Zine Pasárgada
foi um Fanzine cultural e educacional que se propôs divulgar os mais diversos tipos de expressões artísticas e os mais variados assuntos.

O jornal Pasárgada teve 3 edições impressas e distribuídas na cidade de Piracicaba/SP e está guardado, junto com outras idéias, no limbo da falta de tempo e dinheiro.

O blog retomou a proposta do Zine e abriu espaço para diversidade de idéias e de expressões.

Hoje o blog acompanha o jornal e as atividades estão encerradas.

Foi uma grande satisfação ser um dos amigos do Rei.

Fábio

quarta-feira, 31 de março de 2010

Greve dos Professores no estado de São Paulo

Os professores de São Paulo estão em greve. Pedem melhorias nas condições de trabalho, pedem mais segurança e um reajuste salarial de 34%.

Por que?

São Paulo é o estado mais rico da Federação. A segunda maior arrecadação do país, ficando atrás somente da União, o governo Federal.
Em contrapartida, é o estado com os piores resultados na educação básica.
É o estado que paga o menor valor hora/aula para os professores de ensino fundamental 2 e médio.
Tem salas lotadas, com até 60 alunos, e há, desde algum tempo, uma política de redução de salas e fechamento de escolas (os governos Alckimin e Serra fecharam cerca de 50 escolas estaduais).
Está sendo colocada em prática a municipalização da educação básica, onde o governo abre mão de qualquer responsabilidade sobre a educação, apenas repassa as minguadas verbas para os municípios e deixa esses com o rojão.

Qual o resultado disso a curto, médio e longo prazo?

Um estado sem educação é um estado submisso, derrotado e sem futuro.
São Paulo já deixou de ser o estado que mais cresce.
Percentualmente, SP já tem produção e economia menores que de Pernambuco (chamado por alguns de nova locomotiva do Brasil).
Professores trabalhando demais, estressados, cansados e improdutivos.
Alunos, percebendo essas situações, ficam desatentos, desinteressados, (por que não?) até violentos.
Com a municipalização, haverá uma disparidade entre os municípios. Educação diferenciada de cidade em cidade. Mais do que isso, o governo pretende desestruturar o sindicato, acabará com a mobilização estadual, pois cada cidade terá sua política educacional, o governo do estado estará isento.

O que tem sido feito?

NADA.
Existem mentiras e medidas, que apenas intensificam os problemas já citados.
José Serra mente quando fala das bibliotecas nas escolas, que permanecem desatualizadas.
Mente quando fala que, no ensino fundamental 1, o estado de SP tem dois professores por sala.
Serra mente quando fala a respeito dos computadores e da internet em todas as escolas.

Há a progressão automática, que há 12 anos corrói a educação paulista e não é sequer discutida pelo governo estadual.
Há truculência e desmandos, há milhares de professores trabalhando sem concurso.
Há medidas enganosas, como bônus, que servem para enganar e mascarar a falta de reajuste.
Há desprezo pelos professores aposentados, que não são incluídos nas políticas de benefícios.
E agora, há um plano de carreira, em que o professor deverá trabalhar por mais de 100 anos, se quiser atingir o topo.

GREVE!
Justa e necessária.


Os professores, legítimos em suas manifestações, estão sendo acusados de manipulação política. Dizem os jornais paulistas e as redes de TV, que a greve (garantida na Constituição) é eleitoreira, para atacar o governador, candidato, José Serra.

Esquecem eles que, no ano passado houve greve, sem nenhum avanço. O que dizer disso?
Esquecem eles que, já em outras anos eleitorais, havia a destruição da educação paulista. São pelo menos 15 anos de desmonte e descaso com a educação no estado, e José Serra conseguiu superar a todos os antecessores, demonstrando intransigência que, se já vista igual, talvez apenas com Mário Covas.

Como resolver?

