Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

segunda-feira, 12 de março de 2012

12 de Março: 477 Anos de Olinda.


Foi no ano de 1535 que Duarte Coelho, em virtude dos projetos mercantilistas de Portugal nas terras brasileiras, funda a Vila das Sete Colinas, que posteriormente passará a se chamar de Olinda que será o cenário vivo da formação donordeste brasileiro. A história do Brasil se confunde, em muitos aspectos, com a própria história de Olinda, uma vez que, não estamos falando de uma simples vila ou feitoria, e sim, do lugar que foi por muito tempo, o mais importante centro econômico e político da colônia.

Cenário da primeira câmara municipal e da primeira manifestação republicana no Brasil e na América, Olinda,  também foi palco da famosa guerra dos Mascates. Além disso, a cidade também é considerada como Patrimônio Cultural da Humanidade, e Primeira Capital Brasileira da Cultura. Eis uma cidade que encanta, tanto pelas suas belas paisagens, como também pela grandeza da sua história, pela beleza da sua arte e pela a força da sua cultura. Sendo assim, é difícil descordar das palavras de Carlos Pena Filho ao proferir que, "Olinda é só para os olhos; Não se apalpa, é só desejo. Ninguém diz é lá que eu moro; diz somente: É lá que eu vejo". Fica aqui a homenagem do Blog pelos 477 anos da cidade.

domingo, 11 de março de 2012

O Pulso ainda pulsa?



Tenho tantas coisas em minha mente para escrever e ao mesmo tempo estou sem norte. Isso que dá, ficar mais de um ano e meio sem chegar perto de um blog. Fico então me perguntando: Porque um afastamento tão longo das palavras? Quase que instantaneamente recebo as respostas:

  •     Faculdade
  •     Preguiça
  •     Comodismo
  •     Falsa ocupação pessoal

Acho que resumindo, criei um grande padrão na minha vida. “Estou ocupada de mais”, mas para que? Respondo: “Para tudo”. Acho que (não reparem, esse texto será repleto de achismos) eu tinha uma veia que pulsava incansavelmente até que de repente de tanto pulsar ela cansou. Às vezes entramos numa fase onde o que menos queremos é ter motivos para nos cansar, em todos os sentidos, direções e módulos de nossas vidas. Felizmente, acho que essa veia foi reativada em mim.

Não sei vocês, mas eu acredito em astrologia. Acho que deixei minha virginiana (sou aquário com ascendente em virgem) tomar conta de mim de 2009 a 2011, encontro essa ótima explicação, já que os meus anos de aquário são contestadores e inquietos em absolutamente todos os sentidos. A outra explicação é uma grande bobagem, os 20 anos, não é questão de estar mais velha, mas de mudar de fase, afinal vou deixar de ser teen. Mesmo com essa carinha de 12, acreditem, faz um mês que tenho vinte e acho que nem eu estou acreditando muito nisso.  Talvez agora eu tenha percebido o quanto esse ultimo período foi estável de mais para uma teen e que talvez eu devesse continuar pulsando como antes.

Não que tenha sido um período perdido, encontrei minha fé, entrei na faculdade, conheci gente nova, perdi contato com gente velha e por ai vai, mas acho que é hora de retomar algumas coisas, e a veia que pulsa acho que é uma dessas coisas que devem ser retomadas. Como disse recentemente “Estou tentando virar gente”, talvez essa veia tenha voltado a pulsar justamente por eu estar virando gente ou talvez eu tenha medo disso e não saiba. 

No fim das contas acho que escrevi esse texto só para dizer: “Mude, mas não deixe a veia parar de pulsar”.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Sexo feminino, sexo forte





[Esta postagem deveria aparecer ONTEM, mas depois de duas tentativas frustradas, por algum problema técnico, não consegui publicar. Por isso segue hoje... antes tarde do que nunca...]
 
Hoje é dia internacional da mulher, então resolvi passar por aqui para deixar minha singela homenagem ao SEXO FORTE. 

Whait WHAT? Simmm! Eu como HOMEM com H Maiúsculo admito: somos o sexo frágil! 

Afinal, o dito macho forte cresceu ouvindo que "Homem não pode chorar", que deve esconder seus sentimentos, e será que não é também isso um tipo de repressão? 

