda existe contra o futebol feminino, resulta em um ciclo vicioso, que precisa ser quebrado o quanto antes, para que a prática se torne tão comum quanto outros esportes, ou até mesmo o futebol masculino.

O Brasil tem a sexta maior economia do mundo, somos ''a bola da vez''. É necessário que uma chance seja dada a todas as meninas que gostam de jogar futebol, e que sonham em defender nossa Seleção. Sem categoria de base, boas jogadoras se tornam raras. Sem incentivo de patrocinadores, fica difícil para os clubes investir nesta área. E sem investimento e publicidade nos meios de comunicação, torcedores não vão se interessar pelo futebol feminino. Sem interesse popular, a CBF não moverá um dedo para criar uma Liga Nacional de Futebol Feminino. E sem isso, nossas jogadoras procurarão clubes na Europa Ou seja: o Brasil é um grande celeiro de boas garotas que jogam futebol. Cabe agora aos clubes, investidores e CBF se unirem para dar uma boa chance para as mulheres brasileiras mostrarem seu valor aqui mesmo, em terras tupiniquins. Caso contrário, continuaremos torcendo pelas nossa garotas apenas de dois em dois anos. Hoje é dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. No futebol, pelo menos, ainda há muito o que conquistar.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os Acontecimentos de 2011 e as Expectativas para 2012 no Futebol


2011 terminando, 2012 prestes a começar. Com a chegada do fim de ano, aumentam as reflexões sobre o ano que passou (no caso, 2011), a fim de ver aonde está o erro, e como corrigí-lo. E no mundo do futebol não é diferente. Para os Corinthianos, o ano foi muito bom, pela conquista do pentacampeonato Brasileiro. Para os Santistas, então, nem se fala: o clube se sagrou campeão paulista, campeão da Libertadores, e conseguiu segurar Neymar, um dos melhores atletas desde Ronaldo, aceitasse uma proposta para permanecer no Brasil, e ajudar a fazer o nosso país, o ''país do futebol'', e não só o país dos craques. Se o ano foi bom para Neymar, Ganso terminou do lado oposto ao que começou 2011: com a imagem arranhada por várias especulações em torno de sua saída do Peixe, lesionando-se em momentos importantes, e sem a certeza de que é o camisa 10 do Brasil.


Tite foi um dos responsáveis diretos pela conquista do Penta Brasileiro pelo Corinthians.


Neymar: jogou muito em 2011 e fica até 2014 no Santos.

Já para São-Paulinos e Palmeirenses, 2011 deve ser esquecido (ou lembrado, para que ão comentam os mesmos erros): Tanto Palmeiras, quanto São Paulo decepcionaram nos campeonatos que disputaram, e tornaram públicas as crises internas, muitas vezes ocorridas por conflitos de poder na diretoria. Erro inadmissível, para clubes que querem voltar a ser os melhores do Brasil.

Por falar em Brasil, a nossa Seleção Brasileira não anda lá essas coisas. Mano Menezes fez a tão pedida ''renovação'' na Seleção, e em um ano e meio de trabalho, ainda não tem um grupo, ou um time formado. A principal aposta da CBF são as Olimpíadas de Londres, em agosto de 2012. O Brasil tem 11 bons jovens jogadores (incluindo Neymar, Lucas e Leandro Damião), capazes de trazer o único título que ainda falta ao Brasil. Mas já vimos esse filme: Brasil vai às Olimpíadas com um ótimo time, e perde para um adversário inesperado (mas na verdade perde para a pressão de conquistar o ouro). É torcer para que o Brasil, finalmente, consiga a tão sonhada medalha de ouro em 2012. No restante, ainda faltam alguns pontos a serem resolvidos por Mano, como a titularidade de Ganso, a inclusão de Kaká no time titular, e definir se a Era Robinho na Seleção chegou ao fim ou não. Esses são pontos imprescindíveis para que Mano encontre um grupo para vencer a Copa do Mundo de 2014, aqui no Brasil.

Antes unânime como 10 do Brasil, Ganso não fez um bom 2011.

Outros pontos positivos e negativos a serem lembrados: Lucas, apesar de ter feito bons jogos, fez uma temporada inconstante; se quiser uma vaga no time de Mano, precisará mostrar, em 2012, mais futebol, e ser um jogador menos ''bipolar'' dentro de campo. Alexandre Pato ainda não se firmou como titular do Milan, e muito menos da Seleção Brasileira; precisa reencontrar seu futebol e sua regularidade, se quiser oportunidades para se firmar como camisa 9 do Brasil. Leandro Damião surgiu como uma (boa) alternativa para vestir a 9 do Brasil na Copa; da mesma idade de Pato (22 anos), tem boas chances de ser o titular de Mano nas Olimpíadas, já que seu concorrente parece estar mais preocupado com a (linda) namorada Bárbara Berlusconi, do que com seu desempenho dentro de campo.

Bárbara Berlusconi parece interessar mais a Pato do que a 9 da Seleção.

Damião: boa opção para ser o centrovante do Brasil.

Dedé surgiu como possível titular do Brasil, após realizar uma excelente temporada com o time do Vasco; rápido e forte, representa juntamente com Neymar, a nova cara dos bons jogadores brasileiros, que preferem permanecer no país, a ir para a Europa. Ronaldinho, apesar da boa temporada com o Flamengo, não parece muito disposto a alcançar uma vaga como titular na Seleção; para a torcida, ainda é uma esperança de ''futebol bonito''; já para mano, é (provavelmente) uma carta fora do baralho. Kaká teve mais uma temporada prejudicada por lesões; se o meia de 28 anos se recuperar fisicamente, são grandes as chances de ingressar no meio-de-campo do Brasil.

Dedé: uma das boas surpresas em 2011.

Lesões atrapalharam Kaká e os planos de Mano Menezes em 2011.