O governador José Serra se recusa a negociar com os professores.
Não recebe representantes da greve.
Se o governador negociasse, cedesse, a greve acabaria. Acabaria a "pressão eleitoreira" que eles apontam. Mas por que não negocia? Por que não conversa com o movimento de professores?
Mais de 50% dos professores de SP estão parados e o governo diz que o movimento de greve é um fracasso. Não reconhece a greve.
Em cada assembléia os professores reúnem milhares de professores nas ruas. Para diminuir isso, o governo Serra manda seus policiais fazerem barreiras em estradas, para impedir a chegada de ônibus com professores nos locais dos protestos.
Está colocando agentes infiltrados nas assembléias e policiais à paisana nas manifestações, para espionar e provocar distúrbios.

Como o governo de José Serra está lidando com o problema?

Algo parecido com o que faziam os governos militares nos anos negros do nosso país.
Resolvem com força policial.
Líderes políticos, sindicalistas, professores aposentados, professores em atividade: todos tratados como bandidos. Tratados à bala e na base da porrada.
É essa a solução de José Serra para a educação paulista.













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ele quer ser presidente do país!
Não será!
José Serra, o bandido é você.
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Força companheiros, a luta continua, o inimigo é o mesmo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Não existe Aquecimento Global

Para provocar o debate vou reproduzir uma entrevista do Prof. Molion, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, principal defensor e estudioso do "Esfriamento Global", que foi publicada no UOL ciência no final do ano passado:

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"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul
Por Carlos Madeiro Especial para o UOL Ciência e Saúde


Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O meteorologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.



UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

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e vai também o vídeo do Vulcão Piñantudo, feito pelo professor Herbis (contato dele no vídeo), que é auto explicativo:


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Pra quem quiser baixar um dos ótimos textos do Professor Molion e saber mais do assunto, é só clicar aqui.

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uma aquecida satisfação.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Comentários!

Queridos,

estou testando uma ferramenta de contagem de acessos ao blog e estou me surpreendendo; realmente esse blog tem um número de leitores que eu não imaginava!

em breve faço um post com as estatísticas e as curiosidades das visitas, mas antes quero falar sobre os Comentários.

Eu já sabia que eles não refletiam o número de acessos e que a maioria que visitava não comentava mesmo (povo apressado, sabe como é?)... em alguns posts, os mais populares, o número de comentários explodia: 15, 10, 5... nos mais "normais" 4 no máximo, 3 as vezes... 2, 1...

Agora, uma coisa que ainda não tinha recebido por aqui eram os comentários SPAM!
Ou sei lá o que, mas acabo de reparar na bizarrice de um comentário...

eis o dito:
オナニー
逆援助
フェラチオ
ソープ
逆援助
出張ホスト
手コキ
おっぱい
フェラチオ
中出し
セックス
デリヘル
包茎
逆援
性欲

e então?
que porra é essa? hein?

e olha que é um comentário num post sobre política partidária (logo abaixo)!
vai saber não?

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bem, na verdade, se quiser saber o que é, basta abrir o Google Translator aí no seu computador, colar o comentário acima e pedir para traduzir de Japonês para Português!

Por sua conta e risco, ok?!

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acho que até dá pra entender porque esse comentário estava num texto de Política Partidária!


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satisfação.

domingo, 21 de março de 2010

Mudanças

Por L.F. Veríssmo


E tudo mudou...


O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, que virou silicone...


A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal...


Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping...

A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email...


O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico...


Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV...


Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...


A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
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.. de tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.



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é tudo verdade...
estamos melhores ou piores?
aí já são outros 500, não?


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satisfação

quinta-feira, 18 de março de 2010

Graças a Deus você é um homem.






Clique nas imagens para ampliar.


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contribuição da Fernanda Raquel, uma leitora mais que especial.

Será...

que esse novo modelo agrada?


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até a noite eu coloco um texto!


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satisfação!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cartunista Glauco é assassinado em Osasco/SP



Na madrugada de hoje, foi assassinado o cartunista Glauco e seu filho Raoni, de 25 anos.

Essa brutalidade que nos levou mais um grande artista deve ser punida, mas o que faremos com a insegurança e a possibilidade de que ocorra novamente, com qualquer pessoa?