O fato é que as mulheres cresceram suportando preconceitos muito maiores, dores muito mais sérias (são elas que sofrem as dores de parto, lembram?), são vistas como inferiores até hoje na interpretação da maioria das maiores religiões, ganham menos que os homens, menstruam todos os meses, se depilam, andam de salto alto, e estão ai, firmes e fortes, revolucionando o mundo e tomando seu lugar, antes roubados pelos machistas. 



Faço aqui uma homenagem a uma personagem que descobri essa semana. Ela se chamava Dionísia Gonçalves Pinto, e usava o pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta. Nasceu no Rio Grande do Norte em 1810, foi pensadora, escritora, poetisa, educadora e militante feminista. Essa mulher rompeu com a luta por uma causa própria e a estendeu a diferentes grupos minoritários, como índios, negros e escravos.
Casada aos 13 anos, fugiu do casamento e teve de carregar o estigma de “desquitada” a partir daí. Aos 22 anos, publicou um livro que revelou sua precoce maturidade, chamado “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”. 

Fiquei espantado com sua biografia e recomendo que todas e todos vocês procurem por mais informações sobre essa heroína. Entre suas reflexões, tive acesso a frases magníficas sobre a condição de mulher frente à supremacia machista. 

Separei duas de suas frases:
“Se cada homem (...) fosse obrigado a declarar o que sente a respeito de nosso sexo, encontraríamos todos de acordo em dizer que nós nascemos para seu uso, (...) reger uma casa, servir, obedecer e aprazer aos nossos amos, isto é, a eles homens.”  (...) “Se este sexo altivo quer fazer-nos acreditar que tem sobre nós um direito natural de superioridade, por que não nos prova o privilégio, que para isso recebeu da Natureza, servindo-se de sua razão para se convencerem?” (Em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, 1832.)

Finalizo com minha gratidão, e o desejo de que as diferenças entre os gêneros sejam apenas biológicas, e não mais discriminatórias, agressivas e degradantes. Viva a mulher casada, mãe de família. E viva a mulher casada sem filhos, a mulher solteira com filhos, a mulher livre, a mulher dona de si!

quinta-feira, 8 de março de 2012

As mulheres que Freud não explica!

Nunca me esqueço de uma aula há uns 3 anos atrás, enquanto um antigo professor explicava a teoria da interpretação dos sonhos, quando ouvi algo mais ou menos assim: "Freud teve dificuldades em atingir o conteúdo latente das mulheres, pois disse ser um campo obscuro e difícil de ser interpretado." Lógico que a frase não foi exatamente essa, pois minha memória não é tão boa assim, mas a essência da frase eu me lembro...

Já li em alguns escritos de suas obras, teorias que sem querer diferenciavam a mulher de um jeito ou de outro. Nós, mulheres, sabemos o quanto também não nos entendemos. Mas penso que tudo isso não é para dizer que a mulher se diferencia do homem sendo mais complicada, mas sim, sendo a mais misteriosa. Vários sentimentos e emoções que surgem inesperadamente e nem sabemos de onde.
Somos fortes, frágeis, amigas, donas de casa, empresárias, professoras, choronas, alegres, deprimidas, e tudo mais aquilo que alguém possa imaginar. Não temos limites, nos atrevemos a nos re-inventar. Nos permitimos desafios, mesmo com o medo ao nosso lado, pois queremos superação.

Geramos um ser, o qual carregamos por nove meses dentro de nossas barigas, sentimos seus movimentos, choramos com o choro dele, e mudamos de posição, mais uma vez. Tantos papéis, tantas identidades, tantas lutas, sentimentos e mudanças. Uma metamorfose completamente interminável e cheia de surpresas. Nos superamos a cada dia nesse novo mundo. Somos fortes!

Com tantos desejos, emoções e sentimentos entendo a dificuldade de Freud em chegar ao nosso inconsciente. Ele que por si só já é cheio de mistérios, e nos mostra que mais uma vez a mulher pode surpreender! Somos incompreendidas muitas vezes porque temos a facilidade de compreender; somos diminuídas porque nossa força é muito grande.

Sim, as mulheres não sabem o que querem, mas eu prefiro não saber, do que querer uma mesma coisa pro resto de meus dias. Isso é movimento, é vida!

São nossas mães que nos trazem à vida desde pequenos e nos mostram como é o mundo aqui de fora. São elas que nos transmitem o primeiro contanto, o primeiro beijo, o primeiro olhar. É o coração dela que nos acalma quando berramos ao nascer, porque aquele batimento é a primeira coisa que conhecemos nessa vida. É dela que vem a vida! Da mulher!