E o Barcelona.. bom, o Barcelona é simplesmente o melhor time do mundo, e certamente um dos melhores de todos os tempos. Guardiola fez funcionar a filosofia da posse de bola no time catalão, maneira de jogar que já vinha sendo desenvolvida desde 1975, com a chegada do holandês Cruyff (o maestro da Laranja Mecânica, que encantou o mundo nas Copas de 74 e 78), no início como jogador, e posteriormente como treinador. E apesar das inúmeras reverências a Messi, o ''Cruyff'' deste Barça é o meio-campista Xavi, que do alto de seu 1,70m, joga um futebol espetacular. Não é à toa que todos os gols e boas jogadas do time ccatalão passem por seus pés. Hoje, o Barça depende mais de Xavi, do que de Messi. E Messi depende mais do Barça, do que Xavi. Apesar disso, a equipe catalã, que conta com oito titulares formados em La Masía (time de base do Barça), já escreveu seu nome no hall das melhores equipes de todos os tempos, por mostrar que investimento na base dá resultado, e também por mostrar a todos que é possivel ganhar e impressionar ao mesmo tempo.

Messi e Xavi são os grandes responsáveis pelo Barça estar aonde está hoje.

Ninguém sabe o que 2012 nos reserva. Pode ser que apareça um novo Neymar, um novo Messi, para encantar o mundo. Pode ser também que um desses jogadores, que estão no auge, se machuque e nunca mais volte a jogar da mesma maneira. Mano Menezes pode sair do comando da Seleção Brasileira. O Corinthians pode ganhar a Libertadores. Enfim, as possibilidades são infinitas, já que ''o futebol é uma caixinha de surpresas''.
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Gostaria de agradecer pelos vários elogios, críticas construtivas e apoio que recebi desde que publiquei meu primeiro texto. Gostaria também de agradecer ao Fábio, pelo convite para eu escrever aqui no Zine Pasárgada, e posso dizer que isso foi uma das melhores coisas que me aconteceram esse ano. Encerro por aqui as minhas atividades em 2011. Em 2012 tem muito mais! Bom Ano-Novo a todos! @leoglopes

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

À Espera de um Milagre.



De 8 a 18 de dezembro, acontece o Mundial Interclubes da Fifa, torneio que reúne os campeões de seus respectivos campeonatos continentais. Antigamente, o torneio reunia apenas o campeão euroupeu e o campeão sul-americano, mas para fazer o politicamente correto (e também para abrir as portas a clubes bancados por magnatas do petróleo, caso do Al-Sadd, do Catar), desde 2005 clubes de todos os continentes participam do torneio, o que não significa que todos saibam que a final será entre um sul-americano e um europeu (ainda acredito que o Internacional só perdeu para o Mazembe em 2010 pois entrou com a cabeça já na final, e esqueceu de jogar bola na semi-final), muito superiores tecnicamente aos demais clubes. Algumas pessoas reclamam que a semi-final dá menos tempo de preparação aos atletas, que tem de se acostumar ao fuso-horário do Japão. Mas as semi-finais tem um ponto positivo: permitem ao adversário analisar tecnicamente e taticamente o possível rival da final, mesmo eles não jogando 100% de seu futebol nas semi.

E o Santos estreou com vitória ontem sobre os nove japoneses e dois brasileiros do Kashwa Reysol, do Japão. Com gols de Neymar, Borges e Danilo, o alvinegro praiano tomou leve pressão no final do jogo, e mesmo sofrendo um gol no segundo tempo, o Santos se manteu sempre superior ao Kashiwa. Porém, surgiram comentários de que ''se o Santos jogar dessa maneira contra o Barcelona na final, vai perder de goleada''. É óbvio que existem pontos a serem melhorados na equipe de Muricy Ramalho. O Santos teve menos posse de bola do que o Kashiwa, dado preocupante, pois desde março de 2008, o Barcelona não perde na posse de bola para um adversário em um jogo. Muricy sabe que é impossível seu time ter mais posse de bola que o Barcelona. Mas se não melhorar nesse quesito, as chances de um milagre ocorrer no domingo diminuem drasticamente. Outro ponto que deve ser revisto é a ligação entre meio-campo e ataque santista. Ganso e Elano, responsáveis por esse quesito, fizeram boa partida na terça, mas precisam melhorar, e em hipótese alguma errar passes, se quiserem fazer história no domingo. Já Neymar... esse não precisa de comentários. Sua função no campo é fazer a equipe funcionar, assim como ajudou (e muito) o Santos contra os japoneses, ora buscando o jogo no meio-campo, hora atuando como um ponta que puxava a marcação para onde ele fosse.

Neymar, jogando como ponta esquerda, marcou o primeiro gol da vitória santista pelo meio, e de perna esquerda.

Já o Barcelona mostrou seu mesmo futebol de sempre, ou seja: deu show, mostrou um entrosamento espetacular, e ainda garantiu a goleada sobre o Al-Sadd, do Catar. Isso com o time misto, já que jogou sem o seu melhor zagueiro (e um dos melhores do mundo), Piqué; sem um dos melhores apoiadores do mundo, Daniel Alves; e sem o melhor articulador do mundo (sem sombra de dúvidas), Xavi. Ou seja: o Santos vai ter de ralar, suar a camisa, mostrar raça, e acima de tudo, ser inteligente taticamente para parar o ''El Carrossel'' de Pep Guardiola, e fazer história no domingo.

Barcelona, mesmo com time misto, deu show e aplicou goleada sobre o Al-Sadd, do Catar.

O Barcelona atual joga em um 3-4-3, em função da tática do adversário, já que hoje o 4-2-3-1 é o esquema mais usado mundialmente. Puyol marca o ponta direita, e não sobe para apoiar, deixando o jogador ''inútil'' na marcação, assim como faz Abidal, este com mais liberdade, na esquerda. Piqué é o líbero e marca o centroavante; Flutuando entre os zagueiros, fica Sérgio Busquets, que pega a sobra e por vezes marca o armador adversário. Daniel Alves atua como um ala direito, não deixando o lateral adversário apoiar e ajudando (e muito) no ataque pelo lado direito. Pelo meio, Xavi articula todas as jogadas do time da Catalunha, armando, passando, cruzando, e deixando, por diversas vezes, os atacantes na cara do gol. Depois de Messi, é o jogador com quem o Santos deve tomar mais cuidado. Na esquerda, Iniesta faz o misto das funções de Daniel Alves e Xavi, ou seja: arma, passa, cruza, marca, e ainda finaliza, aparecendo como elemento surpresa lá na frente; Mais adiante, Cèsc Fábregas faz a função de armador clássico, e aparece de surpresa na frente constantemente para finalizar; e finalmente, Messi, que joga por ora na ponta direita, por ora como armador e até mesmo como ''falso ponta-de-lança'', vindo buscar o jogo entre os meias para conduzir a bola até o ataque, dando espaço para Iniesta e Fábregas aparecerem na grande área. Um outro detalhe importante de ''La Pulga'', é que ele é um gênio. Marcação individual dificilmente resolverá, e Muricy precisa encontrar um jeito de marcá-lo por zona, mas sempre com alguém na cola de Messi, para atrapalhar a vida do baixinho. Na esquerda, Pedro (ou Alexis Sánchez) faz a função de ponta, e por diversas vezes, aparece para finalizar na área como um centroavante. Fica o comentário de que o Barça joga como um carrossel, fazendo a bola rodar entre seus jogadores, que não tem posição fixa. O Santos perde o jogo se ficar assistindo ao Barça jogar, prazer que fica reservado para nós, espectadores.