E os outros tantos casos que ocorrem sem parar em SP?

É preciso uma discussão urgente sobre a segurança pública paulista que vai de mau a pior.
Nosso governador, que pela lei é o responsável pela segurança, está fazendo campanha eleitoral pelo Brasil...
Estava em Salvador e em Recife no carnaval e agora viaja pelo interior do estado.

Alguma preocupação com os casos?
Ele ainda quer ser presidente do país.

Não, obrigado.
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Publico aqui algumas manifestações e homenagens ao grande Glauco. Para ver todas as homenagens acesse o Blog do Universo HQ.

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Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba

A violência em São Paulo, mais uma vez, mata e empobrece a cultura brasileira. Aos 53 anos, no auge de sua produção artística, morre assassinado por assaltantes em sua casa o cartunista paranaense Glauco Villas-Boas.

Glauco, como era conhecido, foi descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, então diretor do Diário da Manhã, em Ribeirão Preto, interior paulista. Lá começou a publicar suas tiras cômicas.

Mas foi na 4ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1977, ao conquistar um dos prêmios, que Glauco foi projetado no cenário artístico brasileiro e internacional. Com seu imenso talento, criatividade, estilo único e, em especial, humor inteligente baseado no comportamento da nossa sociedade, que Glauco saltou, ainda no mesmo ano, para as páginas da Folha de S.Paulo.

Em 1984, a mesma Folha abriu espaço diário para a nova geração de cartunistas brasileiros. Glauco estava entre eles e, assim, ficou conhecido em todo o País. Surgiram seus principais personagens: Geraldão, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Doy Jorge, Casal Neuras, Geraldinho e outros.

Multimídia, também era músico e se apresentava em bandas de rock. Integrou a equipe de redatores do TV Pirata e do TV Colosso, programas da TV Globo. Publicou livros de humor.

Em plena Era Digital, Glauco continuava fiel à prancheta, desenhando à mão com nanquim. Usava o computador apenas para colorir os trabalhos, depois de escanear cada um deles.

Glauco registrou, a cada momento, as transformações pelas quais passou o mundo, o Brasil. Era um profundo conhecedor e critico da alma humana, mas sempre de maneira bem-humorada, provocando reflexões.

O Brasil e o mundo perdem um de seus maiores cartunistas.

Restam, diante de mais esta tragédia, as perguntas:

- Senhores governantes, até quando?

- Quantas vidas ainda faltam para que seja colocado um basta na violência?

Ricardo Viveiros e Zélio Alves Pinto, respectivamente, presidente e vice-presidente do Conselho Consultivo do Salão Internacional de Piracicaba

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as artes publicadas são de Ed Carlos Joaquim, Alan Corrêa, Marcos Miller e Rafael Rosa, retirados do Blog do UHQ.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Política Partidária

Hoje respondi a um tweet de um amigo de Piracicaba.

Adriano Camargo, filiado atuante do PSDB, twittou sobre José Dirceu, ao qual respondi brincando: "DIRCEU GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO, tem meu voto em 2014"...

Pra quem é de Pernambuco ou do Nordeste essa brincadeira é comum, dada a associação com Miguel Arraes, mas talvez para os paulistas seja difícil entender brincadeiras.

Eu que sou paulista vejo na minha terra o mau humor e a truculência que não existe em nenhum outro lugar no Brasil. Povo preparado para entrar em uma disputa, mesmo que essa não exista...

Voltando, prontamente fui chamado ao "debate" com PSDBistas... veja bem, um tweet sobre um cara CASSADO e afastado, ofendeu alguém que eu não conheço e que prontamente me chamou para o enfrentamento.

Claro que não vou gastar minhas teclas citando nomes e frases de tais parasitas... mas gasto o meu precioso tempo de sono para lançar mão de algumas questões:

Já havia percebido o quanto a disputa partidária se assemelhava à torcidas de futebol e às religiões, mas parece-me que isso está cada vez mais evidente.