Freud que me desculpe, mas ele não seria o pai da psicanálise se não houvesse uma mãe por trás disso. E digo mais! Digo que somos as mães da psicanálise! Porque se não fosse as mulheres e suas histerias, hoje não existiriam os divãs...

Parabéns à todas as mulheres que são completamente diversificadas, mas ao mesmo tempo possuem o inconsciente mais impenetrável deste mundo! :)

Porque elas, meus caros, nem Freud soube explicar...

Cenas do Filme "Freud Além da Alma", onde Freud começar a fundamentar sobre o inconsciente estudando o caso de histeria de Cecili.

Abç... Patrícia ( Blog | Twitter )

O Futebol Feminino no Brasil



8 de Março, Dia Internacional da Mulher. A data vem ganhando mais importância a cada ano que se passa, e as mulheres, que antes eram criadas e educadas para servirem a seus maridos, hoje estão brigando ''de igual para igual'' com homens por um emprego, por exemplo. E mais: entre as seis maiores potências do mundo, duas são presididas por mulheres (Alemanha, com Angela Merkel, e Brasil com Dilma Rousseff). Pelo visto, as mulheres atingiram a tão sonhada liberdade e igualdade que os homens desfrutam há muito tempo. Já no campo do esporte, especificamente no futebol, não há muito o que comemorar. O futebol feminino ganhou um enfoque maior do que tinha há uma década atrás, e hoje tem mais prestígio junto a sociedade, o que eliminou, em parte, o preconceito que havia com essa modalidade praticada por mulheres, já que uma das verdades universais há algum tempo atrás era a de que ''futebol é esporte pra homem''. Mas infelizmente, ainda falta muito para as mulheres se igualarem aos homens no mundo do futebol.

Seleção Brasileira de Futebol Feminino, duas pratas em Olimpíadas, diversos títulos continentais e com ótimas jogadoras defendendo a amarelinha. Mas o país parece simplesmente ignorar tais fatos. Mesmo com Marta em grande fase desde 2004, o Brasil não tem uma Liga Feminina de Futebol. Existem times... mas a CBF, que neste caso deveria se responsabilizar por tais competições, não organiza um simples torneio que dure toda a temporada. Pior: um dos grandes times femininos do Brasil, o Santos, fechou a ala feminina de futebol do clube para diminuir as despesas, a fim de conseguir honrar os 3 milhões mensais que Neymar ganha. Isso bem na hora em que o futebol feminino estava engrenando no país. Desculpas não faltam: empresários e investidores reclamam que o investimento feito na modalidade não dá lucro, clubes dizem que o futebol feminino não chama tanto a atenção dos torcedores, que não leva público aos estádios, que o custo do futebol masculino não permite ao clube gastar com ''supérfluos'' como o futebol feminino. Uma pena.

Sereias da Vila: Mesmo ganhando tudo, time feminino foi fechado.

Em consequência disso, nós torcedores, somos obrigados a torcermos pelas nossas mulheres (que muitas vezes demonstram muito mais raça com a amarelinha do que os homens) somente a cada 2 anos, quando há uma Olimpíada, ou Copa do Mundo, já que não podemos vê-las pela televisão regularmente ou nos estádios, pois atuam em países que realmente as valorizam, como Suécia, Suíça, Dinamarca, Japão. E a falta de investimento, somada ao preconceito que ainda existe contra o futebol feminino, resulta em um ciclo vicioso, que precisa ser quebrado o quanto antes, para que a prática se torne tão comum quanto outros esportes, ou até mesmo o futebol masculino.

O Brasil tem a sexta maior economia do mundo, somos ''a bola da vez''. É necessário que uma chance seja dada a todas as meninas que gostam de jogar futebol, e que sonham em defender nossa Seleção. Sem categoria de base, boas jogadoras se tornam raras. Sem incentivo de patrocinadores, fica difícil para os clubes investir nesta área. E sem investimento e publicidade nos meios de comunicação, torcedores não vão se interessar pelo futebol feminino. Sem interesse popular, a CBF não moverá um dedo para criar uma Liga Nacional de Futebol Feminino. E sem isso, nossas jogadoras procurarão clubes na Europa Ou seja: o Brasil é um grande celeiro de boas garotas que jogam futebol. Cabe agora aos clubes, investidores e CBF se unirem para dar uma boa chance para as mulheres brasileiras mostrarem seu valor aqui mesmo, em terras tupiniquins. Caso contrário, continuaremos torcendo pelas nossa garotas apenas de dois em dois anos. Hoje é dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. No futebol, pelo menos, ainda há muito o que conquistar.