Prévia do jogo tático que acontecerá domingo entre Santos x Barcelona.

Já o Santos joga em um típico 4-4-2, parecido com o que Dunga usou na Copa do Mundo de 2010, no comando do Brasil. A defesa conta com Danilo, que marca corretamente e apoia muito bem, Edu Dracena e Bruno Rodrigo, um zagueiro clássico e um rápido, respectivamente, e Durval na lateral esquerda, fazendo uma espécie de terceiro zagueiro. Como volante fixo, Henrique, que também sabe sair para o jogo. Arouca ajuda na marcação e ajuda na ligação entre defesa e ataque, função parecida com a de Felipe Melo no time de Dunga; Elano cumpre a mesma função em que jogou na Copa de 2010, apoiando, articulando, e também ajudando na marcação do time. Já Ganso é um meia clássico, camisa 10 em falta no futebol brasileiro, que articula, passa, chuta, organiza o time, e faz o último passe, aquele que deixa o atacante na cara do gol. Neymar atua em função mais ou menos parecida com a de Messi, só que pela esquerda. Ele por ora joga como um ponta, que puxa a marcação pela lateral e também pelo meio; também joga invertendo os flancos, o que confunde a marcação do time adversário; e assim como La Pulga, joga buscando o jogo no meio, solto no setor de meio-de-campo, para conduzir a bola até o ataque, abrindo espaço para os meias apoiarem e aparecerem no ataque. Borges joga como um típico camisa 9, fazendo o pivô e chutando (muito bem) de fora da área.

Resumindo, o Santos não terá vida fácil. Muricy precisa encontrar uma maneira de fazer o Santos chegar até o ataque, e não ficar refém de Neymar. Um gol no começo seria muito bom, assim como fez o São Paulo em 2005, contra o Liverpool. Se o Santos aproximar as linhas defensivas, marcar compactamente, errar poucos passes, aproveitar as chances, e tiver um pouco de sorte, consegue fazer história no domingo. Não só pelo fato de ganhar o primeiro mundial após a era Pelé e também por conseguir vencer o melhor time do Barcelona de todos os tempos, fato que nem Mourinho, um dos melhores técnicos do mundo, juntamente com Guardiola, e o melhor no quesito tático, com o seu poderoso Real Madrid não conseguiu no sábado, em casa, pela Liga Espanhola. Mas sim por coroar uma geração de garotos, liderada por Neymar, que pode se sagrar campeã de quase tudo desde 2010, e mostrar que o Brasil, pode ser sim, o centro mundial do futebol, e não só um exportador de ótimos jogadores. Se o Santos conseguir a vitória no domingo, conseguirá uma das maiores vitórias na história do futebol mundial de todos os tempos, em todos os aspectos. Boa sorte aos Meninos da Vila.

Neymar é a esperança do Alvinegro Praiano.
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Os leitores mais assíduos do blog (acho né, hehe) que perceberam a minha ausência, principalmente quando fatos mais importantes no mundo do futebol aconteceram, como no ''Dia do Fico'' do Neymar e a conquista do Campeonato Brasileiro 2011 pelo Corinthians. Me desculpem, pretendo retornar a escrever, acredito que semanalmente, e esses temas não passarão em branco na retrospectiva que farei nos últimos dias do ano! @leoglopes

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A crise no São Paulo.


O São Paulo se destacou em sua história recente por ganhar muitos títulos. Estaduais, nacionais, internacionais... o clube vem se consolidando, desde 2005, como o melhor time do Brasil. Até 2008 tudo ocorreu bem. Mas a partir do início de 2009, o Tricolor deu início a uma queda em seu rendimento, que até hoje, não cessou. Na última quarta-feira, 26 de Outubro, o clube foi eliminado da terceira competição no ano(Sul-Americana), e ficou evidente que há uma crise interna no clube, causada, provavelmente, pela interferência do presidente Tricolor, Juvenal Juvêncio(o JJ), no time(e algumas vezes até dentro de campo). Na útima segunda-feira, foi contratado o 3° técnico da temporada, o explosivo Émerson Leão, que há um ano estava parado. Leão foi contratado com a missão de fazer o que, antes era obrigação, mas agora é dúvida; ou seja: classificação para a Libertadores 2012. Mas o time, que ''precisava de um choque'', como disse JJ, se mostrou o mesmo do ano todo, ontem, em solo paraguaio. E muitos começaram a questionar: até que ponto JJ e a diretoria interferem no rendimento dos jogadores dentro de campo?


Leão: chegou para acordar o time.

''Administração diferente, marketing diferente, futebol diferente. O São Paulo é um clube diferenciado dos demais''. Esta frase, dita pelo então presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ficou famosa. No auge das conquistas, em 2007, onde o clube já acumulava uma Libertadores(2005), um Mundial Interclubes(2005), e os Brasileiros de 2006 e 2007, o São Paulo era realmente um clube diferente. Apenas o Internacional poderia peitar o São Paulo, dentro do Brasil. Mas até 2008, o São Paulo reinou soberano no Brasil. O que poderia então acabar com essa hegemonia? A obsessão pela Libertadores. JJ queria mais do que tudo a conquista do título continental, mas Muricy Ramalho parecia patinar quando o assunto era mata-mata. E assim, o São Paulo foi eliminado em 2006(final), 2007(oitavas), 2008(quartas) e 2009(quartas) na Libertadores, sempre por clubes brasileiros. JJ então, não teve dúvidas: demitiu o técnico tricampeão brasileiro pelo Tricolor. E aí o São Paulo começou a descer a ladeira.

Muricy: Juvenal demitiu o ''Rei do Brasileirão''.

