Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

quarta-feira, 31 de março de 2010

Greve dos Professores no estado de São Paulo

Os professores de São Paulo estão em greve. Pedem melhorias nas condições de trabalho, pedem mais segurança e um reajuste salarial de 34%.

Por que?

São Paulo é o estado mais rico da Federação. A segunda maior arrecadação do país, ficando atrás somente da União, o governo Federal.
Em contrapartida, é o estado com os piores resultados na educação básica.
É o estado que paga o menor valor hora/aula para os professores de ensino fundamental 2 e médio.
Tem salas lotadas, com até 60 alunos, e há, desde algum tempo, uma política de redução de salas e fechamento de escolas (os governos Alckimin e Serra fecharam cerca de 50 escolas estaduais).
Está sendo colocada em prática a municipalização da educação básica, onde o governo abre mão de qualquer responsabilidade sobre a educação, apenas repassa as minguadas verbas para os municípios e deixa esses com o rojão.

Qual o resultado disso a curto, médio e longo prazo?

Um estado sem educação é um estado submisso, derrotado e sem futuro.
São Paulo já deixou de ser o estado que mais cresce.
Percentualmente, SP já tem produção e economia menores que de Pernambuco (chamado por alguns de nova locomotiva do Brasil).
Professores trabalhando demais, estressados, cansados e improdutivos.
Alunos, percebendo essas situações, ficam desatentos, desinteressados, (por que não?) até violentos.
Com a municipalização, haverá uma disparidade entre os municípios. Educação diferenciada de cidade em cidade. Mais do que isso, o governo pretende desestruturar o sindicato, acabará com a mobilização estadual, pois cada cidade terá sua política educacional, o governo do estado estará isento.

O que tem sido feito?

NADA.
Existem mentiras e medidas, que apenas intensificam os problemas já citados.
José Serra mente quando fala das bibliotecas nas escolas, que permanecem desatualizadas.
Mente quando fala que, no ensino fundamental 1, o estado de SP tem dois professores por sala.
Serra mente quando fala a respeito dos computadores e da internet em todas as escolas.

Há a progressão automática, que há 12 anos corrói a educação paulista e não é sequer discutida pelo governo estadual.
Há truculência e desmandos, há milhares de professores trabalhando sem concurso.
Há medidas enganosas, como bônus, que servem para enganar e mascarar a falta de reajuste.
Há desprezo pelos professores aposentados, que não são incluídos nas políticas de benefícios.
E agora, há um plano de carreira, em que o professor deverá trabalhar por mais de 100 anos, se quiser atingir o topo.

GREVE!
Justa e necessária.


Os professores, legítimos em suas manifestações, estão sendo acusados de manipulação política. Dizem os jornais paulistas e as redes de TV, que a greve (garantida na Constituição) é eleitoreira, para atacar o governador, candidato, José Serra.

Esquecem eles que, no ano passado houve greve, sem nenhum avanço. O que dizer disso?
Esquecem eles que, já em outras anos eleitorais, havia a destruição da educação paulista. São pelo menos 15 anos de desmonte e descaso com a educação no estado, e José Serra conseguiu superar a todos os antecessores, demonstrando intransigência que, se já vista igual, talvez apenas com Mário Covas.

Como resolver?

O governador José Serra se recusa a negociar com os professores.
Não recebe representantes da greve.
Se o governador negociasse, cedesse, a greve acabaria. Acabaria a "pressão eleitoreira" que eles apontam. Mas por que não negocia? Por que não conversa com o movimento de professores?
Mais de 50% dos professores de SP estão parados e o governo diz que o movimento de greve é um fracasso. Não reconhece a greve.
Em cada assembléia os professores reúnem milhares de professores nas ruas. Para diminuir isso, o governo Serra manda seus policiais fazerem barreiras em estradas, para impedir a chegada de ônibus com professores nos locais dos protestos.
Está colocando agentes infiltrados nas assembléias e policiais à paisana nas manifestações, para espionar e provocar distúrbios.

Como o governo de José Serra está lidando com o problema?

Algo parecido com o que faziam os governos militares nos anos negros do nosso país.
Resolvem com força policial.
Líderes políticos, sindicalistas, professores aposentados, professores em atividade: todos tratados como bandidos. Tratados à bala e na base da porrada.
É essa a solução de José Serra para a educação paulista.













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ele quer ser presidente do país!
Não será!
José Serra, o bandido é você.
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Força companheiros, a luta continua, o inimigo é o mesmo.

3 comentários:

Anônimo disse...

adorei a materia .canais de televisão,habilitam-se?covardes.bjos zine.
sassa.

Anônimo disse...

milhões de beijos a vc FABIO.sassa

Insensatez disse...

Muito bom meu amigo, é desta forma que vamos combater este candidato ao governo federal, com essas iniciativas.

Parabéns.