_______________________________________

Maria da Luta

No Dia Internacional da Mulher, é hora de homenagear um dos nossos maiores símbolos de luta: Maria da Penha Fernandes, cearense, farmacêutica, brasileira, mulher e guerreira.

Na década de 80, Maria da Penha levou um tiro de seu então marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, enquanto dormia, o que provocou a perda dos movimentos de suas pernas. A violência não parou por aí, o agressor continuou com os atentados e mais uma tentativa de assassinato ocorreu. Era o estopim! Maria conseguiu uma autorização judicial que a permitiu sair de casa levando suas três filhas. Não demorou muito para ela entrar em uma longa e difícil jornada contra seu marido e a favor da justiça e da segurança doméstica.

Cerca de nove anos depois, Marco Antônio foi condenado. Ficou recluso por 2 anos e depois, viu-se livre. O caso ganhou repercussão internacional e indignações diversas. Este foi considerado o primeiro crime de violência doméstica do mundo (formalmente).

Ao lado do Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e do Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher, Maria da Penha encaminhou uma denúncia a OEA. Ao mesmo tempo, teve início um longo processo de discussões no governo federal, impulsionado por ONG'S e coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, que culminou em um projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional.

"Criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher [...]}" Introdução da Lei 11340, mais conhecida como Lei Maria da Penha.

Assim, sancionada em 7 de agosto de 2006, pelo ex-presidente Lula, e entrando em vigor em 22 de setembro do mesmo ano, a Lei Maria da Penha formalizou e deu força às mulheres que, assim como a cearense, sofreram e sofrem violências e atentados domésticos.

Maria da Penha tornou-se líder de movimentos em defesa do direitos das mulheres. Uma voz que calou a omissão. Uma voz que não está só. Há muito o que se fazer, há muito pelo que se lutar.

No dia Internacional da Mulher, deixemos claro que não somos só marias, mas Marias das Lutas, dos direitos e das jornadas por equidades nas relações de gêneros!

Viva Maria da Penha, viva os movimentos feministas, viva tod@s aquelas(es) que acreditam e lutam por um mundo justo e livre para tod@s!

Entre na campanha #8demarço. Vamos encher o twitter com a data que simboliza a luta pelo direito das mulheres!

Méle Dornelas

Mulher

Apesar de todas as conquistas das mulheres para adquirir o máximo de igualdade possível, o machismo ainda predomina na sociedade e só quem se faz de cego não vê.
Infelizmente, o Dia Internacional da Mulher ainda é uma hipocrisia. É facil ver homens que agridem suas companheiras verbal ou fisicamente, oferecerem buquês, chocolates e presentes apenas nesse dia.
Não estou dizendo que devem dar presentes todos os dias para suas companheiras. Digo que devem dar respeito à elas! Respeito e carinho, como qualquer ser humano precisa!
Também é muito fácil ver homens que chamam as mulheres de vadias e vagabundas  parabenizando-as dizendo que elas são a razão da vida e blablabla... Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso.
O problema é que ainda existem, também, mulheres machistas! Em pleno século 21! Já se foi o tempo que tudo precisava de um rótulo, de um nome! Deixe que sejam!
Por que as mulheres têm de ser femininas e certinhas, não falar palavrão, reprimirem seus pensamentos numa relação? Já se foi o tempo!
Se queremos igualdade, temos que ser iguais e não aceitarmos desaforo de homens e mulheres machistas!
Digo isso porque, diariamente, tenho que ouvir comentários ridículos e machistas em relação à minha preferencia de fotografia nu artístico e meus pensamentos feministas.
Então, pense duas vezes antes de julgar uma mulher por sua roupa, por suas atitudes. Pare de se preocupar com as vidas dos outros e preocupe-se com a sua! Até porque ninguém é perfeito e ninguém tem direito de julgar ninguém!
Pense antes de nos parabenizar pelo nosso dia. Nós não precisamos de falsidade. Nós precisamos de RESPEITO.

por @Belamello
mais fotos aqui!