Com ''contratações cirúrgicas''(que mais pareciam pacotões de reforços aleatórios), rixas com presidentes rivais(Andrés Sanchez) e com CBF, por causa da questão Copa no Morumbi, o São Paulo foi se isolando cada vez mais dos outros clubes, graças ao JJ. Como se não bastasse, Juvenal ainda venceu as eleições do clube no ano passado, e hoje cumpre seu terceiro mandato como presidente do São Paulo. Mas a interferência do cartola dentro de campo parece ter chegado a um ponto sem volta. Como no caso de Rivaldo, em que JJ o contratou, o jogador derrubou dois técnicos, e com a chegada de Leão, foi barrado no elenco(e ao que tudo indica, com o apoio da diretoria). A crise política dentro do São Paulo, assim como a do Palmeiras, afeta o rendimento dos jogadores dentro de campo. E estes, mesmo ganhando bem, e sendo pagos para jogar futebol, não conseguem se concentrar em suas responsabilidades. Ainda mais no São Paulo, com um jogador com mais de 20 anos de clube, como Rogério Ceni, que é um líder dentro do elenco, e conta com o apoio de todos os jogadores.

Aposta da diretoria, até agora não jogou o esperado.

Todos achavam que o problema do São Paulo era o elenco(hoje o clube conta com um dos melhores, se não o melhor elenco do país, com reservas que poderiam ser titulares em qualquer clube do Brasil). Com o bom elenco, a culpa caiu no treinador(dois treinadores se foram, e o time continua com o mesmo futebol apático que vem apresentando desde o começo do ano). Agora todos se viram para onde está o verdadeiro problema: na diretoria, e na gestão de Juvenal Juvêncio. Com certeza, Juvenal Juvêncio usaria a frase-logo do Barcelona para expressar o ''seu São Paulo'': Mais que um clube. Mas hoje, o São Paulo é o contrário: Um clube a mais.

Juvenal Juvêncio, o JJ.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Palmeiras: time grande até quando?



Quando dizem ''clube grande'', normalmente pensamos em times que sempre brigam por títulos, se acostumaram a estar no topo da tabela, e com grandes jogadores no elenco. Mas ultimamente, é possível observar uma nova modalidade de clube grande: aquele que só tem história, e não tem presente. O maior exemplo disso é o Palmeiras. O Verdão, que chegou a ser considerado o ''Clube do Século XX'', não ganha um título a nível nacional há mais de 10 anos. Pior: O número de torcedores caiu, em relação à década passada, segundo levantamento feito no ano passado. Acostumado a disputar grandes torneios, sempre com grandes equipes, o Palmeiras não soube se modernizar, e por uma série de fatores(torcida impaciente, diretoria que expõe demais os jogadores, estes, por sua vez, com altos salários e baixo rendimento), o clube vive um momento decadente, e luta para não se tornar, uma ''nova Portuguesa'', ou seja: clube grande da capital que só tem história, mas atua como time pequeno.

Esta má fase do Palmeiras não é de hoje. Os mais velhos podem se lembrar com mais facilidade que, o último grande título do Palmeiras foi em 1999, com a conquista da Copa Libertadores da América. No ano seguinte, o vice-campeonato do mesmo torneio. O que era pra ser a continuação de um grande momento vivido pelo clube, se tornou um dos piores, se não o pior momento da história do Verdão: o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2002, com um time que contava com o recém-campeão mundial Marcos, o paraguaio Arce(um dos melhores cobradores de falta da história do futebol), o volante Galeano, entre outros craques. Em 2003, a disputa da série B fez com que o clube caísse um pouco na realidade: se não mudassem a forma com que administram o clube, viveriam mais momentos decadentes, como a passagem pela Série B. Um período regular em 2004 e 2005. E em 2006, com a volta do ''Animal'' Edmundo, novo patrocínio da Adidas, e mais dinheiro dentro do clube, todos os torcedores pensaram: ''agora vai!''. Mas não foi. O Palmeiras decepcionou na Libertadores de 2006 e 2007, e perdeu diversos jogadores importantes do elenco.


Libertadores 99: Palmeiras campeão com Felipão

Tudo estava prestes a mudar em 2009, quando assumiu a presidência do clube o economista Luíz Gonzaga Beluzzo, homem centrado, que tinha tudo para fazer com que o Palmeires voltasse a ser realmente um time grande. Mas não fez. Belluzzo se mostrou um homem despreparado para presidir um clube do porte do Palmeiras. Fez grandes contratações, torrou o dinheiro do clube, e teve de renovar com todos os jogadores do elenco, quando disse que ninguém sairia para a Europa no meio do ano. O resultado foi um dos maiores vexames da história do Campeonato Brasileiro: O Palmeiras, que havia liderado quase toda a competição, ficou em 5° no final, e nem vaga para a Libertadores do ano seguinte conseguiu. Problema resolvido? Não. Ainda houve o caso de agressão ao atacante Vágner Love por parte da torcida, o que intimidou possíveis contratações do clube para o ano seguinte. Além disso, restaram os ''elefantes brancos'' dentro do elenco: jogadores caros, que não tinham mais clima para estar no clube, como Diego Souza, e o técnico Muricy Ramalho. O Palmeiras estava em declínio.

Muricy: não obteve resultados no Verdão

Esta semana, houve mais um caso de agressão. Desta vez, a torcida resolveu tirar satisfações do volante reserva João Vitor. Sobrou para o garoto de 23 anos, que apanhou de torcedores(ou terroristas disfarçados de torcedores, como costuma brincar Tiago Leifert), insatisfeitos com o desempenho do clube. E estes, somados à diretoria do clube, que insiste em expôr tudo o que se passa dentro do clube. O resultado é vísivel: o clube simplesmente não consegue ganhar dentro de campo, mesmo com um dos melhores técnicos do país, e perde jogadores importantíssimos, como Kléber, pelo fato de não saber controlar a língua de seus dirigentes.

João Vitor: mais um agredido pela torcida

Na contramão disso tudo, temos o bom momento vivido pelos clubes do Rio: Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense. Todos estão entre os 6 primeiros, com jogadores que tem feito a diferença dentro de campo, mas sem tanto nome(com exceção de Ronaldinho e cia), o que representa uma folha salarial média. Ou seja: gasta-se o normal, e o time vai bem dentro de campo.