Pessoas que, ao se apresentarem, colocam juntamente com o "título" de pai, além do nome dos filhos, sua opção partidária!
Pessoas que se definem, sendo parte de uma organização e, por conta disso, sentem-se no dever de atacar os diferentes e defender a todo custo sua opção.

Os que me conhecem há algum tempo, ou mesmo os que tiveram a oportunidade de conversar comigo por alguns momentos, sabem que minhas posições políticas não são radicais ou totalmente partidárias. Tenho, como qualquer um de nós, minhas preferências também políticas, e as defendo.

Mas percebo a devoção de alguns a causas políticas partidárias, quando, em meia dúzia de postagens no meu microblog, fui rotulado dentro de um partido, dentro de "ideologias" e mais grave, fui ofendido e ameaçado.

Orgulhosos "debatedores" vangloriavam-se de suas gravatas e suas posições profissionais, ao mesmo tempo que apossavam-se de nomes e xingamentos para me atingir...

Interessante essa dinâmica, essa entrega, esse fanatismo e adoração a uma sigla e a alguns homens.

Não é exatamente religião ou futebol? Sim... é política.
Pobre do nosso país, que no fim das contas, vai ter essas figuras como candidatos.


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não há satisfação em fanatismos.
e prometo um post sobre o Governo Mário Covas, com privatizações, pedágios, descasos e fraudes... até porque não quero que após a morte de Lula esqueçam do mensalão e transformem o metalúrgico em Deus, como querem fazer com o ex-governador paulista.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Como ser louco no elevador?

O meu amigo Felipo me mandou para publicar aqui o "como ser louco no elevador". Sigam essas regras, é infalível! Mas só de se imaginar fazendo já vale a pena...
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Como ser louco no elevador

1) Quando houver só uma pessoa no elevador, de um tapinha no ombro dela e finja que não foi você.

2) Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo.

3) Se ofereça para apertar os botões para os outros, mas aperte os botões errados.

4) Segure a porta e diga que está esperando por um amigo. Depois de um tempo, deixe a porta fechar e diga: "Olá Zé. Como vai você?"

5) Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pega-lá, então grite: "Ei, é minha!"

6) Traga uma câmera e tire fotos de todos no elevador.

7) Traga uma mesa para dentro do elevador e quando alguém entrar, pergunte se marcaram hora.

8) Leve um Banco Imobiliário e pergunte para as pessoas se elas querem jogar.

9) Deixe uma caixa no canto e quando alguém entrar pergunte se elas ouviram um tique-taque.

10) Finja ser uma aeromoça e revise os procedimentos de emergência com os passageiros.

11) Pergunte: "Você sentiu isso?"

12) Fique bem perto de alguém, fungando em seu cangote de vez em quando.

13) Quando a porta se fechar, fale: "Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente".

14) Mate moscas que não existem.

15) Diga às pessoas que você pode ver sua aura.

16) Grite: "Abraço grupal", então force as pessoas a se juntarem.

17) Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure: "Calem a boca, todos vocês, calem a boca!".

18) Abra sua pasta ou bolsa e enquanto olha dentro dela pergunte: "Tem ar suficiente aí dentro?"

19) Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror: "Você é um deles!" e recue devagar.

20) Coloque uma marionete na mão e use-a para falar com os outros.

21) Escute as paredes do elevador com seu estetoscópio.

22) Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão.

23) Encare outro passageiro por um tempo e fale: "Estou usando meias novas".

24) Desenhe um pequeno quadrado no chão com giz e diga para os outros: "Este é o meu espaço"

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ser louco é sempre uma satisfação.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

voltei Recife...

no meu primeiro Carnaval em Recife...

eu não vi nenhum show de grandes artistas;

fiquei duas, quatro, oito horas em pé;

me queimei no sol escaldante;

ralei o cotovelo, bati o joelho, esfolei o calcanhar e deixei todos os músculos da perna moídos;

dormi oito, quatro, duas, uma hora por noite;

comi espetinhos suspeitíssimos;

me vesti de mendigo, Belchior, Lampião, Diabo;

esmolei bebidas;

fiquei mais louco que o Batman umas 3 vezes;

fui molhado por esguichos;

entrei e comi em casas de pessoas que nunca havia visto antes;

dormi no sofá, dormi em colchonetes, dormi no meio da rua;

me perdi e voltei sozinho todos os dias...


bem...