8 - Várias e únicas

Avós, mães, filhas, netas, amigas, esposas, profissionais;
Tantas são as mulheres, cada uma com seu encanto.
Conseguem ser 10 e ao mesmo tempo únicas!

Feliz dia da Mulher!
Desenho por: @tah_rox

Mulheres que lutam e sonham


Hoje tem sido um dia bastante atribulado para uma mulher que decide - apesar da pressão familiar e social - morar sozinha.
Estou de mudança!

Não queria, todavia, que passasse em branco o dia de hoje que considero demasiado importante para que as mulheres possam ressignificar seu papel ético-político no mundo!

Em 8 de março de 1857 morreram queimadas cerca de 130 mulheres, dentro de uma fábrica nos Estados Unidos, após decretarem greve. Reivindicavam a equiparação salarial com os homens (ganhavam um terço do salário dos homens exercendo a mesma função) e diminuição na jornada de trabalho (que era de 16 horas diárias). 
Esta é, infelizmente, a origem da comemoração do dia internacional da mulher.

Mais de 150 anos se passaram e, nós, mulheres, ainda não recebemos os mesmo salários que os homens, apesar de termos maior escolaridade.
Em uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, em 2008, uma mulher é espancada, no Brasil, a cada 15 segundos.
O machismo persiste, mas com mecanismos bastante refinados pelo nosso modelo econômico neoliberal.

Mobilizemo-nos! A transgressão de mulheres que lutaram por justiça (e foram repreendidas com a vida) vem nos ensinar que gente não pode, nem nunca pôde parar de sonhar (mais do que isso: de lutar!). 


"Nada causa mais horror à ordem que mulheres que lutam e sonham"
José Marti




8 de março: dia internacional da mulher. 
Parabéns para todas nós que não deixamos de sonhar nem só por um segundo.


quarta-feira, 7 de março de 2012

8 de março - Dia Internacional da Mulher

Tenho pra mim que quando o homem percebeu que ele, e todos os demais homens, eram carregados por 9 meses e saiam de dentro das mulheres, resolveu então criar uma história dizendo que a primeira mulher saiu de uma costela do homem.

Tenho ainda a impressão, que ao perceber que a mulher tinha uma capacidade intelectual vinculada a sensibilidade de todos os sentidos, o homem fez com que a força física prevalecesse nas relações.

Penso, cá com meus botões, que para ser superior, enxergando a impossibilidade disso naturalmente, criou-se (e mantem-se)o machismo.
E assim no desenrolar da história, fez-se a luta contra essas bobagens... e aqui estamos.
Amanhã, dia internacional da Mulher, o Zine Pasárgada se carrega para uma homenagem em massa! É só acompanhar! :D Viva as mulheres! Viva a luta das mulheres!

sábado, 3 de março de 2012

O amor (simples assim).


Nossa: quanto tempo não escrevo por aqui!
Faz, se não me engano, uns 5 meses desde a última postagem.
Mas, assim, tenho uma boa desculpa para dar!
Além da correria do trabalho, dos planos de fim de ano, das contas para pagar, da vida para tocar, tenho que ser sincera: parei temporariamente de escrever no blog por causa do amor.
É, ele mesmo: o a-m-o-r.
Nossa, Camila: mas o que é o amor?


 "Meu amor, nossos somos almas gêmeas. Fique comigo para sempre, incondicionalmente!"

"A metadeeee da laranja, dois amantes, dois irmãos"


Opa! não. pára, pára, pára: parou.
Tá certo que eu tenho tendências fortíssimas para a pieguice, mas não é isso.
Conto, então, a minha versão do amor. E já aviso: não tem um final feliz.

Resumidamente, três coisas principais me aconteceram nos últimos meses:
a) decidir ficar sozinha quando as minhas relações amorosas forem fundamentalmente egoístas;   b) férias  e c) uma sede quase insaciável de conhecer o mundo (potencializada pelo item "b").

Num brevíssimo resumo, resolvi passar minhas férias no Uruguai e na Argentina com uma amiga.
Arrisquei-me no improviso em terras desconhecidas: conhecemos pessoas, fomos em lugares simples, nos divertimos com o cotidiano da cultura do outro, tomamos um café gostoso, dormíamos nos parques à tarde. Todas as atividades foram muito bonitas e que não incluíam excessos.
Tudo numa medida importante que me fazia equilibrada e feliz.