Santistas estão felizes com a conquista da Libertadores desse ano, e com Neymar e Ganso. Corinthianos estão satisfeitos com o time disputando o Campeonato Brasileiro todos os anos. São-Paulinos estão acostumados a ter grandes jogadores no time, este sempre disputando posições na parte de cima da tabela. E os Palmeirenses?

por: Leonardo Lopes(@leoglopes)

domingo, 2 de outubro de 2011

Brasil, o país da... economia.


A 27a rodada do Brasileirão 2011, ocorrida neste último final de semana, foi quente. E muito. Confronto entre líder e vice-líder; o retorno aos gramados do centroavante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, contra um dos times que briga pelo título, entre outros. Porém, o que se espera de um jogo de futebol é óbvio: espetáculo, gol, FUTEBOL, no melhor sentido da palavra, e não apenas grandes craques em campo. Entretanto, o que se tem visto ultimamente é uma movimentação muito maior dentro dos clubes, internamente, do que do próprio time dentro do gramado. E essa última rodada provou que há muita expectativa , e pouca resposta dentro de campo, ao trabalho que é feito na parte administrativa dos clubes brasileiros, de uma forma geral.

Há alguns anos atrás, seria quase impossível imaginarmos que alguns craques do futebol brasileiro poderiam atuar no Brasil, mesmo com alguma bola ainda para gastar na Europa. E mais inimaginável ainda seria ver craques que surgiram do nada, e se tornaram o melhor jogador de seu time, encantando o país e o exterior com suas jogadas, casos como os de Neymar e Lucas, rejeitarem propostas da Europa e continuarem em seus clubes no Brasil. Todos nós sabemos que, o que banca o retorno de nossos craques, e a permanência de estrelas no país, são os patrocínios, poder de compra da população... ou seja: a certeza dos clubes de que seu investimento terá retorno; e tudo isso só é possível pelo bom momento que a economia brasileira vive. Para facilitar, basta pegar o exemplo de nossos hermanos argentinos: a economia do país vive um péssimo momento, e isso reflete nos clubes: River Plate na segunda divisão, craques saindo antes de estourarem em seus clubes, liga nacional sem nenhum poder. Antes, nossos jogadores tinham de escolher entre a felicidade no Brasil(vide Romário e Edmundo), ou a independência financeira(Ronaldo, Rivaldo...). Agora, eles têm os dois aqui mesmo.


Em consequência disso, podemos facilmente, nos dias de hoje, acompanharmos duelos entre craques como Luís Fabiano e Ronaldinho, Neymar e Ronaldinho, Neymar e Lucas, e alguns que ainda estão por vir, como Adriano ''Imperador''. O problema é: com as contratações, muita expectativa é criada para que esses jogadores arrebentem dentro de campo, mas muitas vezes, vemos atuações apáticas, tirando um ou outro lampêjo de genialidade de alguns. Os jogadores brasileiros melhoraram de nível? Os craques que voltam da Europa, hoje, voltam em um ritmo lento, e se surpreendem com a melhora dos jogadores brasileiros? Ou hoje em dia a composição tática do time vale muito mais do que um ou dois bons jogadores?



Enquanto tentamos responder a essas perguntas, vamos acompanhando a acirrada disputa do Campeonato Brasileiro, que hoje tem 6 times que brigam para ser campeão, a 11 rodadas do fim... algo que nenhuma outra liga do planeta proporciona à seus torcedores. Devemos fazer a nossa parte agora: torcer, acompanhar nossos clubes, frequentar estádios, alimentar nossa paixão pelo esporte, pelo futebol, e sobretudo pelos nossos clubes, para que momentos como o de hoje no jogo São Paulo x Flamengo (que apesar de ter sido um jogo relativamente fraco tecnicamente, contou com público de 63 mil pessoas em uma tarde chuvosa, e que não contou com nenhuma briga dentro ou nos arredores do estádio, segundo a PM-SP) possam se repetir por muito mais vezes; e para que o futebol volte a ser visto como uma boa opção de lazer para famílias. Vale a pena para todos.
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Gostaria de me apresentar. Meu nome é Leonardo Lopes(@leoglopes), tenho 16 anos, e sou de Marília, interior de SP. O Fábio me convidou para escrever semanalmente no blog, me mostrou o projeto, e gostei bastante da ideia. Vou publicar textos aqui todo domingo/segunda-feira, sempre sobre futebol; ou uma análise entre o futebol e algo mais, como fiz nesse post. Espero que gostem!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Maldito Futebol Clube

Um filme para quem gosta de futebol!


Michael Sheen vive o controverso técnico britânico Brian Clough nesta trama ambientada entre o fim dos anos 60 e começo dos 70. Após conseguir colocar o time de segunda divisão Derby County no patamar dos grandes da Inglaterra, o técnico é convidado para treinar o rico e difícil clube Leeds United, substituindo seu arqui-rival, Don Revie (Colm Meaney), que acabara de ser convocado para comandar a seleção inglesa. Clough não conta mais com os conselhos de seu amigo de longa data e auxiliar técnico Peter Taylor (Timothy Spall) e assume uma difícil tarefa: comandar um time totalmente fiel ao seu antigo treinador e que, para piorar, acaba de ser esculachado pelo próprio Brian Clough em uma entrevista. A narrativa do filme costura o passado do técnico e sua campanha de vitórias ao lado de Peter Taylor com a sua ligeira experiência à frente do Leeds United. Clough fica no Leeds por apenas 44 dias, onde é despedido por seu trabalho sem sucesso. 


Não conhecia esta história, e o mais legal é quando você acha que Clough acaba derrotado no fim de sua carreira, mas descobre a história maravilhosa que construiu depois! E também a bonita amizade entre o técnico e seu amigo Peter, que terá seus desentendimentos e reconciliação.
A ambição também toma conta do drama, contando a história de um técnico que assume um time por uma vingança pessoal. 
Pra quem gosta de futebol, vai gostar também desse filme. O elenco é espetacular!
O charme inglês também é encantador! (rs)

Maldito Futebol Clube (The Damned United – 2009)
Direção: Tom Hooper
Roteiro: Peter Morgan baseado em livro de David Peace
Elenco: Michael Sheen, Timothy Spall, Colm Meaney, Mark Bazeley, e Jim Broadbent

Abç... Patrícia ( Blog | Twitter )

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E temos todos fome de bola...