Recife e Olinda: o MELHOR CARNAVAL DO BRASIL!


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satisfação decumforça!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

voltando a "ativa"

me desculpem mais uma vez pelo meu comportamento Belchiorquico! Prometo (de novo) não sumir muito... (H)

pra recomeçar bem, um vídeo clipe de um Rapper de Piracicaba (minha querida cidade) numa música sobre o caso "Boris Casoy"...

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muito bom o trabalho do cara.

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e continua sendo uma satisfação.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Promessas de Ano Novo (2010)

Neste novo ano eu prometo:

- Não votar no José Serra;
- Não torcer para o Curintchas;
- Não comer giló;
- Não NADAR;
- Não mudar minha orientação sexual;


vou me esforçar para ser:

- Mais resistente à festas em geral;
- Fechar mais bares e afins;
- Ler, escrever e terminar o mestrado (terceira na ordem de importância);

espero que meus amigos:

- sejam mais tranquilos com a minha chatice;
- sejam mais generosos na hora de pagar a conta;
- sejam mais felizes (e por isso paguem a conta).

enfim,

um feliz 2010 para todos!


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continuará sendo sempre uma grande satisfação.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dialeto Caipiracicabano - guia prático de uso - parte 1

Deusolivre: Termo utilizado largamente em todo tipo de conversa, expressa afirmação negativa categórica.
Ex.:Deusolivre que eu vou no cemitério a noite !!!

Óia: Olhar algo, veja, preste atenção.
Ex.: Óia só que coisa!

Úia: Olhar coisa ou pessoa interessante, chamar atenção para algo especial.
Ex.: Úia que belezura!

Cornetear: Falar alguma coisa de outra pessoa, algo parecido com "fofoca".
Ex.:O Marcio tava corneteando o Paulo ontem.

Póde Erguê: Não vou fazer, nem pensar, de jeito nenhum.
Ex.: Preciso que você vá à pé até a cidade. -Póde Erguê que eu vô! Vô nada!

Gorfá: Vomitar.
Ex.: Acho que bebi demais, vô Gorfá!

Bocó: Pessoa lerda,bobo.
Ex: Cê é um bocó, todo mundo se aproveita do cê.

Mocorongo: A mesma coisa que bocó.

Quaiá o Bico: Dar muita risada.
Ex.: O pião tomou um capote e eu Quaiei o bico!

Cascá o bico: o mesmo que Quaiá o Bico

Disgracêra: Quando tudo/algo dá errado.
Ex: Aconteceu uma disgracêra comigo ontem, atropelei a fia
dum traficante.


Vô chegando: Ao contrario do que parece é utilizado quando você vai embora, está saindo
Ex.: Bom pessoal a festa tá boa , mas Vô chegando.

Reganhêra: Estado letárgico que geralmente ocorre logo após o almoço, moleza,
soneira.
Ex.: Comi três pratos de feijoada e me deu uma Reganhêra daquelas!

Jiboiá: Quando o sujeito se entrega a Reganhêra e fica sem fazer porra nenhuma, só coçando.
Ex.: Me bateu aquela Reganhêra e eu resolvi Jiboiá...depois volto pro trampo.

Furdunço: Confusão, normalmente relacionada a festas
Ex.: Tava lá na festa e de repente começou uma briga… foi o maior Furdunço.

Isgueio: Palavra utilizada para identificar uma ação que não ficou aprumada em linha reta.
Ex.: Ela foi estacionar o carro e ficou de isgueio.

Fianco: De ladinho, em 45º.
Ex.: Vô ficar aqui de fianco pra num tomar o sereno direto na cara.