Foi então que, muito feliz sozinha, pude encontrar um argentino muito bonito, gentil e apaixonante. Na medida do que eu achava essencial.

O resultado disso foram viagens minhas para Buenos Aires, uma viagem dele para o Brasil no fim do ano.
Desejos, sensações, relações de cuidado,  histórias, planos, visões de mundo, política e viagens.
Uma sensação leve e colorida de ser protagonista de alguma comédia romântica francesa.

Só tinham dois problemas que, depois, me pareceram bem fundamentais: não morávamos num mesmo país e ele estava com passagem comprada para morar seis meses em Londres.

***

Fernando Trueba é um diretor de cinema espanhol que participou do programa "Sangue Latino" televisionado semanalmente pelo Canal Brasil. (o link aqui !)
Lá pelo 16:50 minutos da gravação ele dá a definição dele sobre amor.
Diz Trueba:

"Eu acredito um pouco no amor, sim. 
Mas como acredito na paixão e no desejo.
O amor é um conceito muito confuso. 
É como o conceito da felicidade.
Acho que é melhor não utilizar conceitos confusos, não servem para conversar, só servem para confundir.

Ao se dizer " te amo" para alguém corre-se o risco de estar dizendo uma estupidez, uma maldade ou uma mentira.
Seria mais justo dizer "Eu te desejo" ou "não vá embora" ou "me faça carinho mais meia hora" ou coisas mais concretas. 
Coisas que o cérebro humano consiga entender. 
O amor é um conceito que foge de mim.

Além disso as pessoas têm a teoria que o amor é uma paixão de quando se gosta de uma pessoa e a quer só para si mesmo, como uma propriedade.
Tem algo de possessivo, destruidor nisso e acho doentio.
E acho que foi uma doença inoculada em nós e da qual o ser humano, no seu caminho para o futuro, terá que se libertar, rescrever, transformar e aperfeiçoar.
O que é o amor?
O amor deveria ser querer que a pessoa que se ama seja feliz e passe bons momentos. 
Com você ou sem você.

***

No último dia em que estivemos juntos o tempo estava nublado em Buenos Aires.
Ficamos mudos por quase 20 minutos só nos olhando. 
Eu o ajudava na mudança da sua casa e ele se preparava para deixar parte do seu passado rumo ao inesperado de uma vida em outro continente.
Eu planejava mudar de casa para morar sozinha, vender o apartamento que comprei quando era noiva e viajar muito durante este ano.
Nós dois estamos com 28 anos e, concluo, que decidimos nascer.

Com todo o desejo que sentimos naqueles lindos dias em que fizemos aulas de tango e tomamos vinhos argentinos, resolvemos não fazer planos para um futuro que ainda não tinha solo.
Não combinamos de nos encontrar em Londres. Não fizemos juras de amor desesperadas.

E porque não estávamos nos tratando como propriedades durante esse pequeno e intenso tempo em que estivemos compartilhando bons momentos, desejei a ele céu e ele me desejou mar.

Desejamos uma vida feliz a nós mesmo, antes de qualquer coisa.

fim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

24 de Fevereiro: 80 Anos do Voto Feminino no Brasil.


Até o ano de 1932, as eleições era, de fato, um negócio apenas para homens, uma vez que, não era permitido às mulheres o direito de votar nos processos eleitorais oficiais do país. Contudo, coube ao presidente Getúlio Vargas modificar essa realidade, por meio do código eleitoral provisório, instituído pelo decreto presidencial 21076 de 24 de fevereiro, assegurando assim o voto feminino em todo país. 

Segundo o código eleitoral provisório era considerado eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo. Entretanto, somente as mulheres com renda própria poderiam ter o direito ao voto. Mas se a mulher, mesmo enquadrada nessa condição, fosse casada, ela teria que ter a autorização do seu marido para votar. Sem contar que, ao contrário dos homens, o voto feminino, nesse momento, não era obrigatório.

É válido ressaltar que a oficialização do voto feminino, não aconteceu de uma forma espontânea ou gratuita,  pelo contrário, essa conquista é fruto da constestação de várias mulheres brasileiras que lutaram pela conquista de seus direitos políticos. Nessa história de luta, encontramos nomes como o de Bertha Maria Julia Lutz, protagonista dos movimentos feministas no Brasil, ajudou a fundar a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher e representou o Brasil na assembleia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos EUA, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.