 É realmente incrível o tempo que o futebol toma do brasileiro, seja para vibrar, provocar ou criticar. Claro que todos nós já percebemos isto, mas a cada vez que torno a voltar à um estádio isso fica muito mais evidente e cristalizado.

Nos 90 minutos vemos de tudo: alegria, indignação, raiva, euforia e tudo aquilo que o futebol pode nos proporcionar, mas a emoção é inerente a todos, tanto aos espectadores quanto aos jogadores. Emoções de lados opostos, emoções distintas, porém emoções.

Uns se calam num silêncio ensurdecedor, outros gritam até sua voz virar silêncio, a paixão muda de intensidade, a opinião crítica oscila no conhecimento, a expressão muda de cara. Mas todos estão lá, no sentido duplo do entendimento. Todos estão total ou parcialmente ali, com pouca ou muita atenção, mas estão. O futebol envolve, apaixona, irrita, entristece ou alegra, mas movimenta as emoções numa engrenagem completamente ativa e intensa, até você perceber que ele te invadiu sem precisar da sua permissão.

Dedico essa publicação ao querido Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba que parou sua cidade no último sábado com a conquista do Penta Campeonato da série A2 e que fez a cidade inteira perceber o quanto a emoção do futebol nos invade. Time guerreiro do interior caipira que está de volta à elite do futebol paulista, merecidamente.

Abç... Patrícia. ( Blog | Twitter ) 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Começamos!



Agora é pra valer. A volta do Zine Pasárgada está confirmada, com tudo!

O retorno, à primeira postagem e à proposta de mudar, foi muito positivo e, mais uma vez, confirmei o carinho pelo blog (que agradeço de novo).

Somos até o momento 7 blogueiros, unidos por aqui, autônomos e em grupo.
Aos poucos as caras vão aparecendo e nossa proposta toma corpo!

Então, recomeçamos! Amanhã já tem postagem...e que seja assim por muito tempo.
E, para possíveis futuros interessados, leiam o post anterior e comuniquem-se com a gente!
=)

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Para marcar esse momento, relembro a primeira postagem do blog, que foi o editorial do Jornal impresso (idéia inicial do Zine), em agosto de 2007:

"O Zine Pasárgada nasceu de uma vontade e de uma necessidade. A vontade era fazer movimento influente e participativo na cultura literária, cinematográfica, quadrinística, musical, entre tantas. Um movimento que chamasse atenção e fosse produtivo e que ao mesmo tempo agradasse aos olhos e aos intelectos.

A necessidade era de fazer o mesmo movimento, mas que nesse processo existisse espaço para incluir “sangue novo”. Para fugir do vício dos espaços que gotejam sempre as mesmas idéias, personagens e opiniões.

Eis então Pasárgada! Um espaço alternativo de divulgação de idéias, pessoas, tendências, estilos, parceiros... Sem pretensão de ser um jornal, sem diminuir a importância de um Fanzine...

Que sejamos todos os protagonistas deste momento."

Amém!

é sempre uma satisfação!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Campeão Absoluto desse ano!

Santos, Santos... GOL!



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Aposta na base e tiros certos: como o Peixe formou o time de 2010 - do Globo Esporte.com

Foi em torno dos garotos Neymar e Paulo Henrique Ganso que Dorival Júnior começou a montar o time que até agora conquistou dois títulos em 2010: o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, sendo o último nesta quarta à noite, com uma derrota por 2 a 1 para o Vitória. (assista ao lado a todos os gols da campanha). O técnico foi escolhido pelo presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro para remodelar o time santista. Assumiu o posto sabendo que a missão não seria fácil.

A virada de 2009 para 2010 foi um ponto de ruptura no Santos. Após dez anos seguidos à frente do clube, Marcelo Teixeira perdeu a eleição, mas deixou dois títulos brasileiros, um centro de treinamento moderno e a Vila Belmiro remodelada. No entanto, dívidas foram criadas e isso custou caro ao dirigente, que perdeu o cargo, e ao clube, que fechou 2009 no vermelho.

O Alvinegro iniciou 2010 devendo R$ 177 milhões. A nova diretoria assumiu o clube com a folha de pagamento atrasada três meses. O elenco contava com jogadores caríssimos, como Fabão, Adaílton, Fábio Costa, Rodrigo Souto e Léo, todos com salários em torno de R$ 200 mil mensais. O jeito foi fechar a torneira. À força. Adailton, Fabão e Souto deixaram o clube. Léo e Fábio Costa tiveram de aceitar diminuição de seus vencimentos em troca de prorrogação contratual. O goleiro permaneceu na Vila Belmiro, porém uma grave lesão no pé direito, que o deixou inativo por 14 meses, e o clima pouco amistoso com a nova diretoria contribuiram para que fosse negociado com o Atlético-MG.

Com a saída de Fábio Costa, a diretoria do Peixe chegou a sondar atletas renomados, como Dida, que deixou o Milan, da Itália, e Diego Cavalieri, reserva do inglês Liverpool. No entanto, após algumas conversas com esses e outros jogadores, a ideia de contratação foi deixada de lado. Felipe e Rafael ganharam o respaldo de Dorival Júnior. O primeiro começou como titular, mas perdeu a confiança do treinador após a Copa do Mundo da África do Sul.

Em suas primeiras reuniões com a nova diretoria santista, Dorival Júnior teve a impressão de que seu caminho seria bem mais árduo. Ele se apresentou ao Santos no dia 30 de dezembro. A pressa em montar um novo time era tamanha que o jeito foi começar na antevéspera do Ano Novo. Dorival foi buscar informações com amigos e pessoas do clube e recebeu o seguinte conselho: a montagem da equipe deveria ser feita em torno de Paulo Henrique Ganso e Neymar. Uma ou outra contração pontual e pronto. E assim foi feito.

A pré-temporada começou no dia 6 de janeiro. Logo de cara, Ganso e Neymar foram definidos como titulares. Em torno deles, Dorival encaixou na equipe jogadores experientes para dar sustentação aos meninos. Na zaga, dois atletas rodados: Edu Dracena, de 28 anos, que chegou ao Santos em 2009, vindo do futebol turco, e Durval, 29, que veio do Sport. Marquinhos, 28, meia com passagens por grandes clubes, como Flamengo e São Paulo, sem muito brilho, veio como homem de confiança de Dorival e se entrosou perfeitamente com os garotos. Foi quando o clube, num golpe de ousadia, conseguiu repatriar Robinho, que não estava bem no Manchester City. Com a ajuda de parceiros, o clube convenceu os ingleses a emprestar o Rei das Pedaladas por seis meses. A espinha dorsal do time estava quase formada. Faltava um volante.