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logo coloco a parte 2


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satisfação

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tá explicado...

pronto, tá aí o motivo do Rubinho NUNCA ser campeão mundial...

direto do email da Bru Batagin!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nasce Batman!

estava aqui acertando detalhes do meu projeto de pesquisa do mestrado, que deve ficar pronto em breve (e trarei mais detalhes aqui)e irá para a qualificação começo do ano que vem...

e, como se sabe, uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso incluí, no projeto acadêmico, a genial narração de Frank Miller (roteiro e desenhos) da origem do Batman.

e achei que seria bacana reproduzí-la aqui tbm!
então toma:





terça-feira, 3 de novembro de 2009

Diário (compacto) de Vários Dias

opa!
e aí beleza?

mais uma vez a correnteza de compromissos e as mundanidades das coisas reais me afastaram do blog, mas cá estou para atualizá-los da vida loka (é nóis) que me consome.

as coisas não mudaram muito desde a última atualização: eu continuo o mesmo idiota iludido de sempre, me amarrando a situações inventadas tanto quanto posso e me fodendo na medida do (im)possível, só pra não perder o costume... e toquem o enterro!

estou produzindo umas HQs para a Alê, num trampinho feliz que ela me arranjou ao ler meu sincero desabafo de problema de grana! Vai ajudar pra caramba! A Alê é presença! Brigado! =)

estou também escrevendo muito para minha dissertação sair do estado gélido em que se encontrava e ficar mais próxima do objetivo, portanto mais quente! ahá!

as aulas do cursinho continuam muito boas e rolou a aula do estágio de docência para o último período do curso de Educação Física da Federal, que também foi muito boa! Os estudantes gostaram e a aula foi deveras produtiva! =D

semana que vem começa o XII Simpósio Internacional do Processo Civilizador, que esse ano é em Recife e eu faço parte da organização. Isso significa que eu vou me fuder trampando feito doido sem parar! Ainda apresento um trabalho sobre as relações de poder e violência vinculados as histórias em quadrinhos de super-heróis (meu objeto de pesquisa).

Pois bem...

sexta-feira eu finalmente pude ver o show da minha linda "prima", a Criss Paiva (na foto). Ela se apresentou no "tripé da comédia", um espetáculo de stand up comedy que rola as sextas aqui em Recife. Pude falar um pouco com ela (bem pouquinho) mas foi muito bom! Ri muito. E como ela disse: "se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé!"



agora estou enrolando e não estou fazendo oq eu deveria fazer: dormir!
O feriadão me esgotou (ou eu esgotei o feriadão, vai saber), com jantar na casa do Prof. Edilson, festa a fantasia da Béba, piscina na casa da Kamila e apenas 4 ou 5 horas de sono somadas para os 3 dias.

Aliás isso provocou uma interrupção nos bat-encontros virtuais com a Thais(!)... ela se aproveitou e me encheu de ciúmes, mas tudo bem! Fazer oq?!

amanhã tentarei pegar o show do Chico César (q é na faixa) lá na Torre Malakof... e pro próximo final de semana... bem, até lá resolvo.




satisfação.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Manifesto em defesa do MST

reproduzo aqui o manifesto criado por intelectuais do mundo para defender o MST.
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Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Assinam esse documento:

Eduardo Galeano - Uruguai

István Mészáros - Inglaterra

Ana Esther Ceceña - México

Boaventura de Souza Santos - Portugal

Daniel Bensaid - França

Isabel Monal - Cuba

Michael Lowy - França

Claudia Korol - Argentina

Carlos Juliá – Argentina

Miguel Urbano Rodrigues - Portugal

Carlos Aguilar - Costa Rica

Ricardo Gimenez - Chile

Pedro Franco - República Dominicana


Brasil:

Antonio Candido

Anita Leocadia Prestes

Chico Alencar

Chico de Oliveira

Demian Bezerra de Melo

Emir Sader

Gilberto Maringoni

Luis Fernando Veríssimo

Plínio de Arruda Sampaio

Sergio Romagnolo



Para subscrever esse manifesto, clique AQUI

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