Um outro nome importante é o da professora Celina Guimarães residente da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, que invocou o artigo 17 da lei eleitoral do estado que não restringia o direito ao voto às mulheres, tendo assim, a honra de se tornar a primeira eleitora do país em 1927. Após esse episódio, outras mulheres passaram a lutar pela conquista de seus direitos políticos, tornando assim, uma necessidade a aprovação de um projeto de lei que oficializasse o voto feminino em todo país, denominado até então de "voto de saia". 

Já a primeira mulher eleita deputada federal foi Carlota Pereira de Queirós, que tomou posse em 1934 e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. E no ano de 1946, no governo de Eurico Gaspar Dutra, o voto feminino passou a ser obrigatório, universalizando o direito e a responsabilidade na escolha dos representantes políticos aos eleitores e eleitoras do Brasil.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cariocas Expulsam os Reporteres da Rede Globo em Manifestação.



Durante a manifestação da Polícia Militar e dos Bombeiros do Rio de Janeiro, ocorrida nesse domingo (12/02/2012), os reporteres da Rede Globo puderam sentir o gosto do próprio veneno. A população não se intimidou, diante da emissora mais poderosa do país e expulsou os repórteres que acompanhavam a manifestação em Copacabana.

Excluir a rede globo desses espaços é uma forma de lutar contra o seu jornalismo conservador, que é mister em marginalizar os movimentos sociais e manipular a opinião pública com seu idealismo reacionário. Estamos diante de um exemplo virtuoso e que os demais movimentos que representam os anseios populares devem seguir.

Enfim, somente dessa maneira que a soberania popular poderá acumular mais força política, tornando explícita a necessidade de uma efetiva reforma nas políticas voltadas à comunicação, baseada na democratização da mídia e no estabelecimento de um controle social mais efetivo nas concessões públicas, uma vez que a livre expressão é um dos direitos fundamentai inseridos no atual sistema constitucional, e que infelizmente é notavelmente desrespeitado por meio principais meios de comunicação do país.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

09 de Fevereiro: Dia do Frevo.


Símbolos centenário da cultura pernambucana, o frevo, na era da música eletrônica, ainda consegue encantar uma grande quantidade de pessoas, seja pela sua músicalidade, pelos passos frenéticos de sua dança ou mesmo pelo sugestivo significado da própria palavra frevo, que, de uma maneira mais aceita, deriva da palavra ferver ou "frever".

No dia 09 de Fevereiro de 1907, a palavra frevo foi grafada pela primeira vez, por meio de uma matéria escrita pelo jornalista Oswaldo Oliveira no Jornal Pequeno que circulava pelas ruas do Recife. Um século depois, essa data passou a ser considerada como o dia do Frevo.

Como também sabemos, o frevo carrega em sua história uma longa influência de ritmos, sendo em um sentido mais amplo, uma mistura da marchas, das polcas e dos maxixes que eram tocados nos folguedos. Musicalmente o frevo tem três divisões: O frevo de rua, o frevo de bloco e o frevo canção. Além da riqueza de influências em sua musicalidade, o frevo também inclúi à sua história a influência dos elementos da capoeira, uma vez que, seus passos tiveram origem nos passos dos capoeiristas que saíam a frente dos blocos de carnaval com a finalidade de proteger os seus estandartes dos blocos rivais.

Visto a riqueza cultural incorporada a sua história, o frevo também é considerado um dos rítmos mais democráticos, pois, a sua música rápida e contagiante transmite alegria em qualquer local que sua música for tocada, seja nas ruas ou no salões.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Responder ao Aumento das Passagens Por Meio da Mobilização Popular.


O Ano mal começou e a população pernambucana já está sendo vítima de mais um aumento do preço das passagens dos ônibus que circulam pela região metropolitana do Recife. Assim, além de se submeter aos péssimos serviços ofertados pelas empresas de transportes, o usuário também terá que pagar mais caro para se deslocar de sua residência para escola, trabalho ou lazer.

E diante dessa realidade, vários estudantes, junto a entidades representativas, partidos e sindicatos, passaram a discutir sobre o aumento e sobre a precarização do transporte público na região, mobilizando cada vez mais pessoas e promovendo uma passeata, com a finalidade de impedir o reajuste das passagens.