Arouca apareceu bem em 2008, quando foi vice-campeão da Taça Libertadores pelo Fluminense. Volante que marca bem e tem ótima saída de jogo, ele foi contratado pelo São Paulo em 2009. No Morumbi, não teve muitas chances. Chegou a ser utilizado como lateral-direito, mas jamais conseguiu ser titular absoluto. Sem espaço no São Paulo, ele foi trocado por Rodrigo Souto no início deste ano. A princípio, muitos alvinegros torceram o nariz. Afinal, Rodrigo Souto, embora não estivesse vivendo uma grande fase no Peixe, ainda era um jogador importante. Hoje, ninguém tem dúvidas de que o Peixe fez um bom negócio. Tanto que em julho comprou os direitos sobre Arouca.

Completando o time, o polivalente Wesley e o atacante André. Wesley deixou o clube, no início de 2009, sem deixar muitas saudades. Foi emprestado ao Atlético-PR. Saiu como um meia atacante apenas razoável e voltou como um ótimo volante, que também sai para o jogo, bate bem a gol, é incansável, e, para alegria de Dorival, ainda quebra o galho na lateral direta. Já André começou o ano desacreditado. Com a saída de Kléber Pereira, a contratação de um camisa 9 tornou-se prioridade da diretoria e da comissão técnica. Todos reconheciam André como um jogador de potencial, mas ainda cru. Só que a contratação não vinha. Enquanto isso, André foi sendo escalado e desandou a fazer gols. Seu estilo combinou bem com os de Robinho, Neymar e Ganso. Hoje, sete meses meses depois, é jogador de Seleção Brasileira e está vendido para o Dinamo de Kiev, da Ucrânia.


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Um time que ainda vai me dar muito orgulho...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Santos Futebol Clube, 98 anos

por Mauro Beting


Mário Ferraz, Argemiro de Souza e Raymundo Marques. É muito provável que ao menos um deles tenha dado uma bela olhada para o Atlântico, lá de Santos, naquela noite de 14 de abril de 1912. Tinham a felicidade de um sonho real. Os tês haviam fundado o Santos FC. No mesmo dia em que, bem mais ao Norte, começava a afundar o maior navio do mundo. “O insubmersível” RMS Titanic matou 1517 passageiros horas depois.

A tragédia de quem pensou grande com enorme irresponsabilidade é típica dos que se acham e, logo, se perdem. Diferente daqueles idealistas que pretendiam fazer do novo clube o maior da cidade. Sem o delírio de ser o que acabou se transformando. O time do Pelé do futebol, o próprio Pelé. O clube que mais gols fez no futebol. O único com duas sedes. O maior campeão de uma cidade que não é capital nem da província. O primeiro clube paulista a marcar 100 gols (em apenas 16 jogos), em 1927. Um clube que não precisaria de Pelé para ser quase tudo isso. Uma equipe que foi muitas vezes montadas por filhos da terra e das areias vizinhas. Um clube que soube comprar pelo Brasil e pela América craques que fizeram o mundo cheio de gols e de outros Santos. Mas só um Santos Futebol Clube. Só um time de anjos. Só um clube que honrou todos os Santos e todo o futebol brasileiro e mundial.

O Titanic que morreu em 1912 é metafóra da presunção do Homem. O Santos que nasceu no mesmo dia é exemplo de que é possível conquistar o planeta sem perder a raiz. O Santos nasceu para subir a serra, conquistar o mar (e até explorar o espaço com o E.T. Pelé), e tomar e tornar o planeta como se fosse uma rua estreita próxima à Vila Belmiro. Por vezes o clube se perde num provincianismo tacanho, fechando-se em (tantas) Copas vencidas, esquecendo que o mar e o Leão dele não podem ficar confinados. O Santos é maior que Santos. Foi o maior da melhor época do futebol brasileiro e mundial – e não apenas por Pelé, pelo amor de Pelé! Escale os tantos Santos dos anos 50 e 60 para ver que quase tudo era possível para aquelas camisas brancas impossíveis.

“O time que ficou 45 minutos sem tocar os pés no chão”, na célebre definição da imprensa portuguesa para o esquadrão que goleou o Benfica, em 1962, no Estádio da Luz. A melhor imagem do maior time do mundo então. Quem sabe o melhor de todos os tempos e campos… Mas, se não for, e daí? Comparar tamanhos é questão menor. Se achar o tal é se perder como tal. É querer singrar e sangrar os mares como o Titanic. O Santos só não nasceu para ser um Titanic. Mas virou um transatlântico de luxo. Leva com ele, desde 1957, no primeiro gol Dele, Pelé, o destino de ser o time que privilegia o gol, a arte, a beleza. Quase tudo que estes meninos que não viram aquele Santos estão fazendo pelas novas gerações. Refazendo o que outros Santos já fizeram.

Está no estatuto do clube o gosto pelo gol, o apreço pelo apuro sem preço. O Santos virou reverente referência. É um patrimônio que ficou por mau tempo tombado. Mas que hoje, honrando a tradição, se reinventa e se renova com os Meninos da Vila Reloaded. O Santos não é só dos santistas. É de quem lotou o Maracanã para vê-lo bi mundial. É de quem enche o Pacaembu a cada jogo. É de quem sabe que, naquela noite de abril de 1912, o sonho de três rapazes era real. Mas eu duvido, com toda a razão e emoção, que eles imaginavam o que esse clube faria. Tenho a certeza que colossos do futebol mundial nasceram sabendo que poderiam conquistar o mundo como Titanics da bola. Mas ninguém foi mais longe que o time de Mário, Argemiro e Raymundo.

O 14 de abril de 1912 não deveria ser lembrado pela tragédia da companhia marítima White Star. O esporte precisaria louvar eternamente a estrela branca que surgiu nos campos naquela noite.
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parabéns ao gigante SANTOS FUTEBOL CLUBE.

"nascer, viver e no SANTOS morrer é um orgulho que nem todos podem ter"

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é uma enorme satisfação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tá explicado...

pronto, tá aí o motivo do Rubinho NUNCA ser campeão mundial...

direto do email da Bru Batagin!

sábado, 13 de junho de 2009

o que faz um time ser grande?

Há algum tempo essa questão faz parte dos debates em que estou inserido, sejam virtuais ou reais.

Em vários momentos pode-se constatar a parcialidade de torcedor, como não poderia deixar de ser. A questão é que dependendo dos critérios podemos chegar a comparações não reais.

Sou portanto defensor dos debates sobre esse assunto, uma vez que muitos times sem nenhuma tradição ou merecimento são chamados grandes, enquanto outros são equiparados a timécos. Entretanto defendo que alguns critérios sejam priorizados, outros relativizados e alguns simplesmente ignorados.

Para exemplificar, abaixo relaciono alguns desses "rankeamentos" e seus diferentes critérios:

PLACAR
A revista Placar tem um sistema interessante, que considera todas as conquistas dando a elas valores diferenciados, desde a conquista do campeonato mundial até os estaduais. Existe um único critério, o de títulos ganhos. Nesse caso o passado e o presente dos times é levado em conta no critério conquistas (apenas o primeiro lugar).

Revista VIP
O levantamento da revista VIP (que copiou o Jornal O Globo) é na minha opinião o mais completo, pois leva em conta vários critérios importantes e interessantes, como por exemplo a média de público e convocações para a Seleção Brasileira. O problema dele é que está desatualizado, apesar de terem ocorridos poucas mudanças.

Jornal O Globo
O Jornal O Globo foi o primeiro a levar em conta a "era dos pontos corridos" para valorizar os times brasileiros. Seu levantamento também está desatualizado e é composto de apenas um critério.

CBF
A CBF tem o ranking mais respeitado do Brasil, afinal estamos falando da Confederação Brasileira de Futebol e não de revistas e sites de jornalistas nerds e torcedores fanáticos.
Mas pra mim é o mais falho! Também tem apenas um critério, o de conquistas mas diferença é que também considera as demais colocações e não apenas o primeiro colocado no campeonato. Acontece que a divisão dos pontos é muito mal feita. Para se ter uma idéia o Corinthians é o segundo colocado, pois sendo campeão da Série B do Brasileirão e Vice na Copa do Brasil conseguiu 60 pontos no ano passado! Sem contar que a CBF só considera os seus próprios campeonatos, ignorando a Libertadores e os estaduais.

Além disso há que se levar em conta a localização a cidade de origem dos times, especialmente em relação à sua população. Os times de capitais costumam ter torcidas maiores, consequentemente médias de público maiores, independente de sua "série" ou posição na tabela.
Não é simples fazer comparação da torcida de um time que tem sede numa cidade de 300mil habitantes com um time de uma cidade com mais de um milhão ou mesmo vários milhões de habitantes!
E não falo do número de torcedores e sim da facilidade de assitir jogos e comparecer ao estádio. Se o torcedor mora na cidade em que o time dele joga isso facilita seu comparecimento ao estádio. Se a torcida é grande, não haverá necessariamente grande público, pois ela pode estar espalhada por todo o país.

Pois bem. Agora que a análise fria e imparcial está feita, quero apresentar números de um TIME GIGANTE:

Santos Futebol Clube
Fundação: 14 de Abril de 1912.
Cidade de Santos/SP
População da Cidade Sede: 417.518 habitantes
Torcida: 4,9 milhões

Campeonatos Internacionais:
Bi-Mundial 1962/63
Recopa Mundial 1968
Bi-Libertadores da América 1962/63
Recopa Sul-Americana 1968
Copa Conmebol 1998

Campeonatos Nacionais:
Taça Brasil (Robertão) 1961/62/63/64/65/68
Campeonato Brasileiro: 2002/04

Campeonatos Estaduais:
Paulistão 1935/55/56/58/60/61/62/64/65/67/68/69/73/78/84/ 2006/07

Inter-regionais:
Torneio Rio-São Paulo 1959/63/64/66/97

Revelou o MAIOR jogador de Futebol de todos os tempos, considerado o REI do Futebol: Pelé

Único time do mundo a ultrapassar a marca de 11 mil gols (hoje com 11.389 gols)

Único time brasileiro que serviu totalmente de base para a Seleção Brasileira - 11 jogadores do Santos formavam a Seleção da CBD

Único time do Brasil considerado grande com sede fora das capitais.


Único time do mundo a PARAR uma guerra! Houve cessar fogo para que o Santos realizasse um amistoso.

Eleito pela FIFA o melhor time das Américas no século XX.

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e pode gastar dedo no google para confirmar essas informações!


E como diz nosso hino:
"Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter!"


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Mas se alguém discordar eu não ligo...os fregueses têm sempre razão!



é sempre uma satisfação

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Wolverine no Brasil



Agora me digam pq diabos o cara vem ao Brasil e visita São Paulo?
Os gringos não vem por causa das praias?

E mais...ele foi pra sede do curintcha!
O legal é que deram um camisa pra ele escrita Wolverine número X...
Depois eu é que não tenho criatividade né?
enfim...

Se eu fosse o gringo (ainda mais com a moral que esse aí está) iria para Floripa e visitaria um jogo de Volei de Praia!
E foda-se a divulgação do filme...Tem no mínimo que visitar a capital Buenos Aires né não?!

ps.: esse uniforme de porteiro do meu prédio foi emprestado para os dois tirarem fotos, mas parece que já devolveram.

Satisfação.

(atualizando) ele está no Rio de Janeiro e já disse que TODAS as mulheres brasileiras são LINDAS!!! Que pilantra!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gripe Suína (parte 3)

no msn:

Fábio diz:
*e sua gripe?

............ diz:
*deu uma melhorada

Fábio diz:
*cuidado hein?

............ diz:
*palmeirense ainda,
*vc já viu!

Fábio diz:
*ahahahahaha

............ diz:
*tô com medo!

Fábio diz:
*pois é rapaz!
vc já é porco né?

Gripe Suína, alguns tem mais motivos para ter medo!

satisfação.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ê minha rente!

o IXPÓR foi tetracampeão Pernambucano por antecipação ao ganhar o jogo contra o NÁUTI ontem, sagrando-se campeão tanto do primeiro quanto do segundo turno.

é legal... mas que sem graça não?

prontofalei.


é uma satisfação.