Como se sabe, somente o Conselho Metropolitano de Transportes Urbanos pode deliberar sobre o preço das tarifas. Mas, segundo o próprio movimento estudantil, esse conselho não é legítimo para representar o trabalhador, o estudante e o próprio usuário pernambucano, pois a sua inoperância só serve para garantir os interesses de uma "máfia" de empresários que não tem a menor responsabilidade social e só visam a maximização dos lucros. Assim, questões como a insuficiência das frotas, qualidade do serviço e passe livre estudantil, não fazem parte da pauta desse conselho, sendo assim, realidades quase que utópicas para a população.


É válido ressaltar que o aumento das tarifas não irá modificar, de maneira alguma, a atual situação dos transportes públicos na região metropolitana. Serviço esse que já é caracterizado pela superlotação e pela falta de segurança. Assim, o que resta ao usuário é manifestar a sua indignação protestando e tomando as ruas da cidade para barrar esse reajuste.

E mais uma vez o movimento estudantil cumpriu o seu papel de vanguarda na luta e nas manifestações populares. No entanto, o governador Eduardo Campos, achou conveniente utilizar da força repressiva da tropa de choque com seu arsenal bélico, spray de pimenta e bombas de efeito moral, para conter os estudantes contrários ao aumento das passagens. Ficando nítido, o respeito que sua gestão tem em relação aos direitos humanos e sociais. Um governo que se esconde atrás de instituições repressoras nao pode representar, nem as forças políticas democráticas, nem tampouco a sociedade civil.


A população pernambucana presenciou um episódio de criminalização dos movimentos sociais, promovido pelo Eduado Campos, que por essas e outras, vem se afastando gradativamente dos compromissos firmados nas duas ultimas eleições.

Portanto, nao podemos perder a esperança. Pelo contrario, é necessário intensificar ainda mais a nossa militância para mobilizarmos muito mais pessoas em favor da luta popular. A ordem do dia é unificar todas as bandeiras em torno da luta contra o aumento das passagens e acumular força para derrotarmos de uma vez, essa máfia de políticos e empresários que massacram a ética e desmoralizam as nossas instituições públicas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um filme de João Falcão

O filme que trago é de autoria pernambucana, gostoso todo de se ver: "A Máquina - O amor é o combustível"

João Falcão transformou o livro de Adriana Falcão em uma belíssima produção audiovisual e que antes mesmo de ir para a grande tela já figurava o cenário teatral. O diretor sãolourencense* adaptou a obra da ex-mulher tanto para o teatro como para o cinema dando vida a personagens como Antonio e Karina, o romance dessa história.

O longa-metragem de 2006 nos coloca frente a frente ao humor, ao diálogo surpreendente e simples e ao prazer de se deliciar com um trabalho de criatividade e beleza. Ele nos prende a um mundo todo peculiar, colorido e enraizado na cultura. A trilha sonora é composta por nomes como DJ Dolores, Robertinho do Recife, Chico Buarque, Tom Jobim, Tom Zé, Geraldo Azevedo (que tem uma belíssima adaptação de sua música "Dia Branco” na versão da fictícia banda "The Sconhecidos") entre outros brasileiríssimos.

A incrível atuação de Paulo Autran, na certa, deu brilhantismo ao filme. Junto a ele estão Wagner Moura, Vladimir Brichta, Mariana Ximenes e o recifense Gustavo Falcão que, juntos a outros personagens, dão vida a cidade de Nordestina e fazem essa história entrar e ficar na gente, bem tranquila, apaixonante e linda.

“A Máquina” é a certeza de diversão e encantamento. Um filme de fantasias sonhadas, narradas e vividas! De tempo passado, presente e futuro, mas tempo, tempo pra tudo!

“Lá de onde Antonio vem é longe que só a gota. Longe que só a gota no tempo, que é muito mais longe que só a gota no espaço. Porque, vir de longe no espaço é lonjura besta, que qualquer bicho falado derrota. Agora vir de longe, no tempo, é lonjura cabulosa. Lonjura que pra ficar desimpossível demora.“ - Trecho do filme

O Trailer aqui.

E uma resenha mais esmiuçada sobre a obra no blog Sala de Cinema.

*Pra quem não é familiarizado com nosso PE, sãolourencense é quem nasce em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife.

Méle Dornelas

Escreve para: Escrivaninha, Sala de Cinema e Conversa de Botequim.